Ouvidoria do CAU/BR

Apresentação



O PAPEL

A Ouvidoria é um instrumento de fundamental importância na defesa dos direitos do usuário. O usuário, para a Ouvidoria do CAU é entendido como os Arquitetos e Urbanistas registrados no CAU, interessada ou envolvida nos assuntos pertinentes a Arquitetura e/ou ao Urbanismo.

Seu papel consiste em colaborar com ações internas e externas da Instituição, objetivando o aprimoramento dos serviços prestados aos usuários. A Ouvidoria do CAU se propõe a operar como:

-um canal de diálogo entre o usuário e a Instituição, garantindo-lhe o direito de se manifestar sobre as atividades administrativas por ela desenvolvidas;

-um meio de avaliar o grau de satisfação do usuário com a Instituição e de aprimoramento da qualidade dos serviços oferecidos.


A FINALIDADE

A Ouvidoria do CAU é o setor independente que se reporta diretamente ao Presidente do Conselho, tendo como finalidade contribuir com ações na defesa dos direitos individuais e coletivos dos Arquitetos e Urbanistas junto ao Conselho e no aperfeiçoamento das atividades institucionais destinadas a atender aos usuários.

Compete a Ouvidoria:

-registrar as manifestações dos usuários, com finalidades estatísticas ou de encaminhamento específico;

-acompanhar as providências, buscando articular os meios de soluções;

-contribuir para a melhoria dos procedimentos administrativos, das relações interpessoais de seus colaboradores e usuários;

-recomendar alterações em procedimentos internos, inclusive mudanças em normas e serviços vigentes;

-atuar com transparência, imparcialidade e dar atendimento de forma personalizada;

-incentivar o usuário a manter-se informado sobre as atividades do CAU, participando da sua construção e aprimoramento enviando suas manifestações de denúncias, reclamações, elogios e sugestões.


COMO FUNCIONA

A Ouvidoria ao receber as manifestações pessoalmente ou pelos diversos meios de comunicação registra um protocolo de atendimento, caso necessário, encaminha aos setores competentes, faz um monitoramento, ajuda na busca de soluções e responde ao usuário, no prazo de 5(cinco) dias úteis, dando ciência do andamento ou da resposta ao solicitado.

A Ouvidoria funciona como última instância de acesso ao usuário para o encaminhamento do seu pleito, o encaminhamento via Ouvidoria deverá limitar-se a situações críticas, respeitando as atribuições dos demais setores da Instituição. Apenas serão objeto de atuação da Ouvidoria os assuntos analisados originalmente pelas Unidades competentes e esgotadas as possibilidades de ação por parte delas. As demandas encaminhadas às Unidades serão por estas tratadas sem interferência da Ouvidoria, salvo exceções justificadas pelas partes.

A Ouvidoria, sem função executiva, faz proposições, mediações e articulação.

A busca da Ouvidoria é o aprimoramento no relacionamento do usuário com a Instituição, oferecendo-lhe o acesso às informações sobre suas atividades, assim como serviços disponibilizados pelo CAU, facilitando o exercício profissional.

O almejado aprimoramento contínuo do Conselho passa pelo entendimento e convicção da importância dos trabalhos já executados, entre elas a de instalação do CAU, elaboração de normas, e de Resoluções, feitos com empenho e focado na qualidade dos resultados.


UTILIZAÇÃO DO CANAL DE OUVIDORIA

O canal de Ouvidoria é um sistema informatizado com objetivo de propiciar ao colega e cidadão mais facilidade no encaminhamento de suas demandas junto ao CAU bem como acompanha-la durante seu processamento.

Pata se ter acesso à ele basta clicar em fale coma Ouvidoria na parte superior da tela. Após preencher os campos e finalizar, será gerada uma senha e o número de protocolo com os quais você poderá fazer diretamente o acompanhamento de suas solicitações em tramitação interna bem como os resultado obtidos.

Quando for utilizar o sistema, se houver necessidade de anexar textos, desenhos, imagens, etc, o usuário tem a possibilidade de arquivar documentos nos formatos em pdf, doc, xls, docx, xlsx, odt, ods, limitado a 3MB.

Antes de registrar a sua manifestação junto à Ouvidoria, observe se este é o caminho adequado.

Acesse o canal da Ouvidoria do CAU/BR : http://ouvidoria.caubr.gov.br/

A rua é de todos – Dia do Graffiti no Bixiga

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No dia 7 de Abril, domingo, acontece o Dia do Graffiti no Bixiga, uma data já tradicional para o bairro do Bixiga em São Paulo. A iniciativa é parte do movimento OCUPAÍ BIXIGA, uma organização de moradores e frequentadores da região com o intuito de desenvolver atividades culturais como forma a tornar o bairro um pólo de efervescência cultural. Neste dia, como nas edições anteriores, um mural será transformado por artistas em uma obra coletiva.

A data, criada informalmente em 1988, homenageia Alex Vallauri, um dos pioneiros na arte de rua do Brasil e terá sua 6ª edição no bairro do Bixiga, tradicional em São Paulo. O Dia do Graffiti no Bixiga tem como evento principal a renovação da fachada de um edifício, que configura um mural de 12 por 7 metros, por meio de uma obra coletiva de diversos artistas.

a-rua-de-todos-dia-do-graffiti-no-bixiga_535427_136662829841666_806772485_n-530x210Via Mistura Urbana

Nesta edição, o evento espera receber mais de 3.000 pessoas, reunindo mais de 30 artistas visuais e promovendo shows musicais e ainda outras atividades culturais, tudo de graça.

O movimento OCUPAÍ BIXIGA é uma iniciativa que tem o intuito de transformar toda a região através da promoção de eventos culturais e de atividades que possibilitem a apropriação de seus espaços, buscando o reposicionamento do bairro Bixiga no imaginário paulistano, enfatizando sua importância como pólo de efervescência cultural e cidadã.

Dia do Graffiti no Bixiga
Organização: OCUPAÍ BIXIGA
Período: 7 de Abril, das 12h às 21h
Local: Ruas Treze de Maio e Santo Antonio, Bixiga, São Paulo-SP

Fonte: Britto , Fernanda . "A rua é de todos – Dia do Graffiti no Bixiga" 05 Apr 2013. ArchDaily. Accessed 06 Apr 2013. http://www.archdaily.com.br/107018/a-rua-e-de-todos-dia-do-graffiti-no-bixiga/?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=beddcde606-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email

Fundamentos da Arquitetura Contemporânea / Siegbert Zanettini


                               Escola Panamericana de Arte, 1991. Cortesia Siegbert Zanettini


O objetivo deste texto é trazer elementos que possam contribuir para uma reflexão sobre a contemporaneidade da arquitetura onde abordaremos alguns pontos que fazem parte da conclusão da obra “Razão e Sensibilidade”, texto sistemático que apresentei no ano 2000, para minha Livre Docência na FAUUSP e resultantes das experiências no universo teórico-prático, nas quatro últimas décadas.

A arquitetura por mim praticada nesse período refletiu o quadro cultural de cada momento e resultou da conjunção da razão amadurecida pelas reflexões, pesquisas e teses e da sensibilidade desenvolvida pelas idéias experimentadas em projetos e obras, algumas vezes, aquela fornecendo subsídios teóricos para a conceituação desta, outras vezes esta alimentando ou mesmo questionando as hipóteses daquela.
Esse evolutivo e simbiótico desenvolvimento teórico-prático teve uma condicionante especial: toda a produção se beneficiou com a condição de professor de arquitetura coincidir com a mesma área do trabalho profissional, as duas atividades se completando, embora com papéis distintos, por força de seus objetivos específicos. A crítica, o questionamento, a reflexão sobre cada obra, realizadas no âmbito universitário, alterava caminhos, aproximava experiências, quantificando e sistematizando cada ação. De outro lado, o contato direto com a produção, com a matéria a ser trabalhada, com o testar um novo sistema construtivo, estrutural ou de instalações, indo fundo no fazer, sem simulacros artificiosos e nas condições reais de uso e desempenho, com resultados convincentes, ou às vezes negativos, ratificou acertos e descartou erros, experiências essas que seriam quase impossíveis no âmbito universitário.
Essa especial condição do professor-profissional talvez tenha sido uma condicionante essencial no desenvolvimento de uma visão holística e sistêmica que alicerçou o caminho trilhado na área da arquitetura.
Uma sólida e extensa formação, de quase cinco décadas, resultante do contato pessoal e com a obra de um grupo excelente de professores da Universidade, com sua exemplar postura e sábia orientação ao acesso a uma bibliografia densa, nas várias áreas do conhecimento auxiliou, e muito, a entender os conflitos e contradições conjunturais políticas e ideológicas, a impedir desvios éticos e a resistir ao ganho fácil e às tentações de produzir uma arquitetura de ocasião, estimulada pelos constantes “contos de sereia” das áreas especulativa e imobiliária, principais responsáveis pelo memismo e pela profusão da mediocridade arquitetônica, no lado rico das cidades.
Por outro lado, era ilusão pensar que eu pertencia a um mundo à parte, livre e desvinculado das injunções estruturais e conjunturais, econômicas e políticas do país, onde o desígnio , que acreditávamos estar na esfera de decisão do arquiteto não fosse, como ainda continua sendo determinado pelo capital. A condição material da arquitetura e do urbano que inclui o solo, os edifícios e o mundo dos objetos traduz-se em mercadorias, com o valor de troca sobrepujando-se ao valor de uso, respondendo às determinações do mercado e a serviço do capital, atendendo-o nas suas exigências e necessidades.
Essas condicionantes, exponencializadas em escala mundial no período tecnológico pós-guerra, ou “cibernético-monopolista” no dizer de Andrés Zarankin, da etapa atual do capitalismo globalizante, ditam o que, a quem e como deve ser direcionada a produção material, definindo os contornos e os limites da arquitetura, como seu reflexo e efeito.
Algumas das soluções que seriamente pesquisamos, como ciência e como criação, sofrem, portanto, as injunções de mercado e respondem às suas condições de produtos de consumo. Isso, entretanto, não invalida a produção do conhecimento sobre esta nobre arte de construir, seu avanço de qualidade, maior eficácia no seu desempenho, minimização de patologias e o seu avanço tecnológico, com uma postura progressista e prospectiva em direção a uma nova realidade pela qual lutamos, na qual acreditamos e que há muitos anos perseguimos.
Portanto, trabalhar com correção nas áreas de domínio da arquitetura, com base nos conhecimentos científico e sensível, de uma forma sistêmica que globalize o histórico, o ambiental, o social, o político, o econômico e o tecnológico continua sendo tarefa a perseguir, sem prazo determinado, nesse universo conflituoso, em desequilíbrio e injusto que temos que ultrapassar.
A abordagem proposta procura extrapolar a discussão unidimensional da estética da forma na arquitetura, que perdurou como questão central durante as últimas décadas, em especial nos anos 60 e 70, nos textos de Robert Venturi, Aldo Rossi, Peter Eisenman, Charles Moore, Michael Graves e outros, sobre o desgaste do movimento moderno que “deixou de ser uma causa para se transformar num estilo”, segundo Anatole Kopp, e preparou o caminho para o surgimento do movimento pós-moderno.
Este ao negar a arquitetura moderna e a sua forma de organização do espaço, homogêneo em todas as direções, e nos limites de uma geometria definida e controlada, colocava como oposição o espaço pós-moderno “ambíguo no seu zoneamento e irracional no que se refere à sua relação entre as partes e o todo. Os limites a miúdo não ficam claros e o espaço se estende indefinidamente, sem limite aparente”, segundo Charles Jenks, um dos arautos do movimento.
A par de sua importante contribuição de sacudir o ambiente com críticas à já enfraquecida arquitetura moderna, o arcabouço teórico dessa corrente enfatizava a questão estética da arquitetura e, talvez, resida nisso o seu limite.
Por decorrência dessa limitada e unidimensional crítica, opôs ao “estilo moderno” os demais estilos no seu tratamento plástico-formal, como uma evocação retro-nostálgica e com colagens formais artificiais. Assim aparecem desenhos evocando motivos “Art-Deco”, desenhos geométricos, imitações fabricadas e inspiradas em materiais nobres e soluções em cenários apostos, encobrindo estruturas e com superfícies e revestimentos não vinculados à função.
O desgaste da arquitetura moderna, de um lado, e a superficialidade da arquitetura pós-moderna, de outro, para a qual já se podia preconizar um curto prazo de duração, que permaneceu como resíduo em propostas isoladas, despertou a hipótese de tentar estruturar uma idéia de contemporaneidade na arquitetura.
Alguns pressupostos estimulavam essa tarefa.
Diversas questões ao longo da trajetória intelectual e profissional já vinham sendo experimentadas e davam força à idéia. Por outro lado, um espectro amplo de referências apontava uma parte do caminho já se construindo. Nos mais variados campos, e mais nitidamente nas ciências biológicas, nas ciências ambientais e na área das exatas, nos campos da eletrônica e da tecnologia surgiam avanços notáveis. Nas áreas humanas, inclusive, as contribuições da antropologia, da arqueologia histórica e da arquitetura eram animadoras.
Para melhor compreensão, convém explicitá-las:
1. a arquitetura não mais se limitando a tomar como sua área de domínio a questão do espaço e da estética da forma. A necessidade crescente, que a realidade vem impondo, de mudar de dimensão no seu enfoque com uma abordagem sistêmica da cultura material como também das formas de produção material, no atendimento às novas demandas e necessidades individuais e coletivas.
Esse aumento de complexidade de seu conhecimento e de seu trato vem exigindo uma crescente contribuição interdisciplinar de variadas áreas de especialidade e colaboração cada vez mais ampla de inúmeros intervenientes.
Como decorrência, e talvez a mais próxima, a “re-união” de arquitetos, engenheiros e tecnólogos numa formação e num trabalho mais interativo, face à constatação irrefutável de que essas áreas tratam de um mesmo objeto;
2. as recentes contribuições sobre a noção de lugar e a tomada de consciência da questão ambiental, natural e construída, que explicitam a noção de território – “o espaço do cidadão”- local onde o homem finca as suas raízes na terra em que vive, na comunhão que com ela mantém. Cultura e territorialidade são heranças e também relações profundas do homem com o meio. Daí definirem-se formas próprias e contornos físicos claros que marcam a condição de nacionalidade como herança de modos de vida e de tradições locais e de internacionalidade, enquanto visão de mundo, conceitos aqui emprestados do Prof° Milton Santos;
3. a incorporação de novas áreas científicas e de novas tecnologias, com influências diretas na concepção e na organização dos espaços como a biogenética, a comunicação móvel celular, a visão metabólica da cidade, a informatização da vida cotidiana, a diversificação da matriz energética, entre outras;
4. as exigências crescentes e cada vez mais instrumentalizadas traduzidas em proteções, garantias, certificações, homologações, normas, que garantam qualidade, desempenho, durabilidade, economia e resguardem a integridade do produto, seja edificação ou objeto;
5. a gradativa utilização de tecnologias limpas que avançam no sentido de menos poluição, menos ruído, menos desperdício e menos agressão ao meio ambiente;
6. o desenvolvimento do conhecimento sensível, como por exemplo, no estudo do fenômeno da cor, até há pouco tempo explicado pelo seu aspecto sensitivo, hoje com várias teorias da ciência da percepção, do processo cognitivo e da colorimetria em Berkeley, MIT e Barcelona;
7. as experiências arquitetônicas no exterior que a partir da obra do Centro Pompidou em 77, dos arquitetos Richard Rogers e Renzo Piano, aos quais se juntam Norman Foster, Santiago Calatrava, Jean Nouvel, Bernard Tschumi, Nicholas Grimshaw, Dominique Perrault, I. M. Pey, entre outros, e no Brasil, João Filgueiras Lima e o arquiteto que aqui escreve, colecionam um formidável acervo de projetos e obras, documentadas em textos críticos e publicações que as situam como experiências contemporâneas, cujas referências recíprocas são inevitáveis.
Que princípios norteiam essas obras e as une como uma nova forma de abordagem da arquitetura, de sorte que se possa reconhecer um novo movimento? E que aspectos as separam e marcam as diferenças entre os vários caminhos.
Como resposta alguns pontos merecem ser destacados:
a) respeito ao sítio onde se implantam e aos programas específicos.
“ Na Europa, a modernidade e o quadro histórico pareceu formar uma simbiose muito mais forte que na grande época do modernismo, que buscava impor uma nova ordem. A vida cotidiana dos europeus está submetida à confrontação permanente da tradição e uma rápida evolução. Um dos fatores fundamentais da viabilidade da arquitetura contemporânea é sua capacidade de evoluir na direção da aceitação do passado, mesmo que apareçam novas formas e soluções”….
“ A estética da concepção arquitetônica parece mais e mais sempre ditada, não mais por convenções estilísticas pré-determinadas, mas por fatores ligados ao sítio ou ao programa”….
“ Construir na Europa hoje requer uma tolerância e uma abertura que não convém de maneira nenhuma a um enfoque dogmático. Cada regra conhece suas exceções. A arquitetura atual é antes de tudo a soma dessas exceções. (Jodidio, 1998);
b) os contextos econômicos e políticos vigentes na maioria dos países, dão aos arquitetos múltiplas razões para se inquietar com o futuro, quando se constata uma tomada de consciência engrandecendo a importância da qualidade da construção que entrava a realização de um número mais elevado de projetos inovadores.
Esse procedimento que mais recentemente vem ocorrendo na Europa, no Brasil nos acompanha pelo menos há quatro décadas, com uma arquitetura que em termos de renovação e qualidade construtiva, deixa muito a desejar;
c) uso de novas tecnologias, visando a uma produção qualitativamente mais controlada por processos industrializados, fazendo gradativamente do canteiro de obras o local de montagem. Isso implica numa abordagem sistêmica e planejada de todo o ciclo produtivo da obra na sua totalidade, desde a elaboração de projetos profundamente detalhados e compatibilizados. Não há improvisos ou soluções de obra, como ocorre com frequência na obra tradicional. Daí outro aspecto que as une: a importância do projeto na explicitação da noção de qualidade na cadeia produtiva da construção civil;
d) outro ponto a destacar na questão da contemporaneidade é que cada intervenção no espaço, deve adequar-se ao conhecimento estruturado das ciências humanas. Não se consegue imprimir uma visão prospectiva e de futuro para a arquitetura, sem o conhecimento histórico das experiências formais e espaciais do passado, umbilicalmente ligadas à paulatina evolução das técnicas no tempo;
e) outro procedimento contemporâneo é imprimir ao projeto a visão de processo que nunca se esgota, com o contínuo aprimoramento das linguagens arquitetônicas no uso das tecnologias do concreto, do aço, da madeira, da alvenaria estrutural, da argamassa armada, do solo-cimento e outras tantas, cada uma delas apropriada às condições de trabalho estrutural, às circunstâncias de como se dá a produção de cada sistema em cada região, objetivando a melhor relação custo-benefício;
f) outro aspecto, aparentemente paradoxal, que une as experiências arquitetônicas contemporâneas é a liberdade com que cada arquiteto imprime à sua obra, o que caracteriza as diferenças que toda obra de arte deve ter e onde se expressa a individualidade do criador. E não poderia ser diferente: regiões, lugares, sítios, relevos, climas, programas, tipologias, usos, sistemas construtivos, materiais e tudo o mais, bastante diversos, não há porque engessar formas, com padrões e modelos dogmáticos, materializando mais um “novo estilo”.
Há sim, que haver coerência global no planejamento, no projeto, na fabricação e na execução da obra, de modo a satisfazer as necessidades econômicas, fisiológicas, ambientais e estéticas, direcionadas à razão e à emoção do homem;
g) portanto, uma característica estrutural da visão contemporânea da arquitetura está na conjunção de questões interagentes que ocorrem na produção da arquitetura – homem, lugar, uso, medida, ambiente, técnica, matéria, ciência, tecnologia – enquanto aspectos de um universo objetivo, com o conjunto de variáveis do mundo sensível das idéias e da criação, nessa constante busca da essência, do equilíbrio, do harmônico, do duradouro, com o permanente desafio da busca de excelência estética, econômica e construtiva e no atendimento às satisfações físicas, e psíquicas dos indivíduos que dela usufruem.
A arquitetura contemporânea é o resultado físico-espacial do encontro equilibrado e harmônico entre dois mundos: o racional e o sensível.

Fonte: 
Fracalossi , Igor . "Fundamentos da Arquitetura Contemporânea / Siegbert Zanettini" 04 Apr 2013. ArchDaily. Accessed 05 Apr 2013. <http://www.archdaily.com.br/106915>

III Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído (SBQP) e do VI Encontro de Tecnologia de Informação e Comunicação na Construção (TIC)

Os eventos serão realizados conjuntamente no Campus da UNICAMP em Campinas, SP de 24 a 26/07/2013.
A realização conjunta do SBQP & TIC 2013 é organizada pelos Programas de Pós-Graduação em Arquitetura, Cidade e Tecnologia & Engenharia Civil da UNICAMP com a colaboração do Grupo de Trabalho Qualidade de Projeto da ANTAC e Rede Cooperativa de Pesquisa FINEP-TICHIS. O foco do SBQP & TIC 2013 será a QUALIDADE DE PROJETO NA ERA DIGITAL INTEGRADA discutido no evento dentro dos temas específicos de:

TEMA 01: Desenvolvimento do projeto
TEMA 02: Gestão
TEMA 03: Sustentabilidade
TEMA 04: Integração de sistemas
TEMA 05: A edificação, seu uso e tendências
TEMA 06: Gestão do conhecimento e formação

Coordenação científica
Prof. Dr. Paulo Andery [UFMG]
Coordenador Científico do SBQP 2013

Prof. Dr. Arivaldo Leão Amorin [UFBA]
Coordenador Científico TIC 2013

[+informações: sbqptic2013@fec.unicamp.br]

Acústica em Edificações e Ambiental

A ProAcústica promove "Fórum de Debates" em 24/04/13. O evento promete ser um marco no cenário da acústica brasileira. Participe!

| OBJETIVOS

  • Fórum de Debates sobre a importância e conscientização da qualidade acústica do meio ambiente e das edificações, como fator de bem-estar e de saúde pública;
  • Reunir representantes de toda a sociedade para troca de experiências, avaliação de problemas e soluções relacionados à acústica e ações na busca de melhorias;
  • Envolver o poder público na busca de compromissos e soluções.

Acústica em Edificações e Ambiental

Data | 24/04/13 - 4a feira
Horário | das 14h00 às 19h00
Local | Renaissance São Paulo Hotel - Sala Amazônia
Endereço | Alameda Santos, nº 2.233 - Jardim Paulista - São Paulo/SP 01419-002
Estacionamento | Acesso pela Rua Haddock Lobo (altura do nº 746), esquina Alameda Jaú

IMPRENSA |
Release sobre Fórum - Acesse aqui

PROGRAMAÇÃO | Acesse aqui


VAGAS LIMITADAS |
Para inscrições - Acesse aqui

Realização |


Realização: ProAcústica | Associação Brasileira para a Qualidade Acústica

Fonte: http://www.proacustica.org.br/agenda-de-eventos-congressos-cursos-paletras-sobre-acústica/agenda-de-eventos-nacionais/24-de-abril-dia-internacional-da-conscientização-sobre-o-ruído.-conforto-acústico-é-saúde-para-todo.html

Lançamento do livro–Arquitetura Italiana em Curitiba

O livro foi fruto do Mecenato Subsidiado da Fundação Cultural de Curitiba e foi incentivado pela CAIXA econômica Federal.
Os autores são Ana Carolina Mazzarotto e Fábio Domingos Batista.

Arquitetura Italiana em Curitiba
Fruto de extensa pesquisa realizada pelos arquitetos Ana Carolina Mazzarotto e Fábio Domingos Batista, o livro A arquitetura Italiana em Curitiba traz como tema principal as edificações dos imigrantes italianos na região de Curitiba, entre o período de 1870 a 1930. O objetivo principal do estudo é a preservação de uma me...mória construtiva curitibana que se relaciona com a paisagem de uma cidade em transformação, ainda com fortes características rurais.
Após ampla pesquisa histórica e bibliográfica os autores dividiram o trabalho de execução e produção do livro em três etapas. Na primeira foram analisados os remanescentes da arquitetura do imigrante italiano em Curitiba, especificamente a arquitetura residencial e arquitetura sacra. Também foi pesquisado o Panteão do Cemitério de Santa Felicidade, devido a sua singularidade.
Para a segunda etapa, os autores realizaram estudos na Itália com o objetivo de buscar as referências construtivas existentes no período da emigração. Foi realizado um levantamento na Região do Vêneto, nas cidades de origem da grande maioria dos imigrantes que se fixaram em Curitiba. Este estudo possibilitou a análise comparativa entre a arquitetura produzida na Itália e a arquitetura do imigrante italiano em terras curitibanas, que foi realizado durante a terceira etapa.
O livro proporciona uma visão técnica sobre a produção arquitetônica destes imigrantes e possibilita ao leitor um passeio por uma Curitiba do passado, ainda com traços rurais e com uma população estrangeira em processo de assimilação. Os poucos remanescentes desta ocupação estão hoje presentes em alguns bairros da cidade. São em sua maioria velhos casarões de tijolos, construídos ao longo das antigas estradas rurais. E também igrejas com altas torres sineiras, destacadas do edifício sacro, construídas ao modo vêneto e seguindo a tradição ancestral.

Data: 03 de abrail de 2013

Horário: 20h

Local : Na CAIXA Cultural, R. Conselheiro Laurindo, 280

            Curitiba/PR

Guggenheim disponibiliza 65 Catálogos Online de Arte

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Interior do Museu Guggenheim de Nova Iorque © Scott Norsworthy

O Museu Guggenheim disponibilizou 65 catálogos online de arte. Os catálogos oferecem uma introdução intelectual e visual de antigas exposições e diversos artistas, entre eles Alexander Calder, Edvard Munch, Francis Bacon, Gustav Klimt, Egon Schiele e Kandinsky.

Além disso, entre os catálogos disponíveis, há o precioso: “Sixty Years of Living Architecture: The Work of Frank Lloyd Wright“. Catálogo que apresenta diversos projetos – através de fotos, croquis e textos – do arquiteto que foi um dos ícones do modernismo e responsável pelo desenho do Guggenheim Museum de Nova Iorque. Uma oportunidade única para conhecer projetos não tão famosos de Wright e se encantar mais uma vez por sua obra.

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Imagem do Catálogo Online “Sixty Years of Living Architecture: The Work of Frank Lloyd Wright”. Disponível via guggenheim.org

Para ler virtualmente o catálogo, clique aqui.

Fonte:Delaqua , Victor . "Guggenheim disponibiliza 65 Catálogos Online de Arte" 01 Apr 2013. ArchDaily. Accessed 02 Apr 2013 http://www.archdaily.com.br/102450/guggenheim-disponibliza-65-catalogos-online-de-arte/?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=706c848f76-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email

Cidades Inteligentes será o tema central do Programa de Conferências Expo Urbano 2013

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Seguindo o sucesso da primeira edição, o Expo Urbano dará novamente destaque ao tema Cidades Inteligentes.
Cidades Inteligentes é um novo paradigma na forma de fazer cidades, que exige repensar estratégias, tecnologias, modelos e processos urbanos para responder aos atuais desafios ligados à qualidade de vida, ao equilíbrio do ambiente e eficiência dos recursos naturais. Cidades que desenvolvem e utilizam soluções inteligentes baseadas em tecnologias de informação para conduzir à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Dizem que não há cidades inteligentes sem planejamento, porém entre o mundo teórico e a realidade, os centros urbanos concentram hoje no Brasil uma média de 86,53% da população, de acordo com o levantamento da ONU em 2012. O Brasil de hoje precisa ter ‘mais inteligência’ para se adaptar a esta densidade e ao crescimento que virá.
No formato desta edição o Ministério das Cidades iniciará com uma palestra sobre os projetos e investimentos, seguido da apresentação de três painéis de cidades que mostrarão as iniciativas já tomadas e as lições aprendidas, tais como o Rio de Janeiro, com o “Centro de Operações Rio”, São Paulo, com o EcoManager e Porto Alegre com o projeto que envolve obras e ações para o Orçamento Participativo (OP). A Conferência contará ainda com a participação das empresas presentes no Pavilhão Cidades Inteligentes, abordando soluções e assuntos pertinentes ao conceito.
O Pavilhão Expo Urbano: Cidades Inteligentes será um espaço exclusivo na feira, onde o nome representa mais que um tema abordado, é a essência e o conceito do evento. Nele cada empresa participante terá um estande padrão e uma palestra no Seminário Cidades Inteligentes. Neste momento estamos definindo junto as empresas Siemens e IBM os temas que farão parte do Seminário.
A Siemens é uma líder internacional em desenvolvimento sustentável de cidades e megacidades, com conceitos e soluções para energia, smart grid, mobilidade, edifício verde, sistema de segurança, e sistemas de saúde.
A IBM é uma das maiores empresas de tecnologia da informação do mundo, é líder em soluções completas de TI, que envolvem serviços, consultoria, hardware, software e financiamento. Agora está vivendo um novo momento em sua história, guiando seus negócios pela visão de que a tecnologia pode e deve ser usada para criarmos um planeta mais inteligente.
Relembre os assuntos abordados e os grandes nomes que fizeram parte do Seminário sobre Cidades Inteligentes no Expo Urbano 2012:

    • Panorama de Cidades Inteligentes no Brasil, Secretária Substituta e Diretora de Regulação e Gestão da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana- Isabel Lins
    • Conceito de Cidades Inteligentes, Débora Linhares, BDE - Smarter Cities – IBM
    • Case COR - Centro de Operações do Rio de Janeiro, Alexandre Goldfeld Cardeman - Assessor Especial, responsável pela área de TI do Centro de Operações.
    • Planejamento Urbano, Adriana Figueiredo, LEED GA, Coordenadora de Arquitetura / Sustentabilidade, AECOM Planejamento, Design e Desenvolvimento
    • Mobilidade + Negócios, Frederico Hohagen, Diretor Comercial, Maplink/Apontador
    • Cidades Inteligentes Iluminadas, Peterson Linche e Anderson Mendes , Schreder

Fonte: http://www.expo-urbano.com.br/sao-paulo/Noticias/13_03_Cidade-Inteligente.html

 
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