Lei Brasileira de Inclusão, em vigor, obriga prefeituras a manter calçadas acessíveis

Segundo a nova legislação, prefeitos que não mantiverem as calçadas em boas condições poderão ser processados por improbidade administrativa

Fonte: CAU/SP  |  Autor: Marco Berringer / Ex Libris  |  Postado em: 02 de março de 2016
Rampas para carros,barreiras para pedestres e cade
Rampa para carros: barreira para pedestres e cadeirantes
créditos: Marcos de Sousa / Mobilize Brasil

Em vigor desde o dia 2 de janeiro deste ano, a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) garante uma série de direitos principalmente aos 45 milhões de pessoas com deficiência que vivem no país. Sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 6 de julho de 2015, a LBI ratifica as garantias de acessibilidade já previstas no Decreto Federal 5.296/04. O texto prevê atendimento prioritário em órgãos públicos e enfatiza políticas públicas para a população com deficiência. 
 
“A LBI reforça a necessidade de se criar um ambiente totalmente acessível, em que a deficiência praticamente inexiste”, avalia a arquiteta e cadeirante Silvana Cambiaghi, que é Conselheira titular e integra o Grupo de Trabalho de Acessibilidade do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) e também a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), órgão da administração municipal de São Paulo.
 
Uma das principais novidades da legislação é justamente a transferência da responsabilidade de adequação e manutenção das calçadas ao Poder Público, que deve tornar todas as rotas acessíveis. De acordo com a LBI, as Prefeituras é que devem liderar o processo de melhoria das calçadas, dos passeios públicos. O não cumprimento pode resultar em crime de improbidade administrativa a prefeitos e secretários.

Seis princípios de desenho urbano para melhorar a segurança nos cruzamentos

Estes princípios visam a aproveitar o espaço viário disponível, melhorar a segurança nos deslocamentos e desenvolver um olhar de longo prazo para o desenho das ruas

onte: Archdaily  |  Autor: Constanza Martínez Gaete  |  Postado em: 01 de março de 2016
O objetivo destes princípios é aproveitar o espaço
Princípios ajudam a aproveitar melhor o espaço viário
créditos: Nacto

A Associação Nacional de Funcionários do Transporte na Cidade, mais conhecida pela sigla NACTO, é uma organização sem fins lucrativos com sede em Nova York que reúne 21 cidades dos EUA para compartilharem propostas e práticas que permitam melhorar o desenho urbano.

Com o objetivo de fazer com que o planejamento das cidades tenha um alcance maior, o grupo elabora publicações que orientam sobre como devem ser projetadas, por exemplo, as redes de ciclovias das cidades, ou quais estratégias devem ser implementadas nas ruas para fazer com que estas apresentem uma escala humana.

Apresentamos a seguir seis princípios de desenho urbano que contribuem para que os cruzamentos viários sejam mais seguros. O objetivo destes princípios é aproveitar o espaço viário disponível, melhorar a segurança nos deslocamentos e desenvolver uma visão de longo prazo para o desenho das ruas.

PRINCÍPIOS
1. O desenho dos cruzamentos deve ser o mais compacto possível
 

Segundo a NACTO, este princípio melhora a visibilidade para todos os usuários do espaço viário e, ao mesmo tempo, diminui a exposição dos pedestres e ciclistas nos pontos de conflito com os automóveis.

Além disso, possibilita  redução do número de vias nas quais é permitido virar e, assim, permite interseções menores, em vez de grandes cruzamentos.

Por fim, este princípio permite que o desenho dos cruzamentos seja feito de acordo com o movimento dos pedestres.

Livro: 101 regras básicas para uma arquitetura de baixo consumo energético

 101 regras básicas para uma arquitetura de baixo consumo energético


 Para evitar o calor nos interiores, não se deve permitir que o sol penetre neles. As cores do exterior afetam o consumo energético. Uma janela alta permite que a luz natural entre com maior profundidade em um ambiente. Os edifícios com grande massa termoacumuladora aquecem e esfriam lentamente, enquanto o contrário ocorre com os prédios leves. A água armazena mais calor que o concreto. A massa termoacumuladora é o oposto do isolamento térmico… Entender como as edificações respondem a seus entornos pode nos ajudar a reduzir de forma significativa o consumo de energia com calefação, refrigeração e iluminação artificiais.


Este livro reúne 101 regras básicas para otimizar o aproveitamento da energia natural na arquitetura e projetar de um modo direto e intuitivo, de acordo com os princípios do baixo consumo energético. Trata-se de um guia fundamental e de fácil uso, repleto de bons conselhos e ilustra¬ções reveladoras que nos permitem apostar na redução do consumo de energia com base nos princípios mais básicos.
Huw Heywood é arquiteto. Com mais de vinte anos de prática em nível internacional, já trabalhou em projetos de escalas muito diferentes no Reino Unido, na Alemanha e na China. Atualmente é professor de graduação e pós-graduação na Escola de Arquitetura da Universidade de Portsmouth, onde tem focado na docência e na pesquisa sobre o urbanismo e a arquitetura sustentáveis.


Teoria Urbana e Desenvolvimento Científico


Teoria Urbana e Desenvolvimento Científico

O INCT Observatório das Metrópoles disponibiliza para download três publicações relacionadas ao desenvolvimento de conhecimento científico para pensar o tema urbano. O livro “Teorias sobre La ciudad en América Latina”, resultado do seminário da Rede Latinoamericana de Pesquisadores de Teoria Urbana. O livro “Índice de Bem-estar Urbano – IBEU” – índice sintético criado para avaliar a qualidade urbana nas cidades brasileiras; e o livro “Análise Social do Território” o qual apresenta a metodologia utilizada pela nossa rede de pesquisa.
O Observatório das Metrópoles divulga o e-book “Teorias sobre la ciudad en América Latina”, organizado por Blanca Ramírez Velázquez e Emílio Pradilla Cobos. A publicação, lançada durante o Seminário “A Cidade Neoliberal na América Latina” (Relateur), reúne 18 textos de diversos pesquisadores que sintetiza o desenvolvimento da teoria urbana construída na América Latina, seus alcances e carências, a riqueza e originalidade destes planejamentos e sua capacidade explicativa na realidade da região.

Materiais inovadores a serviço da autolimpeza e da despoluição das cidades

Maurício Bernardes

As fachadas e coberturas das edificações das grandes cidades tem enfrentado ambientes cada vez mais agressivos por conta do aumento da carga de poluentes nas últimas décadas. Esta situação é reflexo principalmente do adensamento populacional nas cidades, da ampliação da frota de veículos, das atividades industriais e da geração de energia pela queima de combustíveis fósseis, o que acaba prejudicando a saúde das pessoas e dos edifícios.
Além das medidas que devem ser adotadas no sentido de controlar e reduzir as emissões de gases do efeito estufa, a adoção de materiais com propriedades fotocatalíticas tem se mostrado promissora nos últimos anos, resultado de muitas pesquisas voltadas à transformação de poluentes em produtos que não prejudicam a saúde das pessoas e potencializam a vida útil das construções.
A fotocatálise é um processo de oxidação que ocorre por ativação de luz solar (ou radiação equivalente) que torna solúveis alguns poluentes do ar que se depositam nas mais variadas superfícies de uma cidade, como nas fachadas e coberturas das edificações.

Ilustração do fenômeno fotocatalítico numa cobertura residencial: ativação pela luz do Sol de um composto capaz de oxidar e tornar solúveis alguns poluentes do ar que se depositam na superfície do telhado, como por exemplo o monóxido de carbono e alguns óxidos de nitrogênio.

9º Concurso CBCA para estudantes de arquitetura

Um centro cultural. Este é o tema que deverá ser trabalhado pelos participantes da edição deste ano do Concurso para Estudantes de Arquitetura promovido pelo Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA). As equipes interessadas em participar devem se inscrever entre os dias 19 de fevereiro e 25 de julho, tendo no mínimo dois e no máximo quatro alunos. O grupo deve ser orientado por um professor da mesma escola ou faculdade, podendo contar ainda com um coorientador.
O projeto deve ser concebido, pensado e estruturado em aço, não deixando de observar as bases técnicas especificadas pelo regulamento da competição. O resultado será anunciado no dia 08 de setembro, no site do CBCA. Além de faturarem R$ 5 mil, o professor e os alunos responsáveis pelo projeto vencedor recebem ainda diversas publicações sobre construção em aço, assinatura da revista Arquitetura & Aço e vouchers para cursos on-line oferecidos pelo Centro.
O Concurso CBCA é a etapa nacional do Concurso Alacero de Diseño en Acero para Estudiantes de Arquitectura, organizado pela Associação Latino-Americana do Aço (Alacero). Dois representantes da equipe vencedora viajarão para o Rio de Janeiro, onde representarão o Brasil na fase internacional da competição, concorrendo com equipes de outros países membros da associação como Argentina, Chile, Colômbia, México, entre outros, pelo prêmio de US$ 10 mil.
Os vencedores da edição de 2015 do Concurso CBCA receberam menção honrosa na etapa Alacero. A equipe de estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina concorreu com 228 projetos, enviados por 87 universidades de nove diferentes países da América Latina.
O Concurso CBCA promove o conhecimento e o desenvolvimento tecnológico do aço como componente de sistemas construtivos, além de incentivar a investigação em torno de seu potencial e suas tecnologias. A competição estimula o trabalho criativo de alunos e professores, a fim de levar as estruturas ao limite de suas possibilidades, resultando em projetos inovadores e de grande utilidade.
Fonte e informação completa: Cita: Romullo Baratto. "9º Concurso CBCA para estudantes de arquitetura" 21 Fev 2016. ArchDaily Brasil. Acessado 22 Fev 2016.  http://www.archdaily.com.br/br/782372/9o-concurso-cbca-para-estudantes-de-arquitetura

Transformação urbana a partir dos bons exemplos

 Para Bernasconi, presidente do Sinaenco, é fundamental dotar as cidades brasileiras de infraestrutura sustentável e acessível



A importância da acessibilidade em todos os setores da infraestrutura brasileira, nos espaços de uso coletivo, públicos e privados, e a aprovação da Lei 13.146/2015, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que instituiu as exigências de espaços e serviços acessíveis em diversas áreas e que entrou em vigor em janeiro de 2016, coincidindo com o ano de realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, são analisados pelo presidente do Sinaenco, José Roberto Bernasconi. Para ele, é fundamental dotar as cidades brasileiras de infraestrutura sustentável e acessível. “O grau de civilização de uma sociedade é medido também pela forma como ela trata as pessoas com deficiência. ” 



AR seleciona 15 finalistas para o Women in Architecture Awards

O Architectural Review (AR) revelou as candidatas para seus prêmios Woman Architect of the Year 2016 e Moira Gemmill Prize for Emerging Architecture. Tatiana Bilbao, Jeanne Gang, Kazuyo Sejima e Charlotte Skene Catling estão entre as finalistas do Woman of the Year por seus respectivos impactos na profissão e habilidades de inspirar mudanças no campo da arquitetura. 

 
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