Resultado do Censo dos Arquitetos será divulgado em maio
22 cidades se preparam para o futuro
Após o bem sucedido concurso 2012 que reuniu 1519 propostas de 70 países, Citymart está novamente buscado premiar novas ideias urbanas que ajudem a “dirigir o futuro”. Vinte e duas cidades estão buscando ideias inovadoras para seus desafios urbanos. As cidades são Aalborg, Barcelona, Boston, Christchurch, Eindhoven, Fukuoka DC, L’Hospitalet, Lagos, Lavasa, London,Maringa, México DF, Oulu, Paris, Rio de Janeiro, Rosario, San Francisco, Sant Cugat, Sheffield, Tacoma, Terrassa e York.
Estas cidades apresentaram desafios nas áreas como mobilidades, desenvolvimento econômico, inclusão social, saúde e bem estar, gestão urbana, iluminação, energia, cultura, governo future e estilo de vida sustentável. Empresas, empreendedores, inovadores, consórcios, centros de pesquisa, organizações e especialistas estão convidados a participar, apresentando ideias que resolvam os desafios das cidades citadas.
Prefeitos de cidades de todo o mundo estão acompanhando de perto. Xavier Trias, prefeito de Barcelona, comenta:
“Esta é uma grande oportunidade para identificar e compartilhar soluções para desafios globais que as cidades estão enfrentando. Cada cidade é um mundo em si mesma, e estamos vivendo em um mundo urbano, por isso é tão importante identificar estes problemas comuns que requerem soluções compartilhadas”.
De Lee, prefeito de San Francisco, espera que as atividades culturais de sua cidade se beneficie do programa.
“San Francisco, como uma Capital da Inovação do Mundo, facilitará um intenso intercâmbio de ideias e ajudará a desenvolver soluções inovadoras aos desafios urbanos comuns, incluindo o transporte, meio ambiente e saúde, que construirão um mundo melhor”.
Você pode ver as 22 cidades participantes e os desafios que buscam alcançar aqui. Em maio de 2013, uma cúpula de 3 dias reunirá os líderes de todas as cidades em San Francisco para tratar dos desafios das cidades e compartilhar ideias, com uma visão para impulsionar o início de sua implementação. Tens alguma ideia? Podes compartilhá-la aqui.
Este artigo é original do site This Big City.
O campo ampliado da arquitetura: Antologia teórica (1993-2009)
sinopse
Textos:Anthony Vidler, Antoine Picon, Arie Graafland, Congresso para o Novo Urbanismo, Cynthia Davidson, Deborah Berke, Fredric Jameson, Glenn Murcutt, Greg Lynn, Jan Kaplicky, Jeffrey Kipnis, John McMorrough, John Rajchman, K. Michael Hays, Karl S. Chu, Ken Yeang, Michael Braungart, Michael Speaks, Norman Foster, Reinhold Martin, Reiser + Umemoto, Rem Koolhaas, Richard Rogers, Robert Somol, Roemer van Toorn, Samuel Mockbee, Sanford Kwinter, Sarah Whiting, Saskia Sassen, Stan Allen, Steven A. Moore, Sylvia Lavin, Thomas Herzog, William J. Mitchell, William McDonoughOrganização:A. Krista Sykes
Tradução:Denise Bottmann, Roberto Grey
Posfácio:K. Michael Hays
Texto de orelha:Ana Luiza Nobre
Idioma: Português
Baú Escola da Cidade

Para conferir basta acessar o endereço http://bau.escoladacidade.edu.br/
Pesquisadores da USP desenvolvem cimento ecoeficiente
Elton Alisson, Agência FAPESP
Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pode auxiliar a indústria cimenteira a atingir dois objetivos: dobrar a produção de cimento para atender a demanda mundial e diminuir a pegada de carbono, uma vez que o setor é um dos que mais emitem dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.
Os pesquisadores criaram uma formulação que substitui grande parte do material responsável pela emissão de CO2 na fabricação do produto, diminuindo a concentração de material reativo produzido a altas temperaturas na composição de cimentos e, consequentemente, na de concretos e argamassas de revestimento, mantendo a resistência dos materiais.
A tecnologia foi testada em laboratório e despertou o interesse de empresas, que analisam a viabilidade do uso em escala na fabricação do material - o segundo mais produzido e consumido no mundo, atrás apenas dos alimentos.
"Em alguns experimentos em laboratório conseguimos reduzir em mais de 70% a quantidade de ligante [fração do cimento com capacidade de reagir com água] em concretos de alta resistência com um produto feito com a formulação", disse Vanderley Moacyr John, professor do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Escola Politécnica da USP e um dos coordenadores do projeto. "Recentemente, conseguimos adaptar a formulação para concretos de mais baixa resistência com metade do ligante usado em um produto convencional."
De acordo com o pesquisador, que conduziu um projeto com apoio da FAPESP, o cimento tradicional - chamado Portland - é composto basicamente por argila e calcário - materiais extraídos de jazidas, posteriormente moídos e que, quando fundidos em fornos a 1,5 mil graus Celsius, se transformam em pequenas bolotas de clínquer. Esses grãos de clínquer são misturados e moídos com gipsita - a matéria-prima do gesso - até virarem cimento.
Para produzir uma tonelada de clínquer, no entanto, a indústria cimenteira emite entre 800 e mil quilos de dióxido de carbono, incluindo aí o CO2 gerado pela decomposição do calcário e pela queima do combustível fóssil para manter os fornos em funcionamento.
A fim de diminuir as emissões de CO2 na produção de clínquer, nas últimas décadas as indústrias cimenteiras começaram a substituir parte do material por escória de alto-forno - um resíduo da siderurgia - e, mais recentemente, por cinza volante - resíduo de termelétricas a carvão.
O problema dessas duas soluções, contudo, é que a indústria do aço - também altamente emissora de CO2 - e a geração de cinza volante não crescem na mesma velocidade das cimenteiras, inviabilizando as estratégias no longo prazo. "As estratégias utilizadas hoje para mitigar as emissões de CO2 pela indústria cimenteira são insuficientes", avaliou John.
"Como a escala de produção de cimento é de 3,5 bilhões de toneladas por ano e estima-se que a produção global desse material chegará a 5,5 bilhões anuais até 2050, as indústrias cimenteiras poderão ser responsáveis por até 30% do total das emissões mundiais de CO2, superando muitos países isoladamente", disse.
Pó de calcário
Segundo o professor da Poli-USP, por causa dessas limitações, a indústria cimenteira também usa desde a década de 1970 outro material candidato a substituir parcialmente o clínquer na formulação de cimento: o filler de calcário cru (pó de calcário).
O filler é uma matéria-prima que dispensa tratamento térmico (calcinação) - processo que, na fabricação de cimento, é responsável por mais de 80% do consumo energético e 90% das emissões de CO2.
A quantidade de filler na fórmula do cimento, contudo, era limitada a, no máximo, 10% no Brasil e em até 30%, em algumas situações, na Europa. Isso porque o calcário é moído junto com o cimento e, como não há controle do tamanho das partículas do material, seu limite de adição é baixo.
Por meio de tecnologias de controle de granulometria de partículas, já usadas em indústrias como a alimentícia e farmacêutica, os pesquisadores da Poli demonstraram em laboratório que combinando granulometrias de pó de calcário é possível aumentar para 70% a proporção do material e diminuir para 30% a quantidade de clínquer na composição do cimento.
"Atualmente, o teor de filler no cimento comercializado no mundo é de 6% e, no Brasil chega, no máximo, a 10%. Já na Europa, em algumas situações, uma tonelada de cimento tem 700 quilos de clínquer e 300 quilos de filler [incluindo outros tipos de filler, além do de calcário cru]", comparou Bruno Damineli, um dos autores da pesquisa e que realiza pós-doutorado na Poli no âmbito do projeto.
"Demonstramos que é possível inverter essa composição e produzir uma tonelada de cimento com 300 quilos de clínquer e 700 quilos de pó de calcário", disse.
Além de um padrão controlado do tamanho de grãos, segundo o pesquisador, as partículas de filler de pó de calcário e clínquer precisam receber aditivos químicos dispersantes, como policarboxilatos, que impedem que elas se aglomerem e formem grumos na água.
Como consequência disso, o dispersante reduz a quantidade de água e de cimento necessário para misturar à areia e pedra para produzir e desempenhar o papel de "cola" no concreto usado na indústria da construção civil.
"Os cimentos menos eficientes de modo geral apresentam grumos. Por causa disso são menos reativos e eficientes e requerem uma quantidade muito maior de água para fluir, porque são mais porosos", explicou Rafael Pileggi, professor da Poli e um dos autores do projeto.
"Como o cimento com mais filler moído precisa de pouca água para fluir, é possível fazer um concreto pouco poroso e mais resistente do que o convencional", disse Pileggi.
Os pesquisadores também obtiveram resultados semelhantes com outros produtos à base de cimento. Por meio do projeto realizado atualmente com apoio da FAPESP, o grupo de pesquisadores da Poli observou que também se pode reduzir o teor de cimento em argamassa de revestimento (reboco), mantendo a resistência de aderência do material.
"Constatamos que é possível reduzir a quantidade de cimento de argamassa pelo cimento com maior teor de filler moído e que a resistência do material não cai. Estamos demonstrando que a resistência não depende do cimento", disse John.
Viabilidade técnica
A nova formulação de filler com granulometria controlada, combinada com o uso de dispersantes, abre a janela para produção de cimento com até 70% do material em sua composição, sem perder e até mesmo aumentar a confiabilidade do produto.
Dessa forma, a tecnologia permitiria à indústria dobrar a produção de cimento, sem a necessidade de construir mais fornos ou produzir mais clínquer.
O grande desafio, no entanto, é viabilizar a tecnologia na escala da indústria cimenteira e de forma competitiva. "A tecnologia para moer partículas com granulometria controlada já existe, mas nunca ninguém a operou na escala da indústria cimenteira", afirmou John.
"Será preciso produzir entre 2 e 3 bilhões de toneladas de filler com partículas com tamanho controlado e mais finas do que talco", comparou.
Segundo os pesquisadores, vários materiais podem ser usados para produzir filler. O pó de calcário, no entanto, atualmente é o melhor candidato para substituir parcialmente o clínquer na formulação de cimento porque oferece menores riscos à saúde do que outros fillers biopersistentes.
Há outros grupos tentando utilizar quartzo finamente moído para essa finalidade. Entretanto, se usado de forma descontrolada, o material pode ser aspirado e causar silicose.
"Não é qualquer material finamente moído que pode ser utilizado para esse fim. É preciso levar em conta questões como a segurança do trabalhador da indústria da construção", disse Damineli.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores da USP despertou o interesse de empresas como a InterCement, a holding para negócios de cimento do grupo Camargo Corrêa. A empresa financia a reforma de um prédio no Departamento de Construção Civil da Poli para sediar um centro de pesquisa em construção sustentável.
Coordenado pelos professores John e Pileggi, o centro de pesquisa deverá iniciar suas atividades ainda este ano e, entre outras atividades, deverá avançar no desenvolvimento do cimento ecoeficiente.
Concurso de Projetos de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social
· Control de riscos, proteção de zonas vulneráveis
· Recuperação de rios
· Projetos de urbanismo e infraestrutura urbana
· Criação e melhoramento do espaço público
· Habitação para assentamentos informais
· Água potável e esgoto
· Instalações eléctricas, comunicação
· Produção de energia renovável
· Produtividade do solo, agricultura urbana
· Gestão integral de mobilidade alternativa ao automóvel privado (bicicletas, pedestres, transporte público)
· Gestão de trânsito
· Segurança nas ruas
· Logística e transporte de cargas
· Conexões e acessibilidade
- Projetos de inclusão cidadã
· Melhoramento de casas
· Programas de conscientização e formação
· Programas de esportes, cultura e recreação
· Segurança cidadã
· Programas de acompanhamento cidadão
O vencedor será, também, convidado a apresentar a CAF um pedido para desenvolver o projeto apresentado.
Evento em Salvador discute preservação do patrimônio arquitetônico
Especialistas de nove países diferentes vão trocar experiências sobre gestão, planejamento urbano e preservação
A História do Brasil também pode ser contada por meio de seus prédios. Em vários pontos do país, existem obras arquitetônicas de grande valor histórico. Entre os dias 14 e 17 de maio, arquitetos do Brasil e de mais oito países estarão em Salvador para debater formas de preservar esses tesouros a céu aberto. “São muitos os patrimônios edificados no Brasil. Eles existem em Ouro Preto, Salvador… Os exemplos são muitos”, afirma o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia, Nivaldo Andrade.
Fundação Casa de Jorge Amado Foto: Marcelle Ribeiro
Segundo ele, patrimônio é aquilo que é importante para uma parte da sociedade. “Muitos têm aquela ideia de que patrimônio é algo antigo,
mas não é, temos Brasília, uma cidade moderna considerada patrimônio”. A preservação desses patrimônios nacionais serão discutidos também por especialistas estrangeiros, como Antoni González Moreno-Navarro e Emilio Tuñón (Espanha), Gonçalo Byrne (Portugal), Marco Dezzi Bardeschi (Itália), Mariano Arana (Uruguai), Nelson Dupré (São Paulo, Brasil), Fernando Carrión (Equador), Gábor Sonkoly (Hungria), Jaime Migone (Chile) e Pedro Belaunde (Peru).
O ArquiMemória 4 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado terá como tema principal “A dimensão urbana do patrimônio”. A ideia é discutir as diversas relações entre cidade e patrimônio, tais como a articulação entre planejamento, urbanismo e preservação do patrimônio, o uso e a apropriação dos bens culturais pelos diferentes grupos sociais e as relações entre salvaguarda patrimonial e paisagem urbana.
A quarta edição do evento (a última, em 2008, reuniu mais de 600 pessoas) acontece em um momento em que as políticas de preservação no Brasil estão se transformando por meio de programas como o Monumenta e o PAC Cidades Históricas. Agora, o foco está em ações voltadas a dinamizar as populações residentes nos sítios históricos, com investimentos em infraestrutura e equipamentos públicos. Ao mesmo tempo, surgiram no mundo novos conceitos ligados à salvaguarda e à gestão patrimonial, tais como paisagem cultural e itinerário cultural.
“As pessoas não reconhecem os patrimônios como prioridade mas é fundamental porque patrimônio permanece de geração para geração, é a memória materializada e por isso, a sociedade precisa ter o cuidado de ajudar a preservá-los”, afirma Nivaldo. O encontro é organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia e pela Universidade Federal da Bahia, com patrocínio do CAU/BR, Ministério das Cidades, Iphan e Caixa Econômica Federal.
Serviço
ArquiMemória 4 – Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado
Data: 14 a 17 de maio de 2013
Local: Centro de Convenções da Bahia
Inscrições e programação: http://www.iab-ba.org.br/arquimemoria4/
Etiquetagem em Edificações
Encontre aqui as informações relacionadas à etiquetagem de eficiência energética em edificações, no Brasil.
Caso tenha dúvidas a respeito envie um e-mail para o procel.edifica@eletrobras.com.
O processo de etiquetagem de edificações no Brasil ocorre de forma distinta para edifícios comerciais, de serviços e públicos e para edifícios residenciais. A metodologia para a classificação do nível de eficiência energética dos primeiros foi publicada em 2009 e revisada em 2010, ano em que também foi publicada a metodologia para classificação dos edifícios residenciais.
A etiqueta é concedida em dois momentos: na fase de projeto e após a construção do edifício. Um projeto pode ser avaliado pelo método prescritivo ou pelo método da simulação, enquanto o edifício construído deve ser avaliado através de inspeção in loco.
Nos edifícios comerciais, de serviços e públicos são avaliados três sistemas: envoltória, iluminação e condicionamento de ar. Dessa forma, a etiqueta pode ser concedida de forma parcial, desde que sempre contemple a avaliação da envoltória. Nos edifícios residenciais são avaliados: a envoltória e o sistema de aquecimento de água, além dos sistemas presentes nas áreas comuns dos edifícios multifamiliares, como iluminação, elevadores, bombas centrífugas etc. Saiba mais sobre os tipos de etiquetas clicando aqui.
As etiquetas devem ser emitidas pelo Certi, organismo de inspeção acreditado pelo Inmetro. Para mais informações entre em contato com Jeferson Amaral – oi3e@certi.org.br e (48) 3239-2146. Veja no link as etiquetas comerciais e residenciais já emitidas.
O Procel Edifica disponibiliza uma lista de laboratórios, distribuídos por todas as regiões brasileiras, que integram Convênios com a Eletrobras e possuem consultores especialistas em etiquetagem de edificações.
Saiba mais sobre o PROCEL EDIFICA - Eficiência Energética nas Edificações visitando o PROCEL Edifica no site do PROCEL Info e no site do PROCEL.
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- Acústica arquitetônica
- Clima urbano
- Desempenho térmico
- Equipamentos
- Iluminação
- Ventilação natural
- Sustentabilidade:Tire aqui suas dúvidas sobre a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia.
Fonte: http://www.procelinfo.com.br/main.asp?View={89E211C6-61C2-499A-A791-DACD33A348F3}



