ARQ!BACANA realiza exposição em homenagem a boa arquitetura que São Paulo perdeu

A exposição “A boa arquitetura que São Paulo perdeu”, acontece entre os dias 26 a 29 de setembro, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, com entrada gratuita para o público em geral

                                                                                               Normal952Imagem: Arte ARQ!BACANA / divulgação

Em homenagem as ideias que os grandes arquitetos tiveram para contribuir com a paisagem urbana paulista, o portal ARQ!BACANA realiza a exposição “A boa arquitetura que São Paulo perdeu”, entre os dias 26 a 29 de setembro, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, com entrada gratuita para o público em geral.
Com a participação de cerca de cinquenta dos principais arquitetos de São Paulo, o objetivo desta mostra é de resgatar todo o potencial criativo – até mesmo o lado afetivo desses projetos –, assim como enaltecer as ideias e sonhos desses arquitetos comprometidos permanentemente com a qualidade e a beleza do meio ambiente construído na cidade.
O visitante terá a oportunidade de apreciar de perto desenhos inéditos de projetos para São Paulo que não foram construídos, cedidos pelos escritórios de arquitetura especialmente para a exibição, e analisar as propostas emolduradas nas mais diferentes técnicas, suportes e tamanhos.
Pelo segundo ano, o portal ARQ!BACANA ressalta a importância da discussão e divulgação da boa arquitetura através da realização de grandes eventos culturais e de cunho social. Mais uma vez, os desenhos em exposição serão leiloados com toda a renda revertida para a ASA – Associação Santo Agostinho, que cuida de crianças, jovens e idosos da cidade de São Paulo.
Da mesma maneira que o evento “Croquis em Guardanapo”, realizado no ano de 2012, atraiu um grande número de arquitetos, colecionadores, estudantes e amantes da capital paulista – arrecadando mais de 70 mil reais para a ASA –, o projeto deste ano tem o mesmo objetivo: celebrar o encontro e o debate sobre arquitetura e a paisagem construída, ao mesmo tempo em que contribui com o trabalho sério e inspirador da associação.
Esse evento conta com a parceria do Instituto Tomie Ohtake, patrocínio da Roca, Knauf Drywall e Securit, e com apoio das empresas Gail, Holcim e Artebela.


Alguns dos escritórios de arquitetura participantes
Aflalo & Gasperini
Andrade Morettin
Batagliesi Arquitetos+Designers
Biselli + Katchborian
Boldarini Arquitetura e Urbanismo
Brasil Arquitetura
Carlos Bratke
Decio Tozzi
Eduardo de Almeida
Eduardo Longo
Fernando Brandão Arquitetura+Design
FGMF: Forte, Gimenes e Marcondes Ferraz
Grupo SP
Gustavo Penna Arquiteto e Associados
Königsberg Vannucchi
Loeb Capote Arquitetura
Marcos Acabaya
Mauro Munhoz
METRO Arquitetura
Piratininga Arquitetos
Reinach Mendonça
Rocco, Vidal + Arquitetos
Ruy Ohtake
Sidônio Porto Arquitetos Associados
Studio MK 27
UNA Arquitetos
Hector Vigliecca
Zanettini Arquitetura Planejamento


EXPOSIÇÃO “A BOA ARQUITETURA QUE SÃO PAULO PERDEU”
Quando de 26 a 29 de setembro, das 11h às 20h
Onde Instituto Tomie Ohtake – Av. Faria Lima, 201 – entrada pela Rua Coropés – São Paulo - SP
Quanto entrada gratuita – aberto ao público em geral
Informações 11.3078-2906

Fonte: http://www.arqbacana.com.br/internal/arq!news/read/13365/arq!bacana-realiza-exposi%C3%A7%C3%A3o-em-homenagem-a-boa-arquitetura-que-s%C3%A3o-paulo-perdeu

2° Seminário Internacional "Representar" Brasil 2013: as representações na arquitetura, urbanismo e design

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O 2º Seminário Internacional Representar Brasil 2013: As Representações na Arquitetura, Urbanismo e Design, que acontece dos dias 7 a 9 de agosto, na FAU-USP, dá prosseguimento às reflexões promovidas no México, em 2010, com o 1º Seminário Internacional Representar 2010: Nuevos lenguajes e representaciones en las ciencias y artes para el diseño: 500 años de representaciones.

Participam da organização do evento, nesta segunda edição, cinco instituições de ensino superior (quatro brasileiras: USP, USJT, UPM, SENAC; e uma da República Argentina: FADU-UNL), que somaram esforços para dar continuidade à proposta de criação e consolidação de um campo internacional de estudos sobre um tema inerente e imprescindível à compreensão e à concepção da arquitetura, do urbanismo e do design: as representações.

O seminário promoverá atividades de comunicação, reflexão e debate sobre as representações e suas relações e contatos com os processos de projeto em arquitetura, urbanismo e design. Ao reunir diferentes pensadores, críticos, historiadores, teóricos e profissionais, com visões e posturas variadas e abrangentes sobre o tema, colocar-se-á em discussão a natureza das representações, seus papéis, potencialidades e interações no mundo contemporâneo.

O intuito desta iniciativa é estimular perspectivas críticas e revisões teórico-conceituais que motivem a prática e que poderão vir a repercutir tanto na atuação profissional, quanto nas propostas pedagógicas, assim como no desenvolvimento de linhas de pesquisa atuais e futuras, vinculadas aos diferentes programas de pós-graduação em arquitetura, urbanismo e design.

Para mais informações e para realizar as inscrições nas oficinas, acesse aqui.

Datas: 07 a 09 de Agosto de 2013
Local: FAU/USP, Rua do Lago, 876, Cidade Universitária, São Paulo, SP, Brasil

Via FAU-USP

Fonte:Romullo Baratto. "2° Seminário Internacional "Representar" Brasil 2013: as representações na arquitetura, urbanismo e design " 03 Aug 2013. ArchDaily. Accessed 5 Ago 2013.  http://www.archdaily.com.br/br/01-131949/2-seminario-internacional-representar-brasil-2013-as-representacoes-na-arquitetura-urbanismo-e-design?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=be7f308fa4-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_318e05562a-be7f308fa4-407774757

2ª Ediçao do Concurso para Estudantes de Arquitetura Latinoamericanos

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Poucos momentos da vida profissional apresentam a mesma liberdade com a qual se pode projetar durante a formação. Cada trabalho representa horas de dedicação, aprendizagem e paixão pela arquitetura. O Taller de Integración Latinoamericano (TIL) reconhece isso e convida os estudantes de arquitetura do mundo todo nascidos na América Latina a participar do Prêmio Anual de Arquitetura TIL 2014, dado ao melhor projeto realizado durante 2013 por estudantes latinoamericanos de arquitetura em universidade dos cindo continentes.

O TIL foi criado em 2009 em Buenos Aires para criar uma sinergia entre as faculdades de arquitetura da América Latina, desenvolvendo atividades de extensão e intercâmbio acadêmico, entre elas o Taller MHI, o Concurso TIL 2012 e o C.L.A. 2013.

Conheça os detalhes a seguir.

Quem pode participar?

Todo estudante de arquitetura nascido na América Latina que esteja cursando regularmente o ciclo de 2013 em escolas e faculdades de arquitetura dos cinco continentes.

Os projetos podem ser individuais ou em equipe de até quatro integrantes.

Existe um tema específico para os trabalhos?

O TEMA É LIVRE, ficando a cargo das disciplinas cursadas pelo aluno.

DATAS IMPORTANTES

- As inscrições já estão abertas e são gratuitas, sendo efetivadas enviando um email para premiotil2014@gmail.com até 12/12/13 com o formulário de inscrição disponível em www.premiotil2014.blogspot.com.

- A data de apresentação limite é sexta-feira, 14 de março de 2014.

FORMATO

Digital, em arquivo formato PDF, com no máximo três pranchas. Enviar para  premiotil2014@gmail.com ou infoarquitectura@unimoron.edu.ar (Detalhes do conteúdo exigido na página oficial).

PRÊMIOS

1° Lugar: US $3.000 aos autores, ou o equivalente em Pesos Argentinos; distinção à cátedra e à universidade.
2º Lugar US $1.500  aos autores, ou o equivalente em Pesos Argentinos; distinção à cátedra e à universidade.
3° Lugar: US $500 aos autores, ou o equivalente em Pesos Argentinos; distinção à cátedra e à universidade.

Menções (quantidade a ser decidida pelo júri): certificado e medalha.

O JÚRI INICIAL será composto por professores arquitetos representantes das universidades participantes, propostos pelos autores.

O JÚRI FINAL será composto por três representantes de meio de difusão da arquitetura, três representantes de estudos profissionais, três acadêmicos e três representantes de empresas e instituições.

Fonte:Cabezas, Constanza. "2ª Edição do Concurso para Estudantes de Arquitetura Latinoamericanos" [2° Edición del Concurso para estudiantes de Arquitectura Latinoamericanos] 04 Aug 2013. ArchDaily. (Arruda, Murilo Trans.) Accessed 5 Ago 2013. http://www.archdaily.com.br/br/01-131350/2-edicao-do-concurso-para-estudantes-de-arquitetura-latinoamericanos?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=be7f308fa4-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_318e05562a-be7f308fa4-407774757

Laboratório cidadão, construindo espaços para uma cidade melhor

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A campanha Minha Cidade Ideal, que procura construir uma visão de futuro "pelo povo, com o povo e para o povo" é uma aposta interessante para incentivar a participação cidadã em Bogotá. No entanto, continua a haver um vazio entre as idéias criativas que expressam os cidadãos nesta plataforma online e os processos para transformá-las em realidade.

Esta iniciativa de empresas e meios de comunicação privados criou um espaço online para os cidadãos compartilharem suas idéias e sonhos. Até agora, as pessoas compartilharam mais de três mil idéias que vão desde melhorias nos transportes públicos até aplicativos móveis. Será esta campanha a realização de uma nova maneira de construir e sonhar de maneira participativa ou apenas mais um espaço onde há boas intenções sem ações? Será que os cidadãos serão ouvidos por quem tomam as decisões?

O sucesso na coleta de dados na iniciativa Minha Cidade Ideal demonstra que Bogotá tem cidadãos interessados com idéias criativas ​​que não têm espaço para compartilhar seus sonhos, mas, infelizmente, não há nenhum ator público envolvido, com a capacidade de transformar muitos desses desejos em realidade. Esta, como muitas outras iniciativas de cidadãos e entidades privadas, pode ser esquecida se não houver um esforço coletivo envolvendo o setor público. Por isso, mais do que um espaço para disseminar idéias, faz-se necessário um laboratório urbano que conecte os esforços dos cidadãos com o governo.

Um exemplo interessante do que poderia ser esse lugar é o New Urban Mechanics, criado pela prefeitura de Boston há alguns anos para repensar a cidade e gerar diálogo. Este espaço tem como objetivo facilitar a interação entre cidadãos e governo, buscando criar soluções coletivamente. Utilizando novas tecnologias, foram desenvolvidos diversos projetos de sucesso em planejamento urbano participativo, educação e projeto. Entre as idéias que se tornaram realidade, pode-se destacar o Citizens Connect, um aplicativo móvel que permite aos cidadãos apresentar queixas e monitorar políticas, tornado-as públicas. Desde seu lançamento em 2009, mais de 10 mil problemas foram resolvidos e cerca de 20% das queixas de cidadãos chegaram em Boston através dele. Este exemplo indica que a ligação do cidadão e do governo, através da ajuda de novas tecnologias, pode gerar soluções eficazes para a cidade. Depois da experiência em Boston, o New Urban Mechanics foi replicado na Filadélfia e este ano na Cidade do México, com o nome Laboratório para a Cidade.

Através destes pontos de encontro, os governos de Boston, Filadélfia e Cidade do México estão unindo forças para explorar, experimentar e construir uma cidade melhor. As cidades latino-americanas devem apostar neste tipo de espaço para a troca de idéias, conhecimentos e capacidades. Para funcionar, no entanto, a aposta deve necessariamente incluir o setor público.

Por Juan Manuel Restrepo, via Plataforma Urbana. Tradução Archdaily Brasil.

Bogotá
Bogotá

Fonte: Romullo Baratto. "Laboratório cidadão, construindo espaços para uma cidade melhor" 02 Aug 2013. ArchDaily. Accessed 3 Ago 2013. http://www.archdaily.com.br/br/01-131705/laboratorio-cidadao-construindo-espacos-para-uma-cidade-melhor?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=7cbcb58751-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_318e05562a-7cbcb58751-407774757

Iluminação Eficiente: lançado livro sobre iluminação produzido pela Eletrobras Procel e Parceiros

Brasil – O livro registra o conhecimento desenvolvido nos últimos anos pela Eletrobras Procel e parceiros na área da iluminação residencial, comercial e pública

Marisol Zozimo, para o Procel Info

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Brasil – Foi lançado neste mês o livro “Iluminação Eficiente – Iniciativas da Eletrobras Procel e Parceiros”, que foi produzido com base nos conhecimentos desenvolvidos pela Eletrobras Procel e seus mais diversos parceiros na área de iluminação residencial, comercial e pública.
O livro foi elaborado, agrupando a cada capítulo, as experiências dos próprios participantes nos respectivos projetos desenvolvidos ao longo dos anos em parceria com o Programa Nacional de Conservação de Energia (Procel). Desta forma, foi conseguida maior confiabilidade dos relatos, proporcionando um registro mais preciso dos trabalhos executados.
No total são 24 artigos relatados no livro, distribuídos ao longo de sete capítulos, escritos por 41 profissionais de diversos órgãos e instituições, tais como:
- Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi);
- Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux);
- Centros de Demonstração da PUCRS, Cepel, UFSC e Eletrobras Eletrosul;
- Centro de Excelência em Eficiência Energética (Excen/Unifei);
- Centro de Excelência em Iluminação Pública (Labelo/PUCRS);
- Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel);
- Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro);
- Laboratório de Eficiência Energética em Edificações (Labee/UFSC);
-Laboratório de Eficiência Energética (Leener/UFJF);
- Ministério do Meio Ambiente (MMA);
- Testtech Laboratório.

O engenheiro eletricista da Eletrobras, Marcos Alexandre Couto Limberger, um dos organizadores do livro, destaca a importância de iniciativas como essa para uma iluminação mais econômica e eficiente “Geralmente a Eletrobras Procel atua apoiando atores do mercado a transpor barreiras técnicas que impedem o desenvolvimento de um determinado setor. Essa atuação se dá por meio de ações como: apoio à realização de pesquisas e estudos junto à academia e aos Centros de Excelência; de capacitação laboratorial para realização de ensaios; da mobilização de agentes para elaboração de regulamentos, normalização e criação de leis; de incentivos ao uso de equipamentos eficientes para iluminação, como é o caso do Procel Reluz e do Selo Procel Eletrobras, por exemplo”.
Detalhando um pouco do conteúdo da publicação, ela apresenta alguns conceitos a respeito de iluminação, um panorama do mercado de equipamentos no Brasil e destaca alguns programas governamentais que atuam nessa área, coordenados pelo Inmetro, Aneel e pela própria Eletrobras. A obra contém ainda, informações a respeito dos benefícios do Programa Procel Reluz e do Selo Procel Eletrobras, de algumas iniciativas educacionais e de disseminação dos temas iluminação e eficiência energética, bem como dos esforços da Eletrobras Procel, do Inmetro e de laboratórios para que produtos de iluminação mais eficientes sejam comercializados no mercado.
Entre as novidades na área de iluminação, relatadas no livro, estão as pesquisas e estudos com lâmpadas LED, ações relacionadas ao descarte de lâmpadas fluorescentes e ao trabalho de atualização, revisão e criação de normas para iluminação.
A elaboração do trabalho levou aproximadamente um ano e meio, desde a ideia inicial e o contato com os parceiros até a impressão da obra.
O gerente da Divisão de Planejamento e Fomento da Eficiência Energética da Eletrobras Procel, Emerson Salvador, destacou que “os avanços do Selo Procel Eletrobras, uma vez que envolve profissionais da cadeia produtiva, que buscam aprimorar seus produtos para uma melhor eficiência, envolve pesquisadores dos diversos laboratórios que avaliam equipamentos usados na iluminação e os mestres da academia brasileira, que têm se comprometido com pesquisas e na formação de mão de obra para trabalhar nessa área”.
Para Marcos Limberger, esses artigos têm contribuição para os profissionais da área por trazer um conhecimento que pode ser facilmente consultado e disseminado, já que a obra está disponível para download gratuito no Procel Info..


Para fazer download do livro, clique aqui.

Fonte: http://www.procelinfo.com.br/main.asp?ViewID=%7B8D1AC2E8%2DF790%2D4B7E%2D8DDD%2DCAF4CDD2BC34%7D&params=itemID=%7B36888638%2DD6CC%2D4E1D%2DBBBF%2D5E58C0FAD093%7D;&UIPartUID=%7BD90F22DB%2D05D4%2D4644%2DA8F2%2DFAD4803C8898%7D

 

CBIC lança guia explicativo sobre uso da Norma de Desempenho

O documento está disponível para download gratuito no site da entidade

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O Guia Orientativo sobre a Norma de Desempenho (ABNT NBR 15.575) foi lançado hoje pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção). O material visa contribuir com a disseminação da nova norma junto ao mercado imobiliário e da construção civil e possibilitar uma melhor compreensão sobre as principais definições quanto ao tema do desempenho (requisitos, critérios e parâmetros). O material contou com colaboração do advogado Carlos Pinto Del Mar, conselheiro jurídico do Secovi-SP e consultor da CBIC.

A Norma, que estabelece exigências de conforto e segurança em imóveis residenciais, começa a valer a partir do próximo mês de julho. Pela primeira vez, uma norma brasileira associa a qualidade de produtos ao resultado que eles conferem ao consumidor, com instruções claras e transparentes de como fazer essa avaliação.

As regras privilegiam benefícios ao consumidor e dividem responsabilidades entre fabricantes, projetistas, construtores e usuários. Até então, as chamadas normas prescritivas determinavam padrões para certos produtos, como eles deveriam ser feitos, em que tamanhos etc. Agora, a NBR 15.575 diz que níveis de segurança, conforto e resistência devem proporcionar cada um dos sistemas que compõem um imóvel: estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações.

Para o presidente da CBIC, Paulo Simão, as novas regras vão harmonizar as relações entre os diferentes atores da cadeia produtiva. “É uma norma pensada para o morador, que diz o que ele tem que receber em termos de segurança, conforto e qualidade. Facilita inclusive a fiscalização”, afirma. Paulo Simão salienta ainda que o novo normativo também vai funcionar como um impulso à indústria da construção, na medida em que incentiva o uso da inovação no setor: “Como as regras dizem respeito somente ao resultado final de uma casa ou apartamento – que condições de uso e habitação ele deve garantir – qualquer tecnologia pode ser usada. O importante é que a edificação atenda os parâmetros de desempenho”.

Clique aqui para fazer o download do Guia.

Fonte: http://manuaisdeescopo.com.br/News/2013/07/29/CBIC-lanca-guia-explicativo-sobre-uso-da-Norma-de-Desempenho

Bairros planejados devem evitar segregação urbana

Rosangela Capozoli (especial), Valor Econômico

segregação urbana

As ruas são amplas, arborizadas, de curvas suaves, dispensando semáforos. As edificações combinam torres de escritórios com prédios de apartamentos e residências térreas. Áreas de serviços, comércio e alguns tipos de indústria compõem o cenário, substituindo muros e divisórias por cercas vivas. Parques e praças completam essa minicidade onde a padaria e o jornaleiro estão ao alcance de uma caminhada e a escola e o local de trabalho ficam nas proximidades. A diferença entre esse bairro planejado e os condomínios fechados que se multiplicaram a partir dos anos 70 é que eles integram a cidade. Embora bastante autônomos, não são ilhas, nem "clusters" dentro do tecido urbano. Substituem a exclusão pela inclusão.

"Há um consenso hoje em dia de que a melhor cidade é a cidade compacta, o bairro mais denso, de uso misto, organizado de tal forma a se evitar um número grande de viagens, a nossa grande crise é de mobilidade", diz o arquiteto e professor Milton Braga, curador do Instituto de Urbanismo e Estudos para Metrópole (Urbem). É dessa forma que começa a surgir o que passou a se chamar de "minibairro", grandes empreendimentos na cidade de São Paulo, como o Jardim das Perdizes e o Parque da Cidade. Os minibairros nos subúrbios, longe do centro urbano, apresentam problemas: eles dependem muito de São Paulo e "acabam se caracterizando mais como expansões da cidade do que como novos bairros, gerando ainda mais transporte", diz Braga.

Por essa razão, a tendência é que os novos bairros planejados se limitem a áreas que tiveram seu uso deteriorado na própria cidade. "Os bairros e cidades planejadas no Brasil, nos próximos dez anos, não vão ser suficientes para abrigar mais de 5% das novas habitações que serão criadas, porque esse exemplo, que poderia ter sido dado 20 anos atrás, só começa a ser observado agora", diz Mauro Peixoto de Oliveira, especialista em marketing imobiliário e consultor-adjunto da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). "A partir de 2020, 2023 esse conceito estará definitivamente assimilado e representará 20% das necessidades habitacionais."

São Paulo ainda oferece áreas que podem abrigar bairros planejados, dentro do conceito de cidades mistas, "onde convivem comércio, serviços, equipamentos, habitação, com diversidade social", diz Fernando de Mello Franco, professor formado pela Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade de São Paulo (FAU/USP) e secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo. O que se deve evitar, diz, são "condomínios fechados completamente segregados da cidade, que reforçam as dificuldades de mobilidade, a segregação social e as desigualdades".

Milton Braga lembra áreas que a cidade pode aproveitar, como a Barra Funda, a Baixa Lapa, e quase toda a planície fluvial junto do rio Tietê, tanto a norte como a sul. "Entre as linhas da CPTM e as pistas da Marginal do lado sul há muita possibilidade de reestruturação urbana, de preferência mantendo a indústria da confecção, da economia criativa, do design. Tudo isso pode ficar junto de escritórios, de prédios de apartamento, aumentando a densidade", afirma.

Para ele, trata-se de uma discussão à qual a cidade não pode fugir, sob pena de "perder competitividade naquilo que mais importa hoje, que é atrair o trabalho intelectual, os grandes centros de pesquisas, de design, que se encontram aqui em uma situação muito ruim em termos de urbanização". Segundo ele. "esses empreendimentos não querem ficar amontoados em condomínios, vão optar por se instalar no Rio, em Buenos Aires ou Santiago. São Paulo precisa urgentemente pensar nesse futuro e se preparar melhor para receber essa economia global."

A ideia de compactar as cidades é uma tese cada vez mais defendida pelos urbanistas, já que a mobilidade é o grande desafio. "A cidade mais sustentável é aquela que exige menos viagens, porque o transporte consome muita energia", diz Braga. Na sua avaliação, São Paulo ainda pode absorver muita gente no seu centro expandido. Ele cita o exemplo de Paris, cuja área no interior do anel "boulevard périphérique", uma ocupação "muito equilibrada", tem 200 habitantes por hectare, enquanto São Paulo conta com 110.

Silvio Soares de Macedo, professor de paisagismo da FAU, lembra que os bairros planejados em São Paulo existem há mais de cem anos, como Higienópolis e Campos Elíseos. No Rio, Macedo cita bairros como Laranjeiras e Copacabana, construídos há 80 anos.

Na falta de espaços urbanos, condomínios como Alphaville e Tamboré nasceram em municípios próximos, outros buscam terrenos no triângulo formado entre Campinas, Sorocaba e São Paulo.

Mauro Peixoto de Oliveira observa que os bairros planejados chegaram ao Brasil "pela porta de entrada, a das cidades jardins inglesas", que separam as construções com áreas verdes. "A entrada da cidade jardim em São Paulo se fez pela Companhia City, com o Jardim América e o Pacaembu, na década de 1920. Quem comprava um lote da Companhia City deveria manter na construção um recuo de oito a 12 metros da divisa", lembra.

"O bairro planejado, ou inteligente, é aquele onde o empreendedor cria regras privadas de uso e ocupação do solo, um zoneamento privado dizendo o que pode e não pode ser feito naqueles espaços. Esse é o DNA do sucesso. Ter regras de uso e ocupação do lote e da quadra", diz Peixoto Oliveira. Mas quando essas tendências chegaram ao Brasil, na década de 70 para 80, não existiam mais grandes áreas em São Paulo que permitissem fazer dentro da cidade esses bairros planejados. "Eles foram para as bordas da cidade, na região metropolitana de São Paulo e na Barra da Tijuca, no Rio", afirma.

Fonte: http://www.asbea.org.br/escritorios-arquitetura/noticias/bairros-planejados-devem-evitar-segregacao-urbana-293380-1.asp

Prefeitura do Recife celebra 104 anos de Burle Marx

Esta semana, quando completaria 104 anos, a Prefeitura do Recife homenageia Roberto Burle Marx (foto), que mudou a história do paisagismo no país, com uma extensa programação que começa neste sábado (03) e vai até a próxima quarta-feira (07).

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Serão realizados passeios turísticos, exposição, seminários, oficinas, mesas de debates e teatro infantil. Todas as atividades serão gratuitas e abertas ao público.
O circuito de visitação às praças abrirá, no sábado (03), a programação da Semana Burle Marx, organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade. Dois ônibus levarão cerca de 100 pessoas para um passeio guiado, que sairá às 9h, da Praça Arsenal da Marinha (Recife Antigo), e passará pelas praças da República, Farias Neves, Casa Forte, Euclides da Cunha e Derby. “A maioria desconhece o valor desses espaços. O passeio dará às pessoas a oportunidade de um novo olhar sobre as áreas e entender a sua importância”, ressaltou a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Cida Pedrosa.
Os participantes do passeio também vão passar pela exposição “O Poeta dos Jardins e os Jardins do Poeta”, no Museu da Cidade, localizado no Forte das Cinco Pontas. Lá, serão exibidas mais de 30 fotografias, das décadas de 30 e de 50, de oito praças da cidade. As imagens exibem os logradouros na época de sua construção e entrega. Considerada o primeiro jardim moderno do Brasil, a Praça de Casa Forte terá um destaque especial na mostra, com a projeção de várias fotos. O museu ainda exibirá ao público o documentário “Burle Marx 100 anos”. Quem não estiver no circuito também poderá visitar a exposição, que permanecerá no local até setembro.
“A programação foi construída em parceria com o Comitê Burle Marx, que é formado por arquitetos, artistas, instituições como IAB e Laboratório da Paisagem da UFPE, além de defensores de parques e praças do Recife. Tudo foi pensado para divulgar os jardins que são reconhecidos mundialmente como um legado. A ideia é que a população conheça e se aproprie desses locais e da arte de Burle Marx que usava os diversos tons de verde da flora brasileira para compor suas obras”, ressaltou Cida Pedrosa, acrescentando que a Semana Burle Marx foi instituída pela Lei Municipal nº 17.571/2009, de iniciativa do então vereador e hoje vice-prefeito Luciano Siqueira.
A programação segue no domingo (04) com uma oficina de bonsai e a apresentação do espetáculo infantil “O baú encantado de Burle Marx”. As duas atividades ocorrerão na Praça de Casa Forte, no bairro de mesmo nome, a partir das 10h. Na terça-feira (06), os traços e as cores do poeta dos jardins serão desvendados por especialistas e profissionais da área, no Museu da Cidade. Durante todo dia, será realizado o seminário “Os Jardins de Burle Marx no Nordeste do Brasil”, que reunirá cerca de 20 palestrantes. Destaque para a argentina Sonia Berjman, membro de honra do Comitê Científico de Paisagens Culturais ICOMOS/IFLA (Universidade de Buenos Aires, Argentina). Para participar, é necessário se inscrever pelo telefone 3355.3106.
Ainda na terça, às 18h30, haverá o lançamento do livro de mesmo nome do seminário, cuja organização é de Ana Rita Sá Carneiro, Aline Figueirôa Silva e Joelmir Marques da Silva. Na quarta-feira (07), pela manhã, será a vez dos estudantes da rede pública visitarem os logradouros assinados pelo paisagista. Cem alunos de quatro escolas municipais farão o circuito acompanhados por professores e guias turísticos que vão falar sobre a importância desses jardins. À noite, será promovida a mesa redonda “Burle Marx e o movimento cultural recifense na década de 30: O bairro do Derby como território de mudança”. O evento acontecerá no auditório do Instituto de Arquitetos do Brasil e, para acompanhar, é preciso se inscrever previamente.

Derby

Programação da Semana Burle Marx

03/08 – Sábado
14h – Circuito de visitação às praças de Burle Marx
Saída da Praça do Arsenal da Marinha, no Bairro do Recife.
Inscrições: Sexta-feira (02), pelo telefone: 3355.8605
16h30 – Exposição: O Poeta dos Jardins, os Jardins do Poeta
Local: Museu da Cidade (Forte das Cinco Pontas)
04/08 – Domingo
10h – Oficina de Bonsai e Espetáculo infantil O Baú encantado de Burle Marx.
Local: Praça de Casa Forte

06/08 – Terça-feira

9h às 18h – Seminário Os Jardins de Burle Marx no Nordeste do Brasil
Palestrantes: Sonia Berjman
Local: Museu da Cidade
Inscrições: pelo telefone 3355.3106
18h30 – Lançamento do livro Os Jardins de Burle Marx no Nordeste do Brasil
Organizadores: Ana Rita Sá Carneiro, Aline Figueirôa Silva e Joelmir Marques da Silva
Local: Museu da Cidade
07/08 – Quarta-feira

8h – Visitação de estudantes às praças de Burle Marx
Concentração: Praça do Arsenal da Marinha, no Bairro do Recife.
Encerramento: Museu da Cidade (Forte das Cinco Pontas)
19h – Mesa-redonda Burle Marx e o movimento cultural recifense na década de 30: O bairro do Derby como território de mudança
Palestrantes: Ângela Prysthon, Nivaldo Andrade e Guilah Naslavsky
Local: auditório do Instituto de Arquitetos do Brasil, Rua Jenner de Souza, 130, Derby
Inscrições pelo telefone: 3222.1576


Fonte: http://www.vermelho.org.br/pe/noticia.php?id_noticia=220050&id_secao=91

 
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