Lina Bo Bardi, a representação da mulher no espaço público

O Iphan faz uma homenagem às mulheres, relembrando a obra da arquiteta ítalo-brasileira


Oito de março, Dia Internacional da Mulher. A data transmite muito mais do que uma reflexão acerca do universo feminino, pois traz a compreensão da importância do papel da mulher na sociedade e lembra sua luta política em prol de direitos. Para refletir sobre esta temática, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) faz uma homenagem às mulheres, relembrando a obra da arquiteta ítalo-brasileira, Lina Bo Bardi, marcada por ideias revolucionárias e humanistas.

Lina Bo Bardi não apenas fez edifícios; representou o espírito do seu tempo a partir de uma intensa produção cultural. Além de ilustradora, cenógrafa, designer, escritora, curadora e artista visual, ela compreendeu a cultura brasileira, disseminando um espírito moderno que transformou as formas de se entender a arte e a arquitetura no Brasil. Nos seus textos analíticos e críticos prevalece uma visão social. Isso mostra uma característica forte de sua atuação que sempre acreditou na arte popular, não como folclore exótico, mas sim como ação coletiva catalisadora de arranques sociais.

Sendo assim, a arquiteta tornou-se um ícone da ideologia que compreende a mulher multifacetada, que aponta as nuances de uma sociedade que ainda impõe a constante busca pela igualdade de gênero, de direitos políticos e, principalmente, por espaço no mercado de trabalho, na produção intelectual e na esfera pública. Ela era uma mulher faber sapiens sapiens, ou seja, aliava a concretude e materialidade do seu trabalho ao conhecimento, deixando um legado para o Brasil.

Fonte e artigo completo: http://www.caubr.gov.br/?p=53047

Chamada para projetos em cidades inteligentes e sustentáveis

cidades inteligentes e sustentáveis

A Finep e a Fapesp acabam de lançar uma chamada de propostas para apoiar o desenvolvimento, por pequenas empresas paulistas, de produtos, processos e serviços inovadores para aplicações em cidades inteligentes e sustentáveis. A cidade inteligente é uma construção evolutiva, um processo que envolve a constante busca de resolver problemas por meio de soluções disruptivas, fazendo-se uso de materiais integrados com sensores, dispositivos eletrônicos e redes de comunicação, os quais são ligados com sistemas computadorizados, para análise de dados a partir de algoritmos inteligentes que tomam decisões. As áreas temáticas da chamada são: Meio ambiente sustentável; Mobilidade urbana; Tecnologias Assistivas; Segurança Pública; Tecnologias para difusão de educação e cultura; e Saúde. Os recursos alocados para financiamento dos projetos selecionados são da ordem de R$ 10 milhões, sendo 50% com recursos da Finep e 50% com recursos da Fapesp. 

Fonte e artigo completo: http://sustentarqui.com.br/noticias/chamada-para-projetos-em-cidades-inteligentes-e-sustentaveis/

Como ajustar o planejamento em tempos de recessão

POR JULIANA NAKAMURA
Edição 263 - Fevereiro/2016

Passado o turbulento 2015, as perspectivas para a economia brasileira em 2016 não são animadoras. O pessimismo dos empresários, a instabilidade política, o aumento da inflação e a retração econômica tendem a persistir ao longo do ano, deixando apenas para 2017 a retomada do crescimento. Nesse contexto, revisar o planejamento do escritório, considerando o cenário adverso, torna-se crucial para garantir a sustentabilidade do negócio.
SEM SUPÉRFLUOS
De modo geral, em tempos de vacas magras, a primeira ação dos empresários é enxugar custos. O raciocínio por trás dessa decisão é mais do que razoável: é preciso estabilizar o caixa, reduzir o capital de giro e aumentar a eficiência organizacional.
O arquiteto Marcello Sesso, do escritório Sesso & Dalanezi, conta que ele e sua sócia têm revisto o planejamento do escritório a cada três meses, justamente em função do cenário instável. 'A prospecção e o comercial ficam em alerta para que seja possível manter um fluxo de novos contratos. Todos os gastos assumidos são sempre os mais enxutos. Além disso, estamos mais atentos à eficiência de cada ação e ao tempo investido em cada tarefa', revela. A arquiteta Monica Vieira também procurou baixar o custo fixo do seu escritório no Rio de Janeiro. Isso a levou, por exemplo, a terceirizar algumas tarefas, como o desenvolvimento de maquete eletrônica.

Kengo Kuma em São Paulo: primeiro projeto do arquiteto japonês no Brasil tem técnicas tradicionais japonesas unidas à nova tecnologia

Edifício, uma reconversão do prédio de número 52 na Paulista, irá sediar a Japan House, iniciativa do governo japonês

Bianca Antunes
25/Fevereiro/2016


O hinoki é um cipreste nativo do centro do Japão e sua madeira é muito utilizada em construções. Está presente, por exemplo, no pavilhão japonês no Ibirapuera (1954), em São Paulo, de Sutemi Horiguchi. É o hinoki que dará as boas-vindas aos visitantes do edifício número 52 da avenida Paulista a partir de março de 2017. A aplicação do material na fachada foi a maneira com que Kengo Kuma decidiu recepcionar os brasileiros e outros visitantes no Japan House, espaço que deve mostrar o Japão contemporâneo e estreitar os laços com o Brasil. Artesãos e carpinteiros fizeram um mock up do sistema de hinokis para testar sua resistência, partindo de junções entre peças que, apesar de utilizar um material tradicional, seguem uma tecnologia contemporânea e uma forma inovadora.
É com essa ideia do tradicional inovador, também, que os papeis washis serão utilizados nas fusumas – portas de correr presentes no primeiro andar que separam três salas para palestras e que permitem a flexibilidade de usos. "O abrir e o fechar como delimitação do espaço garante a flexibilidade, uma característica da arquitetura japonesa", conta Kengo Kuma na apresentação do projeto em São Paulo nesta quinta-feira (25).
Kuma também mostrou os dois jardins que devem fazer parte da construção, um de pedras e outro com musgos, um elemento importante do jardim japonês. O jardim de pedras, na entrada do edifício, deve ser um espaço público, aberto à cidade, onde hoje é um estacionamento fechado. "Hoje há uma cerca fechando o espaço, queremos tirá-la", conta. Kuma citou como inspiração os espaços abertos de São Paulo, como o vão livre do Masp, de Lina Bo Bardi, na mesma avenida Paulista. "Queremos refletir essa ideia dos jardins públicos, entendendo que isso seja algo tipicamente paulistano".

Confira 52 lançamentos de produtos presentes na Expo Revestir 2016

Impressão digital em full HD, peças de grandes formatos e materiais recicláveis e de fácil manutenção estão entre as principais tendências presentes nos estandes da principal feira de revestimentos da América Latina

POR MARYANA GIRIBOLA
Edição 264 - Março/2016

Os tempos são desafiadores, assim como as apostas dos fornecedores de soluções em acabamentos do setor apresentadas durante a 14ª edição da Expo Revestir. Em tempos de crise, vale reposicionar as estratégias, buscar expandir a presença no comércio internacional e enxergar oportunidades em outras frentes, como no mercado de reformas, sem contar com o investimento em novas tecnologias tanto de produção quanto dos materiais usados na fabricação dos produtos. Quem aponta as tendências é Lauro Andrade, diretor-executivo da feira e diretor de mercados e negócios da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer).
Na Revestir deste ano, as tendências de produção seguem com a impressão digital full HD, que reproduz com fidelidade diversos materiais na cerâmica, porcelanato e madeira. Destacam-se também as peças cortadas com jatos d''água para a criação de efeitos tridimensionais. Em termos de produtos, os destaques são para os modelos com grandes formatos - com peças de mais de 100 cm x 100 cm -, com aparência quase sem emendas, arabescos, relevos, grafismos étnicos e desenhos de tendência urbana, inspirados em capitais nacionais e internacionais.

3º Fórum Internacional sobre Patrimônio Arquitetônico

Chania



Chamada para Trabalhos

3º FÓRUM INTERNACIONAL DE PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO

O 3º Fórum Internacional Patrimônio Arquitetônico Brasil/Portugal (3ºFIPA) tem por objetivo promover o debate sobre o patrimônio cultural. O 3ºFIPA será realizado na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC Campinas), São Paulo, nos dias 11, 12, 13 e 14 de maio de 2016. Este evento é uma promoção conjunta entre o Núcleo Regional Campinas do Instituto de Arquitetos do Brasil, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da PUC Campinas e o Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (POSURB) da PUC Campinas. O 3ºFIPA visa dar sequência ao diálogo estabelecido entre a PUC Campinas, o IAB Campinas e a Universidade de Aveiro, em Portugal, desde o ano de 2014, quando foi firmado um convênio de cooperação entre as duas universidades. O 3ºFIPA discutirá quatro temas relacionados ao patrimônio cultural:
1) Gestão do Patrimônio;
2) Conservação e Restauro;
3) Educação Patrimonial;
4) Patrimônio como Cultura e Turismo.

Fonte e mais informações: http://www.iabcampinas.org.br/3fipa/

1º Encontro de Urban Sketchers do Brasil

1º Encontro Urban Sketchers Brasil - Curitiba 2016

Durante os dias 21 a 24 de abril, feriadão de Tiradentes, Curitiba se transformará na capital nacional de Urban Sketchers, modalidade de desenho de observação in loco que tem se tornado cada vez mais popular em todo o planeta. São esperados participantes de norte a sul do Brasil, além dos sketchers curitibanos.

O lançamento do Encontro acontecerá no Memorial da Curitiba no dia 21 de abril, das 18 às 19h30.

No dia seguinte, começará a maratona de desenhos nos principais pontos turísticos da capital paranaense – Largo da Ordem, Jardim Botânico, casinhas de lambrequins da arquitetura polonesa, bares clássicos da noite curitibana e encerramento no Museu Oscar Niemeyer (MON).

Fonte e mais informações: http://www.uskbrasilcuritiba2016.com.br/

III Encontro de Educação em Arquitetura para a Infância e a Juventude

Publicado por Irene Quintáns no dia 11 de fevereiro de 2016

Cartaz Educacao e Arquitetura

Hoje gostaria falar com vocês sobre o encontro internacional que aconteceu os dias 16 e 17 de janeiro em Madrid, Espanha. Sempre gosto de mostrar experiências desenvolvidas em áreas urbanas semelhantes as do Brasil, mas no III Encontro de Educação em Arquitetura para a Infância e a Juventude houve espaço, aprendizagens e intercâmbios entre todos.
O que era este encontro? Uma iniciativa de Osa Menor (com Jorge Raedó, arte-educador e assessor da Red OCARA), coordenado pelo coletivo Cuarto Creciente (com Virgina Navarro), patrocinado pelo ProxectoTerra (coordenado por Xosé Manuel Rosales e projeto educativo Prêmio Nacional de Urbanismo, Espanha 2010) e organizado pelo grupo Playgrounds.
O que é o grupo Playgrounds? Trago aqui as palavras do Jorge Raedó, no seu Blog “La tierra y otras escuelas”.
El Grupo Playgrounds es el colectivo de profesionales que enseña arquitectura a niños y jóvenes aquí. ¿Dónde es “aquí”? Empezó con miembros del Estado español y se va ampliando a Portugal, América del Sur y Central, países de Europa… Todos ellos hacen un magnífico trabajo (a menudo heroico debido a la escasez de recursos) en sus zona actuación.    


El I EncuePlaygrounds_palle_nielsenntro del Grupo Playgrounds  se celebró en mayo 2014 en el Museo Reina Sofía, coordinado por La Casa de Tomasa. (NOTA:A exposição “Playgrounds”, hospedada no museu e sede do encontro, deu nome ao grupo).
El II Encuentro se celebró en Barcelona en julio de 2014 en la Nau Ivanow, coordinado por El Globus Vermell  y Arquect.
 El III Encuentro de Educación en Arquitectura para la Infancia y la Juventud tuvo como meta continuar el mutuo conocimiento entre los profesionales locales, y a la vez conocer experiencias de otras partes del mundo. Mezclar a todos para que la suma dé más que las partes sueltas. 
(“Misturar a todos
para que a suma seja mais do que as partes isoladas”)

Houve palestrantes da Europa (Finlândia –Jaana Räsänen-, România –Mina Sava-, Italia –Marta Morelli- , Alemanha –Angela Uttke-, Espanha –Xosé Manuel Rosales, Javier Abad) e uma interessante representação da Latino-américa: Colômbia –Carlos Naranjo e Claudia Stella Celis-, Costa Rica –Carolina Pizarro- e do Brasil, tivemos a honra de apresentar dois nascidos na Espanha mas paulistanos desde 2011:  Miguel Rodríguez “Mr. Basurama” e eu, falando da Red OCARA e outros trabalhos.
Para saber mais sobre todas as apresentações podem mergulhar no detalhado post do Jorge Raedó, aqui.

Eu, no entanto, vou comentar com vocês qual foi o desafio. Todas as palestras mostraram diretamente seus trabalhos: como o ensino de arquitetura é integrado no Curriculum nacional da Finlândia, como é desenvolvido trabalho de participação cidadã infantil nas prefeituras e nos centros educativos, entre outros.
Mas… São Paulo é um desafio. Inaugurei este blog com o post titulado “A cidade das pressas. Tempos, passos e espaços”.
A cidade onde todos correm. Todos estão chegando tarde ou querem chegar primeiro. Ou seguem a inércia da pressa. A cidade onde “Se não dá sinal, os carros passam e as pessoas ficam sem passar para ir à casa de alguém”. A cidade que foi protagonista da minha apresentação tinha o título “Pequenos habitantes na cidade das pressas”. Que outro nome poderia ter dado?
Capa apresentacao_Irene Quintans

 
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