Portugal: com 22 mil arquitetos e mercado em queda, situação é "muito grave"

O encontro magno dos arquitetos portugueses decorrerá até sábado na Faculdades de Belas Artes, em Lisboa, promovido pela Ordem dos Arquitetos (OdA) e terá como tema "O Futuro da Arquitetura, Hoje!".

Em declarações à agência Lusa, Manuel Correia Fernandes, presidente da Assembleia Geral da OdA e um dos responsáveis pela organização do congresso, indicou que a Ordem fez recentemente um levantamento para conhecer com mais exatidão a dimensão dos problemas na profissão.

"A crise atacou quem vivia muito da área da construção, seja das obras públicas ou particulares, deixando muitos arquitetos no desemprego", e a saída tem sido a emigração para outros países da Europa, América Latina e Ásia, indicou o responsável da OdA.

Nos últimos anos, tanto a OdA como vários ateliês de arquitetos consagrados, desde Álvaro Siza Vieira a Carrilho da Graça, têm vindo a alertar para as dificuldades do setor desde o agravamento da crise económica do país, afetando a construção e o imobiliário.

Manuel Correia Fernandes recordou que o número de arquitetos no mercado aumentou muito nos últimos vinte anos porque se passou de apenas duas escolas de arquitetura, no Porto e em Lisboa, para as atuais 30.

"Há arquitetos a mais e cada vez menos obra para fazer", conclui o presidente da Assembleia Geral da OdA, ao mesmo tempo que "proliferam os fogos vazios, sem comprador" em Portugal.

De acordo com Manuel Correia Fernandes, "a arquitetura ganhou visibilidade nos últimos vinte anos em todo o mundo, sobretudo nos países do sul da Europa, onde os políticos quiseram deixar a sua marca com edifícios emblemáticos".

"As cidades apostaram muito na arquitetura enquanto criadora de ícones sociais e Portugal não foi exceção", apontou, recordando os fundos nacionais e europeus gastos na construção de escolas, estádios, museus e centros culturais.

O arquiteto disse ainda que, devido à falta de trabalho no mercado, está a assistir-se "a uma diversificação do exercício da profissão que pode levantar problemas de regulação, formação e responsabilidade" quando estes profissionais trabalham em design, artes cénicas, ou indústria.

Todas estas questões vão ser debatidas a partir de quinta-feira no congresso, que também irá refletir sobre o papel social dos arquitetos, o que é a "boa arquitetura", a disciplina como um direito cívico e como deve ser feita a sua internacionalização.

Correia Fernandes assinalou ainda que cabe à OdA a regulação da profissão - que tem regras, direitos e deveres - e a representação dos arquitetos, que só podem exercer sendo membros da Ordem.

Fonte: http://www.asbea.org.br/escritorios-arquitetura/noticias/portugal-com-22-mil-arquitetos-e-mercado-em-queda-situacao-292078-1.asp

Por uma ética da arquitetura

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S. Paulo

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começa hoje (quarta-feira), será com certeza a mais politizada das edições - e isso não só por causa das manifestações públicas, mas pelo engajamento de alguns convidados. Para equilibrar a balança, amanhã (quinta-feira) a Flip discute estética.

A festa de Paraty vai receber dois grandes críticos, um de arte, o inglês T.J. Clark, para falar de Picasso, e um de arquitetura, o norte-americano Paul Goldberger, ganhador do prêmio Pulitzer pelo conjunto da obra como crítico da revista The New Yorker.

Goldberger mudou para a revista Vanity Fair no ano passado. Em entrevista ao Estado, por telefone, do Rio, o crítico fala também de política, embora de forma indireta, pintando um quadro futuro do que poderá acontecer à arquitetura num mundo ameaçado pela recessão.

O foco da conversa foi seu ótimo livro "A Relevância da Arquitetura", lançado aqui pela editora Bei Comunicação.

Vivemos uma crise política no Brasil que, se duradoura, poderá levar o País a uma recessão. Quais seriam os efeitos dessa recessão na arquitetura, considerando o exemplo do que aconteceu nos EUA depois da crise de 2008?

Arquitetura é sempre um produto da situação econômica, pois a construção civil é a primeira atividade a parar quando um país entra em crise ou a economia vai mal. Quando a construção é finalmente retomada, pensa-se de uma maneira menos ambiciosa e o resultado natural é quase sempre uma inibição criativa ditada pelas limitações. Diria que os arquitetos ficam menos criativos, mais conservadores. No entanto, uma certa pressão econômica pode frear projetos megalomaníacos, exigindo maior imaginação dos arquitetos. Menos com mais, para resumir a coisa a uma máxima minimalista.

O computador, a alta tecnologia, ajudam os arquitetos?

Em alguns casos, sim. Diria que os projetos de Frank Gehry seriam impossíveis sem o uso do computador. Mas ele serve basicamente para facilitar a construção de edificações complexas. É apenas uma ferramenta. Não substitui o arquiteto.

O senhor citou Gehry. O culto a go Calatrava não seria prejudicial à arquitetura?

Não no caso de Frank Gehry, que é melhor que Calatrava. Niemeyer também era uma celebridade e ainda assim fez coisas boas na esfera pública. Foi um bom designer de objetos icônicos.

Niemeyer era de um tempo em que filosofia e arquitetura caminhavam juntas. Há outros casos, como o de Peter Eisenman, que tentou dar forma à filosofia desconstrutivista de Derrida. É possível ainda resgatar o modernismo do limbo?

Estamos distantes do modernismo, que se transformou numa estética, mais do que tudo. Os impulsos utópicos, heroicos, do modernismo não estão mais presentes na arquitetura contemporânea.

A experiência do High Line nas vizinhanças do Chelsea, no lado oeste de Manhattan, surpreendeu o mundo em 2009 com a transformação de uma linha férrea elevada, construída em 1934, num passeio público ecológico, cheio de verde. Seria possível repetir uma experiência como essa em elevados degradados como o Costa e Silva, em São Paulo?

Não posso falar por São Paulo, mas, em Nova York, o que era uma relíquia urbana prestes a ser demolida foi resgatada porque havia uma condição favorável para sua recuperação. O Chelsea virou um lugar da moda com restaurantes elegantes e galerias de arte. Assim, o que era antes um elevado abandonado virou um parque ligado à rua em que, diferentemente dela, você pode andar despreocupado, contemplando os velhos edifícios.

Isso faz lembrar o primeiro mandamento da Bauhaus, "forma segue função", que o senhor diz não significar muito hoje. Os herdeiros do modernismo bauhausiano morreram ou o escritor Tom Wolfe estava certo ao dizer que essa é uma herança maldita?

Forma segue função é um slogan que pode ser mal-entendido, pois diferentes formas podem servir a uma mesma função. Obviamente, há mentes simplórias como as de Tom Wolfe, que não conseguem perceber a beleza dos edifícios produzidos pela Bauhaus. Quando falamos sobre função, é importante considerar a questão ética que está sendo colocada em segundo plano todas as vezes em que se discute a forma, mas não a quem e para que servem as edificações que erguemos.

Fonte: http://www.asbea.org.br/escritorios-arquitetura/noticias/por-uma-etica-da-arquitetura-292023-1.asp

Brasil é o quarto país com mais construções sustentáveis

Pelo menos 99 edificações no país detêm certificação internacional de construção sustentável

ES

No ano em que a luta contra o desperdício ganhou o topo da agenda ambiental internacional, o mercado brasileiro busca mais um degrau no ranking mundial de construções sustentáveis. Hoje, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os países que mais concentram edificações feitas a partir de critérios ambientalmente adequados. Os Estados Unidos reúnem o maior número de empreendimentos em análise, seguidos pela China e pelos Emirados Árabes Unidos.

Mais de 720 projetos brasileiros aguardavam a certificação internacional, conferida pela organização não governamental internacional chamada Green Building Council (GBC), responsável por estimular as construções verdes no mundo. Pelo menos 99 edificações no país detêm o selo. A expectativa do governo e da indústria de construção é chegar a 900 projetos para análise da organização até o final do ano.

Caso consiga atingir a meta, o Brasil ocupará a terceira posição na lista dos países com mais edificações ambientalmente projetadas. A construção civil é responsável por alto consumo de recursos naturais e utiliza energia em larga escala, de acordo com números do Conselho Internacional da Construção. Mais de 50% dos resíduos sólidos gerados por atividades humanas são oriundos do setor.

“O conceito de construção sustentável está amadurecendo e se consolidando dentro da cadeia produtiva da construção civil”, avaliou Wagner Soares, gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Para alcançar esse status, engenheiros e arquitetos precisam observar uma série de pré-requisitos e medidas, como a redução do consumo de energia e a prioridade às condições de luminosidade natural e de lâmpadas de baixo consumo, além do uso de aparelhos eletrodomésticos mais econômicos (indicados pelo selo Procel).

“A reforma ainda é um tanto complicada e o custo ainda não é muito baixo. Você tem um aumento de 15%, em média, do custo da construção quando trabalha com sustentabilidade e isso coloca em risco o valor do investimento”, destacou Soares. Pelas contas do GBC Brasil, esse gasto, que já foi 30% superior ao de obras convencionais, pode significar uma diferença de até 5%.

Wagner Soares destacou que existe uma tendência de diminuição dos gastos ao longo do tempo. A expectativa é que as pessoas adotem, cada vez mais, sistemas ambientalmente sustentáveis. Soares ponderou que o maior investimento ainda impede que esses projetos representem uma realidade frequente no país.

O governo federal, por sua vez, desenvolve ações para estimular programas ambientalmente sustentáveis. O Ministério do Meio Ambiente disponibiliza cursos pela internet sobre procedimentos que podem ser adotados para adequar prédios públicos a esses sistemas de sustentabilidade.

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida começou há dois anos, com a obrigatoriedade do uso de energia solar em todos os novos empreendimentos destinados às famílias com renda máxima de três salários mínimos. A etapa incluiu 2 milhões de residências, das quais 1,2 milhão para famílias com renda máxima de três salários mínimos.

Técnicos do governo informaram que existem diversas linhas de financiamento para beneficiar esses projetos. Procuradas pela Agência Brasil, as principais instituições financeiras públicas – Banco do Brasil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – não apontaram qualquer crédito criado especificamente para essa finalidade. Os projetos podem ser beneficiados por linhas de crédito que já existiam.A Caixa Econômica Federal não deu informações sobre o assunto.

Fonte: http://www.ciis.com.br/construcoes-sustentaveis/brasil-e-o-quarto-pais-com-mais-construcoes-sustentaveis/

Novo site dos Manuais de Escopo bate recorde de acessos

Levantamento do primeiro trimestre de lançamento mostra a adesão ao novo portal e aprovação dos usuários às inovações em acesso e funcionalidades.

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Lançado em fevereiro passado, o novo site dos Manuais de Escopo de Contratação de Projetos e Serviços para a Indústria Imobiliária, coordenado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação), foi bem aceito pelos usuários, que demonstraram aprovação à roupagem e às funcionalidades implantadas. Pelo menos, é isto que se pode concluir dos dados obtidos no levantamento estatístico do seu primeiro trimestre no ar.

De acordo com os dados apurados pela parceira Ação Sistemas, proprietária do “Navis”, software de gestão especializado em escritórios de projetos, o novo site (www.manuaisdeescopo.com.br) teve no período mais de 5 mil acessos e cerca de 3 mil propostas elaboradas. Os manuais mais acessados foram os de Arquitetura e Urbanismo (27%), Acústica (19%) e Coordenação de Projetos (11%), seguindo a mesma classificação na elaboração de propostas.

“Quem lida com projetos está se acostumando com a nova forma de utilizar os manuais. E, mesmo sendo esta uma fase de adaptação, consideramos bom o resultado de acessos, geração de propostas e aquisições da versão impressa. Contamos com o apoio das associações do setor imobiliário na contínua divulgação do site entre os profissionais do seu segmento de atuação”, diz Marcos Velletri, diretor de Insumos e Tecnologia do Secovi-SP.

José Pires Alvim Neto, diretor da Ação Sistemas, enfatiza a importância do uso dos manuais na melhora do relacionamento entre contratante e contratados: “Quanto mais as empresas usarem os Manuais de Escopo, maior será a qualidade do relacionamento entre as contratantes e as prestadoras de serviços porque fica claro o escopo daquela contratação”, explica.

Novas funcionalidades do portal

O grande diferencial do antigo site para o novo é a possibilidade de geração de propostas após a consulta de um manual, por meio da utilização específica e gratuita de uma ferramenta web, denominada Monte sua Proposta. “O usuário poderá enviá-la para seu cliente sem burocracia, otimizando o tempo de consulta ao manual e da elaboração do documento”, informa José Pires. “É uma ferramenta de elevado nível de qualidade, que facilita o dia a dia dos profissionais.”

Outra grande mudança no site é a consulta online gratuita de todos os manuais e checklists, garantindo aos usuários acesso aos documentos atualizados. O site também conta com uma área de notícias do setor, atualizada em colaboração com as associações participantes.

Incentivo à qualidade de projetos há doze anos

Iniciado há doze anos, o trabalho dos Manuais de Escopo visa estimular o relacionamento de parceria entre as empresas contratadas e contratantes, bem como a melhoria contínua no desenvolvimento dos projetos, cumprindo todas as etapas necessárias ao atendimento de elevados padrões de qualidade, sempre alinhados às novas práticas do mercado e à atualização da normalização que regem o setor. “O sucesso de um empreendimento e a sua realização com recursos otimizados, e consequentemente custos menores, começa pelo projeto”, enfatiza Marcos Velletri. “Os Manuais de Escopo são o ferramental necessário para a elaboração de um bom projeto.”

O site hospeda os 14 manuais já produzidos, que passaram por revisão e atualização ao longo de 2011 e 2012 – contemplando conceitos de sustentabilidade, Norma de Edificações Habitacionais - Desempenho (ABNT NBR 15.575) e tecnologia BIM (Building Information Modeling): acústica, estrutura, instalações elétricas, instalações hidráulicas, arquitetura e urbanismo, impermeabilização, revestimentos, vedações, ventilação e ar-condicionado, coordenação de projetos, paisagismo, automação e segurança, arquitetura de infraestrutura esportiva e luminotécnica – todos com seu manual específico.

O trabalho é fruto de parceria entre Secovi-SP e 11 associações: PróAcústica, Abece, AsBea, Asbai, Abrasip, Abrava, Agesc, ANP, Abap, Abriesp e IBI. O grupo conta com apoio do SindusCon-SP e do Sindinstalação.

Quem preferir adquirir a versão PDF ou impressa de qualquer um dos manuais poderá fazer a encomenda pelo site, em área específica. Parte dos valores arrecadados com patrocínio e venda será repassada ao Ampliar, instituição que profissionaliza jovens em situação de risco social.

Acesse os manuais:

Acústica
Ar Condicionado e Ventilação

Arquitetura e Urbanismo
Automação e Segurança

Coordenação de Projetos
Estrutura

Impermeabilização
Infra Estrutura Esportivaa

Instalações Elétricas
Instalações Hidraulicas

Luminotécnica
Paisagismo

Revestimentos
Projetos e Serviços de Vedações

Fonte:  http://www.manuaisdeescopo.com.br/News/2013/07/03/Novo-site-dos-Manuais-de-Escopo-bate-record-de-acessos

Em debate, os instrumentos que ajudam a reinventar e a revalorizar o ofício da arquitetura



Durante dez horas, uma atenta platéia de 200 profissionais das áreas de arquitetura, urbanismo e setores correlatos, apesar de alguma preocupação com as manifestações populares marcadas para a avenida Paulista no fim da tarde, acompanhou com extraordinária atenção as palestras de especialistas brasileiros no II Seminário Internacional sobre Arquitetura Digital: BIM- evolução, promovido pela AsBEA quinta-feira dia 20 de junho em São Paulo.

Com apresentações que mesclaram explicações sobre a utilização das ferramentas digitais na arquitetura em diversas etapas de um projeto, com a exibição de trabalhos já realizados - e muitos premiados - . O evento foi definido como "extraordinário" pelo arquiteto americano Chien Chung Pei, um dos convidados internacionais do Seminário, por permitir o confronto de ideias e experiências.

Pei apresentou, da Pei Partnership Architets LLP, com a colaboração do arquiteto brasileiro Renato Silva, da Faria Lima Properties, um projeto de um complexo que começará a ser construído na avenida Faria Lima, em São Paulo, de autoria de seu escritório nos Estados Unidos, e como ele está sendo desenvolvido em plataforma BIM.

Pei, na abertura de sua apresentação, observando as apresentações das criações de projetos e obras de outros palestrantes realizados com o apoio de instrumentos de arquitetura digital, analisou que um dos grandes desafios da profissão, agora e sempre, é equilibrar-se entre o idealismo e o pragmatismo. O que gerou um bom debate entre os participantes da primeira mesa redonda do dia, comandada pelo presidente da AsBEA, Eduardo Sampaio Nardelli.

Na segunda mesa redonda, coordenada pelo arquiteto Henrique Cambiaghi, presidente do Conselho Deliberativo da AsBEA, o tema a despertar polêmica foi sobre a oportunidade do uso do BIM e de outras ferramentas digitais ainda em aplicação nos escritórios brasileiros.

O arquiteto americano, responsável entre outras obras de alcance mundial, como o prédio do Banco da China, considera que o BIM traz de fato uma revolução para o modo de fazer arquitetura. Desde que esta arte e ofício surgiram, era feita de uma única forma. Só começou a mudar, segundo ele, de uns 50 anos para cá, com a chegada da informática e da introdução de ferramentas como o BIM.

É a mesma opinião da arquiteta Miriam Addor, da Addor e Associados Projetos e Consultoria e vice-presidente da AsBEA responsável pelos Grupos de Trabalho da entidade (e coordenadora do GT BIM), para quem não é mais possível fazer arquitetura, com qualidade em todas as suas etapas, sem o amparo desses instrumentos digitais.

Em sua fala na abertura do evento, o presidente da AsBEA ressaltou que assim como "as redes sociais não apenas facilitam a comunicação entre as pessoas, mas reinventam todo o processo já conhecido, as novas ferramentas digitais de trabalho na produção da arquitetura contemporânea não estão apenas facilitando a realização de tarefas e rotinas tradicionais, mas reinventando o processo de concepção de desenvolvimento dos projetos de arquitetura. (...) desse modo, reposicionando o papel do arquiteto, resgatando atributos do passado e revalorizando a sua importância como o grande maestro da obra arquitetônica".

E concluiu: "Neste sentido, é preciso reconhecer que somos privilegiados em poder vivenciar esta profunda transição que introduz este revolucionário paradigma em nossa profissão: a reinvenção do nosso próprio ofício, tendo como base os novos recursos disponibilizados pelo estado da arte da tecnologia da informação."



Automação para Edificações Eficientes - em São Paulo

     


                                                                                                                                                                       A quem se destina:
  • Profissionais da área de Engenharia, Arquitetura, Iluminação e Sustentabilidade;
  • Profissionais da área de Automação Residencial e Predial;
  • Prrofissionais da área de energia (geração, transmissão e distribuição);
  • Contratantes de projetos e serviços correlatos que precisam de maiores conhecimentos sobre o assunto;
  • Estudantes e pesquisadores das áreas acima citadas.
EVENTO GRATUITO PARA ASSOCIADOS DA AURESIDE E PARTICIPANTES DO PROGRAMA "HOME EXPERT"

Conteúdo do programa:
1º Módulo - Perfil do consumo de energia
  • Dados quantitativos e qualitativos
  • Matriz de geração e distribuição
  • Políticas governamentais 
  • Posição das concessionárias
  • Smart Grid
  • Tendências mundiais
2º Módulo - Novas tecnologias e mudança de hábitos 
  • Mudanças de prioridades
  • Introdução de novos produtos e serviços 
  • Experiências piloto em andamento
3º Módulo - Oportunidades de novos negócios ligados à eficiencia energética
  • Projetos inovadores
  • Serviços inovadores
4º Módulo - Apresentação e discussão de casos
  • Empreendimentos corporativos
  • Empreendimentos residenciais
  • Residências unifamiliares

Próxima turma:
30/07/2013
das 10h as 17h - 6 horas

Local:
São Paulo - SP

Como Chegar:
Century Paulista Flat
Rua Teixeira da Silva, 647
Paraiso - São Paulo (SP)



Inscreva-se [+] informações

Álbum Arquiteturas Gravadas


No ano de 2007, gestão do então presidente Arq. Arnaldo Martino, o IABsp lançou um álbum contendo 10 gravuras que reproduzem esboços de diferentes autores, cujos temas foram os “sonhos” por eles imaginados com arquiteturas que contribuem à construção do espaço da cidade de São Paulo.
O álbum é gravado e impresso em edição limitada e reúne croquis de arquitetos consagrados, que doaram os originais, tais como Carlos Bratke, David Libeskind, Decio Tozzi, Fábio Penteado, Guilherme Motta, Hector Vigliecca, João Walter Toscano, Paulo Mendes da Rocha, Roberto Loeb e Ruy Othake.
Essa ação foi principalmente motivada pelo desejo de realizar o restauro e a revitalização do edifício-sede do Departamento, passados então 60 anos do concurso do seu anteprojeto de arquitetura – ocorrido em 1947 -, que deu forma a este verdadeiro ícone da arquitetura moderna paulista.
Bem tombado do nosso Patrimônio histórico (CONDEPHAAT em 2002, CONPRESP em 2011, e encaminhando-se agora ao IPHAN) pela sua relevância arquitetônica, necessita agora de forma inadiável dos cuidados especiais dos arquitetos para a conservação de sua “casa”. Estes cuidados terão, sem dúvida, repercussão como fato cultural importantíssimo, tanto pela recuperação da integridade do bem tombado, como pela contribuição à revalorização da área central da cidade de São Paulo, vindo a constituir-se em um dos mais emblemáticos marcos do movimento de volta à sua ocupação, com a dignidade e o carinho que nossa cidade merece.
Assim, solicitamos a contribuição de todos adquirindo volumes para seu acervo pessoal ou doação à acervos públicos que visem a educação e reconhecimento da Arquitetura Paulista.
Os textos foram impressos em papel francês.
Rives Tradition 170 gramas, com fonte Trebuchet MS.
As gravuras foram impressas em papel francês Rives Tradition 320 gramas.
 
Medidas: 0,52 X 0,37 cm
 
Forma e Pagamento: Cheque ou Dinheiro
Valor: R$ 3.000,00 ou 2 x R$ 1.500,00
 
Informações: Fone: (11) 3259-6866
iabsp@iabsp.org.br
 

Os arquitetos e suas obras



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Carlos Bratke | Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini

O arquiteto


Carlos Bratke formou-se em 1967 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie

A obra


localIzação: São Paulo – SP I Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini

ano do projeto: 1975

período da obra: 1978 .2006

sobre o projeto:


A partir de 1975, eu, meu irmão Roberto Bratke e meu primo Francisco Collet, todos arquitetos, começamos a procurar áreas alternativas dentro da cidade de São Paulo para a implantação de edifícios de escritórios.

A preocupação dos projetos de escritórios está na flexibilidade do uso futuro indeterminado. Assim, as lajes das áreas de trabalho são destituídas de pilares internos aos salões. A circulação vertical e os serviços de copas, cozinhas, depósitos, instalações de ar-condicionado, banheiros em geral localizam-se em torres que circundam ou sustentam salões.




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David Libeskind | Conjunto Nacional


O arquiteto


Filho de imigrantes poloneses, David Libeskind nasceu em Ponta Grossa, Paraná, em 1928. Com um ano de idade muda-se com a família para Belo Horizonte onde viveu e formou-se arquiteto pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1952.

A obra


localização: São Paulo – SP I Avenida Paulista, 2073 – Cerqueira César

ano do projeto: 1955

conclusão da obra: 1962

sobre o projeto:


Em 1955, ainda recém-chegado na cidade, Libeskind vence o concurso fechado para o Conjunto Nacional que, juntamente com o Copan e com o Parque Ibirapuera, transformou-se em uma das obras mais significativas da mudança vertiginosa pela qual a cidade passou na década de 50.

Iniciativa do empreendedor José Tijurs ocupa um lote de 14.600 m² que corresponde à totalidade da quadra. Com aproximadamente 150.000 m² de área construída, o programa está distribuído em dois grandes volumes: um horizontal, que ocupa todo o terreno, e outro vertical, que se desenvolve sobre pilotis, no terraço-jardim do bloco horizontal.
 



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Decio Tozzi | Eixo Comercial Oliveira Lima, Santo André


O arquiteto


Decio Tozzi nasceu em São Paulo, no ano de 1936. Graduado em 1959 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie

A obra


localização: Santo André – SP I Rua CeI. Oliveira Lima – Centro

ano do projeto: 1998

conclusão da obra: 2003


Prêmio na V Bienal internacional de Arquitetura de São Paulo, em 2003

sobre o projeto:


O bulevar da Rua Oliveira Lima experimentou o seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980 quando era o principal eixo de comércio e serviços da cidade.

A solução adotada propõe implantar sobre a antiga estrutura física dessa rua um desenho que a transforme e crie um shopping de rua, conferindo à nova Oliveira Lima as mesmas condições de abrigo e conforto de um shopping tradicional, além de integrá-Ia à vida urbana do setor central de Santo André.

Para isso, desenhei uma cobertura transparente composta de estrutura espacial metálica curva e protegida por encaixilhamento de vidro laminado transparente, que gera a necessária proteção contra a chuva, os ventos e a característica neblina úmida da região. Os pilares de sustentação da cobertura foram implantados nos alinhamentos da rua, de ambos os lados, e nas divisas das lojas o que, em virtude das suas diversas larguras, conferiu às arcadas de apoio da cobertura um interessante movimento através da irregularidade dos diferentes vãos de intercolúnio.




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Fabio Penteado | Centro de Convivência de Campinas


O arquiteto


Nasceu em Campinas em 1929 e faleceu em 2011.

Formou-se pela Faculdade de Arquitetura Mackenzie em 1953

A obra


localização: Campinas – SP I Praça Imprensa Fluminense – Cambuí

ano do projeto: 1967

conclusão da obra: 1976

sobre o projeto:


O Centro de Convivência Cultural de Campinas representa o desenvolvimento de uma tese pesquisada por longos anos pelo arquiteto Fábio Penteado. Os edifícios propostos externavam os seus usos de maneira convidativa, oferecendo o uso das coberturas inclinadas e a reconstituição do terreno para auditórios ao ar livre não somente para espetáculos mas também para ensaios, encontros e todo tipo de manifestação cotidiana.

O terreno inicialmente oferecido para a construção de um teatro de 500 lugares foi ampliado de forma a aglutinar a praça existente do outro lado da avenida, resultando em um grande espaço aberto de 40.000 m² no centro de Campinas. A modificação no traçado não prejudicou o trânsito que passou a circular em um sistema rotatório.

A solução proposta foi praticamente de rompimento dos setores tradicionais que compõem um teatro dessa natureza e disso resultou a construção de quatro blocos isolados, mas que convergem para um ponto central da nova praça, formando um outro teatro: um grande teatro de arena com capacidade para até 8.000 pessoas; e toda a obra tem exatamente a mesma área construída de um teatro convencional de 500 lugares.

Uma grande torre inclinada cujo ponto máximo chega a 28 m de altura, se projeta exatamente no centro da arena oferecendo iluminação para toda a praça.



Fonte: IAB

Debate de lançamento da X Bienal de Arquitetura de São Paulo “Mobilidade Urbana e Cidadania”



O Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo convida para o debate que lançará publicamente o projeto da X Bienal de Arquitetura de São Paulo, três meses antes de sua abertura. Com o título “Cidade: modos de fazer, modos de usar”, a Bienal enfoca a discussão urbana com ênfase em quatro premissas: as defesas da mobilidade, da densidade, do espaço público e da infraestrutura.
Articulada em rede, em pontos acessíveis por metrô e trem, a Bienal propõe a discussão e a experiência da cidade através da mobilidade, entendendo-a como o grande direito público urbano. Em face da relevância das últimas manifestações pelo país em defesa da mobilidade como esfera pública, a Bienal lança a sua plataforma de discussão através dessa discussão, entendendo o transporte como direito à cidade. Os participantes serão:
Abertura: José Armênio de Brito Cruz – Presidente IAB-SP
Guilherme Wisnik – X Bienal de Arquitetura de São Paulo
Marcos Bicalho – Associação Nacional dos Transportes Públicos
Paula Santoro – Ministério Público do Estado de São Paulo
Renato Anelli – Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP, São Carlos
Centro Cultural São Paulo (Sala Adoniran Barbosa), terça-feira, 02/07/2013, às 19h30

Fonte: IAB
 
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