Estudo chama atenção para a falta de mobilidade em Florianópolis

Trajeto casa-trabalho na capital catarinense leva 44 minutos em média; e mortalidade em acidentes é superior à da maioria das capitais, revela estudo de universidade

A estimativa de Florianópolis para 2035 é de 800 m
Estimativa de Florianópolis para 2035 é de 800 mil moradores

A falta de mobilidade urbana em Florianópolis foi um dos pontos que mais preocupantes no estudo Sinais Vitais, que mostra indicadores da qualidade de vida na capital catarinense, apresentado nesta segunda-feira (21) na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).  A cidade é também uma das que tem a mais alta mortalidade no trânsito e que mais pessoas assumem dirigir depois de beber, como mostrou o RBS Notícias.
Os dados do estudo estão divididos em cinco eixos: segurança, mobilidade, saúde, educação e desenvolvimento urbano. Entre as entidades que fizeram o estudo está o movimento Floripa Te Quero Bem. Segundo a organização, um dos maiores problemas foi conseguir os dados atualizados dos órgãos públicos.

Segundo o plano diretor de Florianópolis, a estimativa para 2035 é de 800 mil moradores. Um dos pontos que mais chamou a atenção foi a falta de mobilidade urbana. O trânsito caótico atrasa o desenvolvimento da economia e mata mais do que os homicídios.

Combo 5 livros Josep Maria Montaner Arquitetura e crítica + A modernidade superada + Sistemas arquitetônicos contemporâneos + Arquitetura e politica + A condição contemporânea da arquitetura

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Arquitetura e crítica
O que é a crítica? Quais são seus objetivos e seus significados? Ela tem algum sentido? Este livro pretende responder a essas questões de uma maneira concisa e didática, centrando-se nas relações entre arquitetura e crítica. Esta introdução à crítica arquitetônica fornece o contexto necessário para podermos entender os mecanismos utilizados pela crítica, seus limites e seus objetivos.
A modernidade superada. Ensaios sobre arquitetura contemporânea
Esta coleção de ensaios propõe uma reflexão sobre os conceitos que alicerçaram tanto a evolução quanto a crise da arquitetura moderna. Por meio de nove textos, Josep Maria Montaner aborda alguns pontos-chave do movimento moderno – como o racionalismo, a atitude de ruptura e a vontade de expressividade – para destacar como foram superadas as insuficiências da modernidade, especialmente nos países nórdicos, na Europa mediterrânea, na América Latina e em outros contextos periféricos. Este livro, um dos principais clássicos teóricos para entender o movimento moderno na arquitetura, traz esta nova edição cuidadosamente revisada e atualizada, incorporando, além disso, uma nova introdução e um texto inédito que aborda os problemas de conservação do patrimônio arquitetônico moderno.
Sistemas arquitetônicos contemporâneos
Este livro apresenta-nos uma nova visão da arquitetura contemporânea – desde o início do século XX até o início do século XXI. Tomando como ponto de partida a crise do objeto arquitetônico isolado, enfatiza especialmente as relações entre os edifícios e os valores do espaço público por eles definido. Baseando-se no conceito de sistema, reescreve a história recente da arquitetura segundo a capacidade dessa de desenvolver formas que se adaptem melhor ao contexto. Os exemplos estudados neste livro situam-se na escala comum entre a arquitetura, o urbanismo e a paisagem, naquele âmbito em que a arquitetura configura a cidade, e as obras nele analisadas são de autoria de arquitetos reconhecidos por sua postura intelectual, humanista e contextualizada.
Arquitetura e politica
Arquitetura e política aborda uma das questões-chave da arquitetura contemporânea: a responsabilidade dos arquitetos para com a sociedade. Nestes cinco capítulos -Histórias, Mundos, Metrópoles, Vulnerabilidades e Alternativas- a obra segue um percurso histórico, que abrange desde o papel social dos arquitetos e urbanistas até a atual era da globalização. Por meio de temas como vida comunitária, participação, igualdade de gênero e sustentabilidade, o livro trata tanto das vulnerabilidades contemporâneas como das alternativas já experimentadas. Daí seu subtítulo Ensaios para mundos alternativos.
A condição contemporânea da arquitetura
Hoje, transcorrida uma década e meia do século xxi, já temos o distanciamento suficiente para interpretar a evolução da arquitetura do final do século passado até a atualidade e detectar as características mais evidentes desse período. Neste estudo, que continua a obra Depois do movimento moderno. Arquitectura da segunda metade do século xx (Editorial Gustavo Gili, 2001), Josep Maria Montaner revisa a arquitetura que vai de 1990 a 2015, época que se caracterizou pelo apogeu e a crise da arquitetura entendida como objeto isolado e monumental, de custo exorbitante, e que mostrou o surgimento de alternativas contra o desperdício, a falta de contextualização e a ausência de valores: o renascimento da crítica radical e ativista, a defesa do urbanismo e da arquitetura informais e a intensificação da arquitetura ecológica e sustentável entendida como o bom uso dos recursos.
Josep Maria Montaner (1954) é doutor em arquitetura e catedrático do Departamento de Composição da Escola Tècnica Superior d’Arquitectura de Barcelona (ETSAB-UPC), onde tem codirigido o programa de mestrado Laboratório da Moradia do Século XXI. Montaner já foi professor convidado em diversas universidades da Europa, América e Ásia e é autor de inúmeros artigos e publicações, entre os quais se destacam Sistemas arquitetônicos contemporâneos (2015), A modernidade superada (2011),Arquitetura e política (2014, com Zaida Muxí), Arquitetura e crítica(2014), Del diagrama a las experiencias, hacia una arquitectura de la acción (2014) e A condição contemporânea da arquitetura(2015), todos publicados pela Gustavo Gili. Colaborador habitual de revistas de arquitetura e dos jornais espanhóis El País e La Vanguardia, em junho de 2015 foi nomeado conselheiro de habitação e do distrito de Sant Martí na Prefeitura de Barcelona.

Poli-USP vai construir edifício para testar soluções sustentáveis da construção

Projeto arquitetônico do novo laboratório no Campus Butantã é do Aflalo/Gasperini. Obras devem começar no próximo semestre

Luísa Cortés, do Portal PINIweb


O espaço deve abrigar laboratórios, escritórios, salas de reunião e espaço multiuso. "O edifício em si é a pesquisa, uma vitrine de diferentes tecnologias inovadoras sendo estudadas e testadas simultaneamente por uma equipe multidisciplinar", explicou a arquiteta Diana Csillag, pesquisadora da Poli-USP e encarregada pela gestão do CICS.
A comissão coordenadora do projeto é composta pelos professores Vanderley John, Vahan Agopyan, Francisco Cardoso e Orestes Gonçalves, todos do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Poli-USP.
O projeto arquitetônico original do edifício foi elaborado pelo escritório Aflalo/Gasperini, e a sua construção deve começar no segundo semestre do ano. Ele foi concebido de forma a permitir a flexibilidade para mudanças e substituições de suas partes e sistemas, como fachadas, coberturas, revestimentos e iluminação.
Serão monitorados diversos aspectos do laboratório, como geração e consumo de energia e temperatura. O novo edifício deve substituir o antigo prédio da Poli, no campus da USP no Butantã. O seu orçamento inicial é de R$ 15 milhões.

Também foi revelado que está sendo desenvolvido, no Laboratório de Microestrutura e Ecoeficiência da Poli, um concreto eficiente, com baixo teor de ligante - uma solução de baixo custo para reduzir a emissão de gás carbônico da indústria de cimento. Tal material deve ser utilizado no prédio do CICS como um teste-piloto.

GT Acessibilidade estreia boletim com artigo sobre Desenho Universal

O Grupo de Trabalho do CAU/SP dedicado aos temas da Acessibilidade vai publicar periodicamente um boletim para estimular o debate e divulgar as atividades deste GT.
Nesta primeira edição do Boletim, os integrantes do GT abordam o tema do Desenho Universal  — a projeção e/ou construção de produtos ou ambientes utilizáveis, na maior medida possível, por todos. O artigo busca salientar as diferenças entre os projetos arquitetônicos que já embutem uma preocupação com a Acessibilidade dos projetos que efetivamente usam esse conceito.
“A maior dificuldade entre os arquitetos é o entendimento de que um projeto com Desenho Universal não é aquele que apenas se utiliza das regras contidas nas Normas Técnicas de Acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Muitas vezes, as soluções são inseridas como um band-aid em um projeto. Entender que é um conceito que vai além é projetar para melhorar a qualidade de uso dos ambientes para todos”, avalia o texto produzido pelo GT.

Telha sanduíche oferece proteção e conforto às edificações

Solução pode ser totalmente fabricada em indústrias ou montada no canteiro de obras

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O material isolante das telhas sanduíche é recoberto por duas peças metálicas (Kokliang/shutterstock.com)
Indicadas para projetos que necessitam de elevado desempenho térmico e/ou acústico, as telhas sanduíche também são conhecidas como termoacústicas ou duplas. A denominação vem de sua composição, duas peças metálicas que recobrem o miolo formado por material isolante. A solução pode ser dividida em dois grupos, sendo que no primeiro estão as telhas fabricadas já com todos os elementos integrados e, no outro, ficam aquelas que são entregues com os componentes separados para montagem no canteiro.
“As telhas sanduíche totalmente produzidas dentro de indústrias têm seu isolamento composto por poliuretano (PUR), poli-isocianurato (PIR) ou poliestireno expandido (EPS). Já as do tipo zipadas, moldadas na obra, têm em seu miolo polietileno tereftalato (PET) ou lã de rocha ou de vidro”, afirma o engenheiro Fulvio Zajakoff, vice-presidente de Coberturas Metálicas da Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem).
O revestimento metálico é fabricado a partir de aço galvanizado, alumínio, aço inox ou galvalume – chapa de aço revestido com camada de liga Al-Zn (alumínio e zinco), aplicada pelo processo de imersão a quente, combinando a resistência estrutural do aço à durabilidade do alumínio. A opção mais indicada é justamente o galvalume, por apresentar maior resistência à corrosão atmosférica, elevada refletividade de calor, resistência à oxidação em temperaturas elevadas e melhor aspecto superficial.

EPS pode contribuir para uma construção mais sustentável

O cuidado maior deve ser sempre com a correta reciclagem do elemento, cada vez mais usado na construção civil

 

Uso do EPS na construção é considerado relativamente novo (sima/shutterstock.com)
                                                                                                            Usado como matéria-prima em diversas soluções da construção civil, o poliestireno expandido (EPS) é 100% reaproveitável. Conhecido popularmente como isopor, o composto pode ser classificado como sustentável por diversos fatores, desde que, é claro, seja devidamente encaminhado aos centros de reciclagem.
“O elemento proporciona economia de energia em edificações, pois garante melhor conforto térmico aos ambientes. Além disso, deixa o projeto mais leve, necessitando de menor quantidade de insumos. Esses são exemplos de como o EPS contribui substancialmente para que toda a construção seja mais sustentável”, afirma o engenheiro Albano Schmidt, presidente da Associação Brasileira do Poliestireno Expandido (Abrapex).

Museu do Amanhã deverá receber LEED ouro

Certificação ambiental será resultado das inúmeras soluções sustentáveis presentes no edifício, como redução do consumo de energia em, aproximadamente, 32% e de água em 50%


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Além das soluções em materiais, o projeto buscou reduzir os impactos em seu entorno (Foto: Bernard Lessa)
Inaugurado em dezembro de 2015 no Píer Mauá, região portuária do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã está prestes a conquistar a categoria ouro do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida pelo U.S. Green Building Council (USGBC).
“O museu já nasceu com a vocação de ser sustentável. Desde as fases iniciais de projeto, o objetivo sempre foi conquistar a certificação ambiental”, afirma a arquiteta Danielle Garcia, sócia da Casa do Futuro, responsável pela consultoria de sustentabilidade no Museu do Amanhã.
Essa preocupação com a questão ambiental é extremamente coerente com a proposta do novo espaço cultural brasileiro, disposto a discutir, por meio de exposições e atividades educacionais, questões como "De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde estamos indo? E como queremos viver juntos durante os próximos 50 anos?".
Concebido pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o edifício teve sua construção incluída no conjunto de obras da prefeitura carioca realizadas pelo consórcio Porto Novo, através da maior Parceria Público-Privada (PPP) do país. “Como a construção foi concluída recentemente, agora estamos no período de compilar toda a documentação da obra, para que a certificação ocorra no primeiro semestre de 2016”, comenta Garcia, destacando que o Museu do Amanhã tem como vizinhos outros prédios certificados. “Localizada na frente do museu, a praça Mauá é cercada de edifícios que têm selos de sustentabilidade, como o Museu de Arte do Rio (MAR) que é LEED prata”, completa.

Archidoodle - O livro de esboços do arquiteto

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Este livro é dirigido a todos os interessados em arquitetura, mas em especial àqueles que gostam de desenhar, rabiscar e sonhar com nosso mundo em construção. Ele está organizado em torno de uma série de exercícios de desenho que vão do divertido ao acadêmico, do informativo ao inspirador.
O autor escolheu edifícios e paisagens que pudessem estimular a criatividade para novos designs arquitetônicos e, ao mesmo tempo, ilustrar alguns conceitos que sustentam a arquitetura “moderna”.
Como diz Bowkett: “Este não é um livro sobre como desenhar edifícios, mas sim sobre o que desenhar, e deve ser tratado como um registro pessoal, um caderno de esboços, ou mesmo como base para a criação do seu portfólio […] mas, acima de tudo, deve ser uma grande diversão trabalhar com ele”.
Steve Bowkett é um apaixonado por desenho. Atuou como arquiteto e professor de arquitetura durante 25 anos em diversas escoas e faculdades de Belas Artes. Estudou arquitetura na Royal College of Art de Londres e na Polytechnic de Central London e atualmente é professor catedrático na London South Bank University.
 
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Edited by Allan