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O Futuro da Minha Cidade

A CBIC, com a correalização do Sesi e parceria do Sinduscon Sul Fluminense, realiza nesta quinta-feira (22/10), às 18h, no Villavetri, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, o evento O Futuro da Minha Cidade. De âmbito nacional, o projeto estará pela primeira vez no estado do Rio de Janeiro, na cidade de Volta Redonda, para discutir ações criativas e sustentáveis para o desenvolvimento da cidade. Realizado pela CBIC, uma das metas do projeto é reunir “apaixonados” por todo o Brasil em prol das cidades e municípios. O evento já foi realizado em oito cidades: Joinville (SC), Goiânia (GO), Porto Velho (RO), São Gonçalo do Amarante (CE), Uberlândia (MG), Teresina (PI), Aparecida de Goiânia (GO) e Cascavel (PR). A ideia, segundo o presidente da CBIC, José Carlos Martins, é conscientizar todos os setores da sociedade sobre a necessidade de se planejar o futuro da cidade nos aspectos sociais, ambientais, econômicos e urbanísticos”, completa Martins. O evento contará com as participações do secretário de Planejamento e coordenador-geral do Estado do Paraná, Silvio Barros, e da jornalista Natália Garcia, do projeto Cidade Para Pessoas. O evento conta com patrocínio nacional da Caixa Econômica Federal.  
 
Fonte: CBIC

O desenho urbano pode influir nos atropelamentos?

Este estudo busca estabelecer as relações existentes entre morfologia urbana (desenho urbano) e a ocorrência de atropelamentos. O trabalho foi desenvolvido com base nas situações de acidentes com pedestres ocorridos nas ruas de Madri (Espanha), e seus resultados são possíveis de ser estendidos a outras cidades e países.

Mapa com trechos de ruas de Madri, segundo extensã
Mapa com trechos de ruas de Madri, segundo extensão
Autor: Roberto Ghidini/ Sociedad Peatonal
Assunto: Estudos e Pesquisas
Abrangência: Internacional
Ano: 2010

O trabalho realizado para compor um caderno de recomendações para a consideração dos pedestres no planejamento, no desenho urbano e na arquitetura, se materializou depois em um livro intitulado “La ciudad paseable”. A linha de pesquisa adotada foi a de buscar quais são as relações entre o desenho, as características morfológicas das cidades e a ocorrência dos atropelamentos.
A pesquisa partiu de uma base de dados com mais de 7.000 atropelamentos no município de Madri entre os anos 2003 e 2006, fornecidos pela Policia Municipal. Estes foram separados inicialmente em dois grandes grupos: os acidentes ocorridos em esquinas e os acidentes ocorridos em meios de quadra.
A ideia de que ruas mais largas são mais perigosas é reforçada com novos dados que confirmam esta afirmação. A maior velocidade dos veículos e o fato de que se emprega mais tempo para cruzar, sendo portanto maior a exposição ao perigo, são algumas das conclusões.
Também o desenho das faixas de travessia de pedestres foi analisado, e o estudo apresenta sugestões no sentido de observar a localização destas faixas, de maximizar a percepção visual do motorista e dotar as travessias da sinalização mais completa possível, especialmente nos trechos mais longos.


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O desenho urbano pode influir nos atropelamentos?

Estudo busca estabelecer as relações existentes entre morfologia urbana (desenho urbano) e a ocorrência de atropelamentos. Analisa situações de acidentes com pedestres (ocorridos em esquinas e em meios de quadra) nas ruas de Madri entre 2003-2006.

Fonte: http://www.mobilize.org.br/estudos/204/o-desenho-urbano-pode-influir-nos-atropelamentos.html

“Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras” disponível para download

Cortesia de Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento                                                                                                                                                                                                                          Cortesia de Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

A Fundação João Pinheiro, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e oPrograma das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram esta semana oAtlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras. Parte da série Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, ele é composto por uma versão impressa e um site.
Essa base de dados na internet apresenta mais de 200 indicadores sobre renda, educação, demografia, trabalho, habitação e vulnerabilidade para Unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs) – conceito similar ao de “bairro” – de 16 Regiões Metropolitanas do Brasil.
Assim, é possível saber qual era a situação de cada uma das mais de 9 mil UDHs no ano 2000 e o que mudou até 2010. Por exemplo, a ferramenta permite observar e comparar indicadores relativos a áreas como Morumbi (São Paulo, SP), Belvedere (Belo Horizonte, MG), Asa Norte (Brasília, DF) e Gávea (Rio de Janeiro, RJ).
Produzida com base nos Censos Demográficos desses dois anos, a plataforma pode ser acessada aqui. A versão impressa do atlas, por sua vez, traz indicadores de renda, longevidade e educação das 16 Regiões Metropolitanas, além de mapas de todas elas.
O nível de detalhamento de dados oferecido pelo site proporciona a gestores públicos, acadêmicos e a toda a sociedade uma ferramenta essencial para análise de disparidades intermunicipais e inter-regionais.
As Regiões Metropolitanas analisadas são: Belém, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Distrito Federal, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luis, São Paulo e Vitória.

Baixe aqui o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras.
Via Ipea e PNUD
 
Fonte:Romullo Baratto. "“Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras” disponível para download" 30 Nov 2014. ArchDaily Brasil. Acessado 1 Dez 2014. http://www.archdaily.com.br/br/758165/atlas-do-desenvolvimento-humano-nas-regioes-metropolitanas-brasileiras-disponivel-para-download?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=40de293532-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_318e05562a-40de293532-407774757

Acesse gratuitamente e imprima as Normas Técnicas NBR.

Por meio da parceria firmada entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ANBT), é possível acessar gratuitamente e imprimir Normas Técnicas NBR. Pela parceria estão sendo disponibilizadas, inicialmente, 48 normas dos setores da Construção Civil, Eletroeletrônico e Bens de Capital, podendo, futuramente, novas normas e setores serem contemplados. Dentre as Normas que contemplam a lista direcionada ao setor está a da Norma de Desempenho (ABNT Coletânea de Normas Técnicas – Edificações Habitacionais – Desempenho: 2013). Também constam as normas: ABNT Coletânea de Normas Técnicas – Ambiente de Trabalho: 2013, de 19/03/2013; ABNT NBR 15220 - Coletânea de Normas Técnicas sobre Desempenho de Edificações; e a NBR 15812-1:2010 sobre Alvenaria estrutural – Blocos Cerâmicos, de 15/03/2010, entre outras. Confira aqui a lista das normas contempladas. O acesso é feito pelo site da ABDI. Cadastre-se e acesse!

The Plug-In City, 1964 / Peter Cook, Archigram

Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives            Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

O projeto Plug-In City, do grupo Archigram, nunca foi construído, mas seus conceitos e ideias provocaram (e ainda provocam) intensos debates que mesclavam arquitetura, tecnologia e sociedade. Quando a Plug-In City foi proposta em 1964, o projeto oferecia um enfoque novo e fascinante ao urbanismo, invertendo a percepção tradicional do papel da infraestrutura na cidade.

Mais sobre este inquietante projeto seguir.

Entre 1960 e 1974 o grupo Archigram concebeu mais de 900 projetos, entre eles o plano para a “Plug-In City” de Peter Cook. Este projeto provocador sugere uma cidade fantástica cujas unidades residenciais modulares se “conectam” a uma máquina central que proveria toda a infraestrutura necessária. A Plug-In City não é de fato uma cidade, mas uma megaestrutura em evolução constante que incorpora residências, transporte e outros serviços essenciais – todos transportáveis por enormes guindastes.

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As preocupações e precedentes da modernidade colocam como questão central da Plug-In o impulso teórico da Cidade, que não se limita ao conceito da vida coletiva, à integração do transporte e à acomodação das mudanças rápidas no entorno urbano. Em seu livro Archigram: Arquitetura sem Arquitetura, Simon Sadler sugere que “A estética do incompleto, evidente em todo o sistema plug-in, e mais marcada nas megaestruturas precedentes pode ter derivado das obras de construção que acompanharam a reconstrução econômica da Europa”.

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A insatisfação com o status quo impulsionou a experimentação arquitetônica coletiva a sonhar com cenários urbanos alternativos, que se elevam sobre a face do formalismo superficial e das tendências suburbanas tediosas e comuns do modernismo britânico da época. Plug-In City, junto com outros projetos como The Walking City ou The Instant City, sugeriu um modo de vida nômade e, sobretudo, uma libertação da resposta modernista dos subúrbios.

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O Archigram foi formado em 1960, na Associação de Arquitetos de Londres, por seis arquitetos e designers: Peter Cook, Warren Chalk, Ron Herron, Dennis Crompton, Michael Webb e David Greene. Em 1961, Archigram (uma publicação de mesmo nome, que deriva da combinação das palavras “arquitetura” e “telegrama”) nasceu como uma revista cheia de poemas e desenhos. Como David Greene escreveu no primeiro número, a revista constitui uma plataforma para as vozes de uma geração jovem de arquitetos e artistas.

“Uma nova era da arquitetura deve surgir com formas e espaços que parecem rejeitar os preceitos do ‘Moderno’ porém, também, conservando estes preceitos. Optamos por ignorar a imagem Bauhaus em decomposição, que é um insulto ao funcionalismo.”

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As visões do Archigram conseguiram, efetivamente, inspirar uma nova geração de arquitetos e de arquitetura. O mais evidente é sua sugestão radical de revelar elementos de infraestrutura e inverter as hierarquias tradicionais da construção, gestos que inspiraram o famoso Centro Pompidou de Richard Rogers e Renzo Piano. Além disso, seus projetos e visões continuam sendo invocados no pensamento urbano na atualidade.

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Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

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Courtesy of melissaibero.blogspot.com

Courtesy of melissaibero.blogspot.com

Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

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Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

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Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

Courtesy of Peter Cook vía Archigram Archives

Por Karina Duque, via Plataforma Urbana. Tradução Naiane Marcon, ArchDaily Brasil.

Fonte:Romullo Baratto. "The Plug-In City, 1964 / Peter Cook, Archigram" 09 Jan 2014. ArchDaily. Accessed 11 Jan 2014 http://www.archdaily.com.br/br/01-166703/the-plug-in-city-1964-peter-cook-archigram











































Acervo de Assis Reis está disponível na Internet

Plantas, croquis, filmes, gravações de entrevistas, caricaturas, textos, documentos e fotos de 1960 a 2010 estão na internet, para facilitar pesquisa de profissionais e estudantes de arquitetura

Rodrigo Louzas, do Portal PINIweb

28/Outubro/2013

Julia Rocha

Os projetos do arquiteto Assis Reis (1926/2001), um dos nomes mais importantes da arquitetura modernista brasileira, estão agora disponibilizados na Internet. A iniciativa, contemplada pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), foi desenvolvida pela filha de Assis, e também arquiteta, Márcia Reis.

A proposta permite o resgate e a catalogação de plantas de projetos arquitetônicos, croquis, filmes, gravações de entrevistas, desenhos de caricaturas, textos, documentos e fotos, entre 1960 e 2010. "Acreditávamos que um acervo com esse valor cultural deveria ser disponibilizado para toda comunidade de arquitetos e alunos de arquitetura por ser um grande referencial para pesquisa", explica Márcia Reis sobre os objetivos da disponibilização.

Nascido em Aracaju, Assis Reis desenvolveu sua carreira profissional na Bahia e obteve reconhecimento mundial ao receber Menção Honrosa em 1969 pelo projeto do Pavilhão do Brasil, na Exposição Internacional de Osaka, Japão, entre outros prêmios. Suas obras já foram expostas em Berlim, Bruxelas, Buenos Aires, Lima, Nova York, Paris e São Paulo.

Para acessar o acervo, clique aqui.

Fonte: http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/arquitetos/acervo-de-assis-reis-esta-disponivel-na-internet-300469-1.aspx

Cidades e a arquitetura da mudança climática

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As atividades humanas nas cidades impactam de maneira direta a mudança climática. Abaixo seguem quatro razões pelas quais o Protocolo de Kyoto esta em débito conosco.

A demanda energética, o modelo de desenvolvimento econômico insustentável, o aumento da população, o transporte e os processos de urbanização são alguns dos exemplos que explicam por que as cidades geram cerca de 70% das emissões totais de CO2 no mundo. Ao mesmo tempo, entretanto, as cidades são o local apropriado para reduzi-las. Porém, o tema da cidade como ator relevante para atenuar a mudança climática não consta na agenda de ação internacional que lidera a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC, sua sigla em inglês) e seu respectivo protocolo: Kyoto.

Esta agenda compreende, entre outros, o compromisso dos países de reduzir suas emissões, estabelece metas específicas para os países industrializados e dá origem ao mercado de carbono para trocar emissões através de diferentes modalidades. Este processo teve início em 1992 com a criação da UNFCCC e tornou-se operacional em 1997, a partir do nascimento do Protocolo de Kyoto (cujo vencimento seria em 2012), que foi avaliado negativamente por várias razões.

Primeiramente, o protocolo obriga somente os países industrializados (no momento do acordo) a reduzir suas emissões. A Coréia, por exemplo, em 2005 ocupou o nono lugar dentro da OCDE como o país que gerou mais emissões de CO2; mas no momento da criação de Kyoto, a Coréia não tinha status de país industrializado e, portanto, hoje não é obrigada a reduzir suas emissões.

Segundo, baseado no principio da Convenção de assumir responsabilidades compartilhadas, mas diferenciadas, o protocolo recomenda aos países em desenvolvimento adotar, de acordo com suas capacidades, medidas “não obrigatórias” de adaptação e redução da mudança climática. Isto quer dizer que hoje em dia, os chamados países emergentes como China e Índia não são obrigadas a seguir o protocolo de Kyoto, e geram mais emissões do que alguns países desenvolvidos.

Em terceiro lugar, os Estados Unidos que no momento da criação de Kyoto era o país com mais emissões (hoje é o segundo, depois da China), não assinou o protocolo por razões de segurança nacional, entre elas o alto custo que poderia representar à economia nacional.

Em quarto lugar, depois da criação dos mecanismos de mercado propostos pelo Protocolo, hoje o carbono é comercializado como qualquer outro commodity de acordo com oferta e demanda. Por exemplo, a União Europeia, Inglaterra, Nova Zelândia, inclusive Tóquio e Califórnia têm seus próprios sistemas de mercado; e se encontram em processo de criação os sistemas da Coréia, México, Brasil, Taiwan, China, Índia, Tailândia e Vietnã.  No entanto, este sistema não garante que as emissões sejam efetivamente reduzidas, pois quem for obrigando a reduzi-las e tiver recursos para comprar os certificados de emissão, simplesmente os comprará. Além disso, este sistema gerou um novo esquema de negócios lucrativos, por exemplo, se o carbono tem um preço, quem tiver os certificados no momento de uma alta na demanda, vai se beneficiar da venda.

Enquanto estas são boas razões para falar sobre a ineficácia do Protocolo, a Conferência dos membros da UNFCCC (COP18) em 2012 em Doha decidiu estender o protocolo de Kyoto até 2020. Ainda assim, um ano antes, em Durban, a COP17 já havia decidido iniciar um processo de discussão internacional para criar um novo tratado global mais efetivo para 2015 que entraria em vigor a partir de 2020, quando Kyoto expirassa. Este processo é conhecido como a Plataforma de Durban, onde atualmente são discutidas as possíveis alternativas para criar um novo regime de mudança climática.

Diante deste panorama, reconhecer o papel das cidades como agentes relevantes em um novo regime de mudança climática é crucial. O novo protocolo que se encontra em negociação deveria incorporar as cidades de uma maneira mais dinâmica para assumir responsabilidades e compromissos. O problema é encontrar uma forma prática de fazê-lo.

No entanto, existem no mundo diversas iniciativas lideradas por cidades que valem a pena analisar e que podem constituir um ponto de partida para incorporar às cidades um novo regime de mudança climática. Por exemplo, o C40 é uma rede de 63 grandes cidades que estão desenvolvendo e implementando políticas e programas que reduzem as emissões e o risco climático, desde 2005. Além disso, diferentes cidades estão adaptando estratégias de baixo carbono como alternativa de desenvolvimento; por exemplo, o caso da construção de eco cidades e cidades de baixa emissão de carbono na China como parte de seu Plano Quinquenal de Desenvolvimento 2011-2015. Este plano busca transformar o modelo atual de crescimento econômico em outro que permita a redução de emissões e a eficiência energética nas cidades.

Como reflexão, de que forma sua cidade pode contribuir com a abordagem global da mudança climática? Deixe suas sugestões na seção de comentários.

Por Juliana Gutiérrez, orientadora acadêmica de La Ciudad Verde. Pesquisadora colombiana, com enfoque especial em cidades com baixa emissão de carbono. Tem mestrado em Desenvolvimento Internacional pela Universidade da Coreia, e em Projetos Ambientais pelo IIFA em Madrid.Via Plataforma Urbana. Tradução Naiane Marcon, ArchDaily Brasil.

Fonte:Romullo Baratto. "Cidades e a arquitetura da mudança climática" 25 Aug 2013. ArchDaily. Accessed 26 aug 2013 http://www.archdaily.com.br/br/01-135694/cidades-e-a-arquitetura-da-mudanca-climatica?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=e6ed3833a4-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_318e05562a-e6ed3833a4-407774757

Historiadores resgatam mapas e fotos inéditos da construção da capital

Documentos inéditos mostram que um estudo da topografia e do relevo do DF serviu de base para Lucio Costa definir o projeto da nova capital. O material foi produzido antes mesmo da eleição de JK

QUEBRA-CABEÇA: Milhares de fotografias aéreas foram usadas para compor mapa do local que abrigaria o novo Distrito Federal
 
Antes de Juscelino Kubitschek ser eleito presidente e anunciar a construção de Brasília, já havia um estudo completo e detalhado da topografia e do relevo da área onde seria erguida a nova capital. A pesquisa contava com mais de mil mapas e fotografias aéreas. Tudo acabou usado pelos engenheiros comandados por Lucio Costa para tirar o Plano Piloto do papel. Mas esse material acabou esquecido na burocracia estatal, até três semanas atrás, quando um historiador do Arquivo Público do Distrito Federal os identificou em meio aos milhões de documentos guardados no órgão, que nunca teve sede própria e funciona inadequadamente nas dependências da Novacap.

Produzidas entre 1954 e 1957 pela empresa norte-americana Donald J. Belcher Associados, com sede em Nova York, as mais de mil plantas e imagens revelam que o terreno de Brasília não era tão plano e regular como vemos hoje. Havia muitos obstáculos, como morros, imensos buracos e vários córregos e ribeirões. “Esses documentos se referem aos estudos do terreno necessário para que fossem construídos os prédios, ou seja, a cidade visível hoje. Vendo as fotos, dá para se ter uma ideia de quanta terra foi mexida e retirada para a construção de Brasília. Algo, na verdade, inimaginável”, comenta o historiador Wilson Vieira Júnior, responsável pelo resgate dos documentos.
 
 
 
Responsável pelo resgate do material, Wilson Vieira Júnior revela que os documentos estavam esquecidos na mapoteca
 
O então presidente da República, Café Filho, nomeou o marechal José Pessoa Cavalcanti Albuquerque para coordenar o trabalho de registro da área onde viria a ser construído o novo Distrito Federal. A equipe ganhou o nome oficial de Comissão de Localização da Nova Capital Federal. Não era o primeiro grupo criado por um presidente com a finalidade de levantar dados sobre uma área para a mudança da capital do Rio de Janeiro para o Centro-Oeste (veja quadro). No entanto, foi o pioneiro em uso de fotografias aéreas e a que produziu os mais detalhados mapas do relevo do Planalto Central. O material também foi usado na desapropriação das terras onde seria erguida a cidade.
 

Por um PROJETO DE CIDADE






10 pontos fundamentais para as próximas administrações municipais construírem um Projeto de Cidade - contribuição do Instituto de Arquitetos do Brasil.

1.
Planejar para desenvolver a cidade com sustentabilidade
Tema: PLANEJAMENTO URBANO

·         Retomar o planejamento urbano de médio e longo prazo como ferramenta de um projeto de cidade, resgatando e fortalecendo o Instituto de Planejamento Urbano de Palmas, voltado para a promoção da igualdade social.
·         Implementar os instrumentos urbanísticos previstos no Plano Diretor Participativo de Palmas, em respeito a Constituição Federal e ao Estatuto da Cidade;
·         Implementar sistemas de gestão do planejamento que valorizem órgãos técnicos e os conselhos públicos, tais como: Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU),  Instituto de Planejamento Urbano de Palmas (IPUP), Conselho de Desenvolvimento Urbano e Habitação (CDUH) e Comitê em Defesa da Cidade (CDC), disponibilizando a informação e oferecendo os instrumentos de acompanhamento e monitoramento do desenvolvimento urbano.  

2.
Participação é um direito e uma garantia de cidadania
Tema: PARTICIPAÇÃO SOCIAL

·         Garantir a participação da comunidade em todas as etapas do processo de planejamento urbano, inovando e avançando em relação às práticas vigentes;
·         Informar, expor, debater e submeter à sociedade os projetos para a cidade e os grandes investimentos públicos;
·         Garantir na administração municipal (Prefeitura, Câmara e Conselhos) a democracia e a transparência nas decisões sobre a cidade, através da realização constante de audiências públicas e da divulgação efetiva de tais decisões através do Diário Oficial do Municipio.
 

3.
Projeto urbano qualifica a cidade para todos
Tema: PROJETO URBANO

·         Valorizar o projeto urbano como ferramenta do plano diretor para qualificação dos espaços e equipamentos públicos;
·         Qualificar as intervenções na cidade, para alcançar, a partir da coordenação do poder público, transformações urbanísticas, melhorias sociais e valorização ambiental;
·         Efetivar a implementação das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), o IPTU Progressivo no Tempo, a Regularização Fundiária, instrumentos legais previstos no Estatuto da Cidade, coibindo a especulação imobiliária, promovendo o adensamento e reduzindo os vazios urbanos e a segregação sócio-espacial.
4.
Espaço público é o lugar do encontro e do convivio social
Tema: ESPAÇO PÚBLICO

·         Promover e executar políticas de criação e qualificação de espaços públicos - ruas, praças, parques, equipamentos públicos – mediante a valorização do projeto urbano e dos concursos públicos;
·         Revitalizar os espaços públicos como lugar do encontro, da convivência social e não como espaços “inservíveis”.
·         Garantir a acessibilidade universal aos portadores de necessidades especiais.

5.
Mobilidade é prioridade ao pedestre e transporte público de qualidade
Tema: MOBILIDADE URBANA

·         Implementar política pública de mobilidade urbana garantindo o direito de deslocamento, por diversas modalidades e a todos os cidadãos;
·         Estimular os modos de transporte não motorizados com vistas a reduzir o consumo de combustíveis fósseis através da implantação de uma rede eficiente de ciclovias e da qualificação dos percursos de pedestres;
·         Priorizar a qualificação do transporte coletivo, para reduzir o uso do veículo privado e o espaço público destinado aos automóveis;
·         Integrar a política de mobilidade urbana às demais políticas de desenvolvimento urbano como uso do solo, densificação, paisagem urbana e patrimônio cultural.

6.
A paisagem da cidade é patrimônio de todos
Tema: PAISAGEM URBANA E PATRIMÔNIO

·         Buscar a sustentabilidade da cidade, incorporando a perspectiva de longa permanência das construções no tempo, valorizando a idéia de que adequar e reciclar edifícios é mais sustentável do que demolir;
·         Propor planos que mantenham a identidade das quadras, qualificando seus espaços e respeitando as convivências, de forma a reforçar os vínculos do cidadão com a história da cidade;
·         Valorizar políticas de patrimônio ambiental - natural e cultural - voltadas à qualificação espacial das paisagens representativas, em diferentes escalas urbanas.

7.
Habitação com qualidade e integração das comunidades
Tema: HABITAÇÃO SOCIAL

·         Executar projetos habitacionais que priorizem a inserção da habitação de interesse social no tecido urbano existente construindo bairros e não guetos;
·         Garantir o direito à cidade, entendido como acesso à habitação, ao transporte, aos equipamentos urbanos e comunitários, ao trabalho, à renda e a um ambiente equilibrado para todos os cidadãos;
·         Projetar e construir moradias que considerem as diversidades paisagísticas, climáticas e topográficas, assim como as diversas composições familiares das populações;


8.
Morar com dignidade é um direito de todos
Tema: ASSISTÊNCIA TÉCNICA À MORADIA

·         Divulgar e implementar a assistência técnica gratuita para as famílias de baixa renda assegurando o direito à construção de moradia digna e a exigência à assistência de um profissional qualificado;
·         Operacionalizar a Lei da Assistência Técnica à Moradia para Famílias de Baixa Renda (Lei 11.888/2008) conforme previsto na legislação, garantindo à população serviços de profissionais habilitados, tanto em novos assentamentos como em projetos de regularização fundiária e urbanística.
9.
Concursos públicos de projetos para obras públicas
Tema: CONCURSOS PÚBLICOS DE ARQUITETURA E DE URBANISMO

·         Exigir a realização de concursos públicos de ideias e de projetos de arquitetura e urbanismo abertos aos profissionais ou equipes qualificadas tecnicamente para estudar, avaliar e propor soluções para a cidade;
·         Eliminar a prática de contratação de projetos através de licitações de menor preço e as contratações de “notório saber”;
·         Valorizar os concursos públicos como instrumento para a conquista de uma cidade sustentável, justa e bela.

 
10.
Arquiteto é o profissional que planeja a cidade, projeta e constroi  edifícios, praças, parques, restaura e preserva o patrimônio histórico
Tema: ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL

·         Respeitar e reconhecer as atribuições legais do profissional arquiteto e urbanista quanto à atuação no projeto e execução de obras, espaços e equipamentos públicos, projeto urbano, planejamento urbano, patrimônio cultural, natural e ambiental;
·         Respeitar e reconhecer o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e seus arquitetos como profissionais que possuem formação e capacidade para propor e pensar em conjunto com outros profissionais e a sociedade, as melhores soluções arquitetônicas e urbanísticas em diferentes escalas.

 
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