Capital da Noruega quer diminuir tráfego intenso de veículos

Os governantes da cidade de Oslo, capital da Noruega, pretendem reduzir em até 20% a circulação de carros. A ideia principal é se livrar por completo do tráfego no centro da cidade e construir pelo menos 60 quilômetros de ciclovias.
Oslo
Crédito: Baiaz/ThinkStock
Com um prazo de 4 anos para a realização do projeto, os políticos do Partido Verde e Partido da Esquerda Socialista Norueguês planejam reduzir em até 50% as emissões de gases poluentes até 2020. O conselho estima que a redução do tráfego de carros atinja 20% em até três anos (2019) e 30% em até 14 anos (2030).

Conheça os finalistas do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio 2016

Redação AECweb
Prêmio Alcoa
Crédito: Alcoa
Desde 2002, ano de sua primeira edição, o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio incentiva a criação de projetos que utilizam alumínio em produtos que ainda não foram desenvolvidos ou comercializados. Mais de dois mil projetos de alunos de 230 faculdades já foram inscritos até hoje.
Categorias
O concurso da Alcoa é separado entre as categorias “Estudante” e “Profissional”. A categoria Estudante conta apenas com alunos com mais de 18 anos, que estão cursando tecnologia, seja em graduação ou pós-graduação. São permitidas até quatro pessoas por grupo, que devem ser orientadas por um professor da instituição na qual estudam. Já as equipes da categoria Profissional devem ter entre dois e quatro integrantes, sendo que um deles deve ser graduado. Os outros devem ter, no mínimo, três anos de experiência profissional ou formação superior.
Premiação
A equipe vencedora da categoria estudante receberá um prêmio em Certificado de Ouro no valor líquido de R$ 20 mil, troféu e diploma, e o professor orientador, R$ 7 mil, também com troféu e diploma. A instituição de ensino receberá uma doação de R$ 10 mil em equipamentos didáticos.
Na categoria profissional, a equipe vencedora receberá um troféu, diploma e o prêmio em Certificado de Ouro no valor total líquido de R$ 20 mil.

Aplicativo móvel brasileiro calcula quantidade de materiais das obras

Redação Portal AECweb
reforma-simples
Crédito: Divulgação Reforma Simples
A preocupação com os custos é, geralmente, a primeira coisa a se pensar no planejamento de qualquer reforma e construção. Para cada etapa do processo é preciso determinar a quantidade de materiais necessárias e o custo de cada uma delas, para evitar desperdícios e gerar uma economia de recursos.
Pensando em facilitar o processo de planejamento e compra de materiais, o Analista de Sistemas Giuliano Cardoso, em parceria com o Engenheiro Civil Victor Hugo Barbosa, criou o Reforma Simples, um aplicativo que concede a apuração correta dos materiais que precisam ser usados para cada serviço. A novo app promete minimizar os custos e o desperdício de materiais nos canteiros de obra, calculando e elaborando orçamentos.

Gustavo Penna fala sobre Arquitetura e o Desenho Urbano em Web Seminário

Web Seminário AsBEA
A ideia de que o terreno, o nível do solo, a vegetação e o urbanismo são alterados para atender a demanda de um projeto especifico é comumente vista em diversas situações. Assim, a premissa de que arquitetura e urbanismo caminham juntos muitas vezes é esquecida.
Esse é um dos tópicos que será abordado por Gustavo Penna no próximo Web Seminário “Arquitetura e o Desenho Urbano”. A palestra, oferecida pela Galeria da Arquitetura, será dividida em quatro pontos: edifício para o terreno e não terreno para o edifício; relação dos edifícios contemporâneos e históricos; planejamento urbano e valorização do contato humano – edifícios e urbanismo que estimulam o encontro.

Socióloga expõe as complexidades da cidade global e sugere formas de resistência

POR: ROBERTO BOETTGER
Edição 262 - Janeiro/2016

Foto: Acervo pessoal

Com mais frequência do que é evidente, o crescimento das cidades passa a ser regido pelo chamado sistema econômico global do capitalismo neoliberal. Por um lado, tal tendência torna as fronteiras nacionais mais fluidas e abre o mercado para um mundo de oportunidades financeiras. Por outro, tem sido a fonte de certas angústias. O fato de pequenas propriedades privadas darem lugar a modelos corporativos de propriedade, por exemplo, tem profundas implicações em conceitos de igualdade, democracia e justiça. Quando grandes empreendimentos substituem ruelas e praças, os espaços públicos, onde as pessoas podem ter as suas vozes na construção cultural da cidade, deixam de existir. A cidade então torna-se uma espécie de banco de investimentos. Os interesses daqueles sem poder não são mais refletidos na governança. Preocupações deste gênero têm sido o foco de pesquisa da socióloga Saskia Sassen, que acredita na colaboração do arquiteto com outras disciplinas para criar formas de resistência. Nascida na Holanda e radicada nos Estados Unidos, onde é professora da Universidade de Columbia, Saskia possui uma forte conexão com a América Latina - foi criada na Argentina. Seus livros, referências em assuntos relacionados à globalização, à imigração e a tecnologias de rede, incluem Sociologia da Globalização (editora Artmed) e Expulsões (que deve sair no Brasil pela editora Paz e Terra em 2016). Saskia também passa grande parte de seu tempo em congressos e debates pelo mundo. Foi em um destes eventos, desta vez em Londres, que a socióloga conversou com a redação de AU.
A entrevista tomou um rumo inesperado. Saskia fez dessa a '[sua] grande chance de retificar desentendimentos a respeito de [seu] trabalho sobre a globalização das cidades'. Muitas vezes citada para descrever certas inclinações da arquitetura global, a socióloga clarifica que sua pesquisa 'não é urbanística, mas sim político-econômica'. Ao mesmo tempo, exalta que 'as cidades têm mais poder do que parecem compreender'.

Serminário Palmas em Foco: participação e direito à cidade

Posted: 03 Feb 2016 06:25 PM PST

Palestrante: LUIS HILDEBRANDO FERREIRA PAZ -
Tema: Conhecer o passado para entender o presente: apresentação da construção do Plano Diretor Municipal vigente (2007) -

Palestrante: PATRICIA ORFILA -
Tema: Expansão Urbana de Palmas: resgate da história

Mediadora: ANA BEATRIZ ARAÚJO VESLASQUEZ 

Luiz Hildebrando descreveu detalhadamente o processo de construção do Plano diretor vigente, fortalecendo o ponto da participação social em todo seu processo de elaboração. A Profª Patricia Orfila resgatou a história do movimento que discutiu a expansão urbana de Palmas, fortalecendo a criação do coletivo Palmas Participa e frisando a importância da participação social.
A mediadora Ana Beatriz propôs o debate focado na metodologia do Plano Diretor. 

Acesso pelo Link: 
Posted: 03 Feb 2016 06:14 PM PST
Fonte:
Seminário reúne várias opiniões sobre revisão do Plano Diretor de Palmas.
Publicado em 02/02/2016 às 18:02:46


Foto: Loise Maria


Como trabalhar os profissionais da geração Y e evitar conflitos

POR: JULIANA NAKAMURA
Edição 262 - Dezembro/2016

Os profissionais da geração Y, como são chamados os nascidos entre o início dos anos de 1980 e meados da década de 1990, têm habilidades que os tornam perfeitos para compor a equipe de qualquer escritório de arquitetura. Eles são multitarefas, ávidos por inovações, têm boa formação cultural, preocupam-se com o meio ambiente e dominam amplamente as ferramentas tecnológicas. O problema é que em meio a essas qualidades, a turma que tem entre 20 e 35 anos de idade impõe a seus empregadores uma série de desafios. Driblar a impaciência, a ansiedade, a dificuldade para compreender hierarquia e a baixa tolerância a frustrações são algumas queixas frequentes de quem trabalha com esses jovens.
MENTES VALIOSAS Em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico, as contribuições dos Ys são inegáveis. 'A geração tem uma energia característica da própria juventude, mas também a ousadia para quebrar paradigmas e promover inovações que podem diferenciar a empresa em um cenário de competição', diz Sidinei Oliveira, consultor de empresas e autor do livro Geração Y - O nascimento de uma nova geração de líderes, da Integrare Editora.
Mas é preciso saber estimular e aproveitar esses talentos da melhor forma. 'Trata-se da geração mais educada e informada que o mundo já conheceu', comenta a arquiteta Vera Zaffari, que além de dois filhos, tem dez colaboradores em seu escritório dentro dessa faixa etária. Ela lembra que os Ys, também chamados de geração do milênio, cresceram em uma época de grandes avanços tecnológicos e de prosperidade econômica. 'Eles foram expostos a um novo nível de informação e acostumados a conseguir o que querem sem esforço. Por isso, têm dificuldade para se sujeitar às tarefas subalternas de início de carreira e ambicionam salários altos desde muito cedo', analisa.

Amancio Williams: o diálogo entre o sonho da modernidade argentina e o modernismo internacional dos Ciam

Por: Luiz Florence
Edição 261 - Dezembro/2015
Ilustração: Artur Lopes

O argentino Amancio Williams foi um arquiteto que se destacava do chão, literalmente. Um homem 'preocupado em escapar da gravidade da Terra', como diz o arquiteto argentino Emilio Ambasz, em correspondência com Delfina Galvez de Williams, esposa e sócia de Amancio. Sua carreira como arquiteto começa aos 25 anos, após ter se envolvido, durante três anos, com aviação. E se o avião ensinou Le Corbusier a reinventar sua arquitetura e a reinterpretar o problema da habitação e das cidades, a lição do avião, para o argentino, passa por uma dimensão mais plástica e poética: a busca pelo céu e a leveza estrutural como representações de uma sociedade mais livre, progressista e moderna, em território argentino.
Em uma época em que o país e sua clientela de elite não tinham abraçado por completo a modernidade em arquitetura - como a fizeram, por exemplo, na literatura de Victoria Ocampo, Jorge Luis Borges e Julio Cortázar - Amancio Williams não se desprendeu de seus ideais utópicos de uma sociedade e cidades voltadas a um novo progresso, um novo ideal de sociedade e construção de homem moderno.
A produção de Amancio Williams é única entre seus contemporâneos argentinos pelo alinhamento com as produções do chamado estilo internacional da vanguarda moderna europeia. Enquanto vemos expressões tipicamente historicistas predominando na paisagem argentina, a arquitetura de Williams sempre apontou para um ideal progressista, que acompanhasse sua visão de 'espírito de uma nova era'. Essa visão de país refletida pelo progresso se exprime pelo seu relato sobre a chegada do Zeppelin Graf, vindo da Alemanha, em 1934. Sua descrição não poderia ser mais generosa: o arquiteto era então piloto, e estava destacado para escoltar a grande aeronave. É uma descrição que se aproxima da inspiração de Corbusier ao sobrevoar o território sul-americano, em sua primeira visita, em 1929, e uma influência e inspiração para o revolucionário aeroporto projetado por Amancio Williamns, mas não construído, sobre as águas do rio Prata, em Buenos Aires (1945). 'Nunca me esquecerei: como fundo, à direita de minhas asas prateadas, olhando para cima surgia o precioso Zeppelin, com seus elegantes movimentos contra o céu. Abaixo, o precioso rio da Prata, refletindo a luz prateada da alvorada; a estendida linha da costa do Uruguai, a visão desse país e a sensação de que mais à frente se encontrava o continente sul-americano', descreve Corbusier.

 
 
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