Codhab abre inscrições de concurso público para o projeto de centro de ensino em Brasília

Edificação ficará no Residencial Parque do Riacho, na região do Riacho Fundo II. Prêmio para primeiro colocado é de R$ 50 mil

Luísa Cortés, do Portal PINIweb

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB-DF) divulgou na última terça-feira (5) o edital para o Concurso Público Nacional de Projetos de Arquitetura e Complementares do Centro de Ensino Infantil (CEI), localizado no Residencial Parque do Riacho, na região do Riacho Fundo II, em Brasília.
Podem participar arquitetos e urbanistas que estejam cadastrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR), em situação regular, em dia com suas obrigações fiscais e residentes e domiciliados no Brasil.
As propostas deverão adotar critérios como valorização da acessibilidade e dos espaços públicos, soluções de conforto térmico e eficiência energética, economia e eficiência na manutenção, viabilidade técnico-construtiva e aspectos plásticos e estéticos.
Os resultados dos projetos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugar e eventuais menções honrosas devem ser divulgados em março. Os prêmios são de R$ 50 mil, R$ 20 mil e R$ 8 mil, respectivamente.

As inscrições podem ser feitas até 19 de fevereiro, pelo site do concurso. Para mais informações, clique aqui.

MASP - Uma Visão Estrutural



O Museu de Artes de São Paulo Assis Chateaubriand, ou simplesmente MASP, é reconhecido internacionalmente pela sua nobreza arquitetônica. Projetado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, é tido como uma das mais notáveis obras da arquitetura nacional.

Imagem do Museu de Artes de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP

Uma das concepções de projeto, quando ainda era considerada cidade
 litorânea de São Vicente para implementação do museu.


Porém, pouco se fala de sua importância para a Engenharia Estrutural Brasileira. Projetado por José Carlos de Figueiredo Ferraz, acadêmico que ocupou a cadeira de estruturas nas principais instituições de ensino do Brasil: Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo,  Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie.

Imagem durante a época de construção, vista da Avenida Paulista

Figueiredo Ferraz foi um dos precursores da protensão no Brasil. Ele utilizou técnicas pioneiras nessa obra como, por exemplo, a injeção de óleo no aparelho de apoio de Neoprene para reduzir o atrito durante o processo de protensão.

Detalhe do aparelho de apoio de Neoprene e Óleo injetado
 entre as vigas inferiores dos pórticos e os consoles

O modelo estrutural é formado por dois pórticos compostos por quatro pilares parcialmente vazados, apoiados em sapatas excêntricas e quatro vigas vazadas em toda sua extensão. Estas últimas, por sua vez, apoiam três lajes, todas elas nervuradas, porém, cada uma com sua peculiaridade.
Imagem da época de construção, vista da avenida 9 de julho

A laje superior é envolta por vigas esbeltas e possui nervuras verticais e no formato "V" ou lajes calha. As nervuras verticais possuem elementos de ligação monolítico que transpassam as vigas de cobertura dos pórticos, essas últimas facilmente reconhecidas pela sua coloração vermelha da arquitetura acabada.
Corte longitudinal que nos dá uma perspectiva geral do esquema estrutural

Já a laje intermediária possui nervuras simples e se apoia monoliticamente às duas vigas principais dos dois pórtico que, por sua vez, se apoiam nos quatro consoles dos pilares, por meio dos aparelhos de apoio de Neoprene e óleo, já descritos.


A laje inferior, com sistema de nervuras executado pelo método "caixão perdido", possui uma das peculiaridades mais interessantes deste empreendimento: tem transmissão indireta indireta de esforços por meio de cabos suspensos nas vigas principais.

Detalhe dos tirantes que suspendem a laje inferior ligados a viga principal

Pontes para pessoas, para aposentar de vez as passarelas

Priorizar o pedestre. Esta a proposta de nosso colaborador em Manaus, que destaca a acessibilidade das pontes, substitutas ideais às ultrapassadas passarelas nas cidades

Ponte sobre o parque Millennium, em Chicago (EUA)
Ponte sobre o Millennium Park, em Chicago (EUA)
créditos: Reprodução

Em Manaus, como em outras cidades brasileiras, as rodovias urbanas vêm sendo construídas cada vez mais. A ideia é facilitar o fluxo exclusivo dos veículos automotores, e a consequência não poderia ser pior: criam-se barreiras de acessibilidade, e uma pessoa se torna um ponto excludente no processo de crescimento urbano. As ruas se transformam em vias expressas e as avenidas em longas rodovias; e a tendência é essa anormalidade crescer como "modelo de progresso". 

Se o planejamento urbano não for repensado, segundo a noção de que as cidades são para pessoas, e não exclusivamente para carros, nunca vamos conseguir solucionar o 'caos urbano'.

Esta discussão nos leva a pensar que podemos projetar no plano do ideal, e conceber algo que garanta à pessoa tornar-se valorizada e figura prioritária na hierarquia da mobilidade urbana. Segundo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal Nº 12.587/2012) os pedestres têm prioridade sobre toda e qualquer obra viária na cidade. Assim, antes de pensar nas 'soluções' para melhorar o fluxo dos carros, é urgente favorecer, sobre todos os aspectos, a segurança do pedestre no seu deslocamento e travessia.

Os melhores desenhos arquitetônicos de 2015

Croqui
Croqui
A representação arquitetônica, tal como a conhecemos hoje, decorre de representação esquemática greco-romana, que foi baseada na observação cuidadosa das formas naturais. O tamanho aparente da composição é determinado pela sua proximidade em relação à cena representada, organizada num contexto de paisagem. Desde então, muitos tipos diferentes de representação têm surgido, a fim de destacar elementos importantes em seu contexto através de técnicas do desenho feito a mão.
Acreditamos que grandes projetos deveriam se expressar por si mesmos. A representação arquitetônica tem um papel fundamental em como um projeto é visto pelo público.
Hoje, o ArchDaily Brasil reconhece os mais incríveis, originais e auto-explicativos desenhos de  2015 com o uso de diferentes técnicas, dos croquis à detalhes axonométricos perfeitamente desenhados e gifs animados.
Saiba mais, a seguir.
No início de 1900, a obra de Frank Lloyd Wright, com curadoria do editor Ernst Wasmuth, foi exposta em Berlim, estabelecendo um precedente para a representação arquitetônica.
O mais interessante sobre o portfólio levantado por Wasmuth é a simplicidade dos desenhos de Wright, que utilizam linhas simples e cores planas devido à impossibilidade de representar os trabalhos nas suas verdadeiras cores. A representação sintética da obra de Wright teve uma grande influência na arquiteturaavant-garde europeia, inspirando, entre outros, Mies van der Rohe.
Atualmente a representação arquitetônica está em constante mudança e em busca de novas possibilidades de representação estética, devido ao rápido desenvolvimento dos meios digitais, tanto em termos de processos paramétricos de projeto como na representação gráfica digital.
O desenvolvimento ocorre tão rapidamente que a ideia de uma técnica absoluta se perdeu, abrindo caminho para uma busca constante de acordo com as habilidades de cada pessoa.
O debate entre o desenho a mão livre e a representação digital permanece aberto, e cada autor deve escolher o método que melhor se adapta a seu processo mental de concepção de espaços arquitetônicos, a fim de tornar o projeto mais didático e para que este consiga transmitir a arte presente nele.
Fonte e artigo completo: Cita: Equipe Editorial. "Os melhores desenhos arquitetônicos de 2015" 08 Jan 2016. ArchDaily Brasil. Acessado 8 Jan 2016.  http://www.archdaily.com.br/br/779958/os-melhores-desenhos-arquitetonicos

A Arquitetura da Estação da Luz, artigo de Beatriz Mugayar Kühl

Professora da USP narra a história do prédio como referências do desenvolvimento de São Paulo


A Estação da Luz é referencial da maior relevância na cidade de São Paulo, caracterizando a área em que está inserida, o bairro da Luz. O edifício foi vítima, no último dia 21 de dezembro, de um segundo incêndio de grande porte – o primeiro foi em 1946 – que, além de afetar parte significativa do prédio, resultou, tragicamente, na morte de um brigadista, Ronaldo Pereira da Cruz.

Os significados e implicações da Estação da Luz são muito numerosos; ainda no rescaldo dessa tragédia cultural e humana, cabem algumas linhas sobre um dos aspectos relacionados à estação: sua arquitetura. Dados da época da construção do edifício – na revista The Building News –, apontam como autor do projeto o britânico Charles Henry Driver (1832-1900), algo corroborado pelo obituário do arquiteto, publicado em The Builder, que mostra sua expressiva atuação em obras de caráter público e ligadas à arquitetura ferroviária.

A atual estação da Luz foi a terceira a ser erigida pela São Paulo Railway (SPR) no bairro. O edifício inicial datava da época do estabelecimento da linha, a primeira a ser construída no Estado de São Paulo, ligando o porto de Santos a Jundiaí, inaugurada em 1867. Essa construção foi ampliada nos anos 1870, mas, por sua vez, também se tornou insuficiente para atender ao crescente movimento. Uma edificação maior, mais portentosa e completamente nova foi iniciada no local em 1895 e inaugurada oficialmente em 1 de março de 1901, quando já estava em funcionamento.

Há vários aspectos a ser evidenciados em relação ao edifício. Sua composição é retangular, com seu lado maior disposto de modo paralelo às vias, com dois corpos: o administrativo e de acolhimento ao público, e o das plataformas, cobertas por estrutura metálica. A composição apresenta uma dicotomia comum nas construções ferroviárias do século XIX. Por um lado, há o suntuoso edifício administrativo, de alvenaria de tijolos, que segue padrões do ecletismo e que desempenha papel representativo para atestar a importância da companhia na cidade; por outro, há o espaço utilitário das plataformas, coberto por estrutura metálica, expressão das mais emblemáticas do processo de industrialização e sua repercussão na arquitetura. O conjunto é harmonizado pelo tratamento coerente dado às fachadas perimetrais, com uso extenso da alvenaria de tijolos aparentes e com torreões que delimitam os ângulos da composição, tanto do edifício administrativo, quanto do bloco das plataformas.

Foto de 1925

As vias, que são rebaixadas em relação ao nível da rua, foram cobertas por estrutura de grande porte, com armações curvas de treliça metálica, complementadas por peças de ferro fundido, cobertas por telhas de zinco, e encimada por um lanternim. A estrutura – que foi projetada e fabricada na Grã-Bretanha com a participação de várias firmas, tanto de engenheiros consultores, como de fornecedores – vence vão de cerca de 39 metros, com comprimento de 150 metros. Pela primeira vez em São Paulo as plataformas, e toda a composição, ficavam completamente abrigadas sob uma cobertura única. Esse tipo de solução deriva de experimentações feitas ao longo do século XIX, em que se procurava otimizar a circulação dos complexos ferroviários, fazendo com que se mesclasse o menos possível os movimentos de embarque e desembarque de passageiros, bagagens e mercadorias, e que o trajeto fosse curto. Uma grande área coberta, sem pontos de apoio que obstruíssem a circulação era essencial para o bom funcionamento. A cobertura das plataformas da Estação da Luz é devedora desse processo, sendo a expressão de uma estética funcional, enquanto o edifício administrativo recebeu tratamento formal mais ostentatório e consoante a padrões do ecletismo vigentes na época.

A parte administrativa era organizada a partir de um grande hall – que é o principal acesso às plataformas – , marcado pelo corpo que sobressai na parte central da composição, no qual se articulam as duas alas do edifício (leste e oeste). Outro elemento que se destaca é a torre do relógio – tema que adquiriu importância crescente na arquitetura ferroviária – que se eleva a cerca de 60 metros acima dos trilhos, com um mostrador de 3,30 metros de diâmetro, sendo, portanto, na época da construção, visível em várias regiões da cidade. A fachada é assimétrica: ladeando o corpo central, na parte leste, há um torreão pouco mais baixo do que o corpo central, enquanto no lado oeste, predomina a alta torre do relógio.

Driver fez uso de elementos compositivos de procedência variada. O corpo central tem coroamento com origens em tratados do renascimento italiano; do mesmo modo, os vãos do primeiro pavimento são organizados essencialmente através de “serlianas”, enquanto a cobertura de inclinação acentuada, com partes amansardadas, é calcada no classicismo de origem francesa. A fachada tem forte marcação vertical e horizontal feita por pilastras e cornijas, revestidas com argamassa com colorantes, que davam um tom acinzentado (antes da última pintura concluída em 2004). Esses elementos representam a “ossatura” da composição, associada às partes de tijolos aparentes, que são o “complemento”, com tonalidade diversa, tipo de composição que retoma a diferenciação cromática entre ossa e complementa, com raízes na arquitetura clássica e muito explorada do Renascimento em diante.

Foto de 1950

Os tijolos assumem grande relevância, tanto por fazer parte do sistema de sustentação do edifício, quanto por seu papel na composição. Não vieram da Inglaterra, mas foram fabricados em São Paulo, que naquele período contava com olarias mecanizadas, segundo as informações constantes do relatório do engenheiro residente da SPR em São Paulo, Daniel Mackinson Fox. A identidade e integração dos vários elementos se dá pelo emprego de linguagem coerente no complexo, que tem sua expressividade baseada na utilização, com êxito, de materiais industrializados, sobressaindo o tijolo, o ferro e o vidro, seguindo padrões comuns a estações britânicas da era vitoriana, com interpretações para o caso específico.

A estação sofreu poucas alterações até 1946, quando, às vésperas do término do contrato de cessão da linha e de sua encampação pelo Governo Federal, ocorreu um incêndio que afetou o edifício administrativo, atingindo sobremaneira sua ala leste e o saguão central, assim como o incêndio do último dia 21, que afetou trechos semelhantes. Pelas informações até agora disponíveis, a torre do relógio, assim como no incêndio de quase 70 anos atrás, foi o elemento de contenção do fogo.

Os trabalhos de reconstrução estenderam-se de 1947 a 1951 e consideráveis modificações foram feitas, entre elas o acréscimo de um andar na ala leste. A estação passou depois por sucessivas reformas de pequeno porte e trabalhos de manutenção, além da construção de alguns anexos sem comprometer sua integridade. Mais recentemente (2004-2006), sofreu transformação vultosa, que afetou de forma mais incisiva a parte reconstruída, para funcionar como Museu da Língua Portuguesa, projeto de Paulo e Pedro Mendes da Rocha.

Antes da intervenção feita a partir do ano 2000

A Estação da Luz – pelas especificidades e qualidades de sua construção e composição, algo atestado até pelo fato de ser tombada nas esferas Federal, Estadual e Municipal; pela sua importância como marco da cidade, sendo, desde sua construção, um dos elementos caracterizadores da região e referencial da cidade; pela importância do ciclo econômico ao qual está vinculada e pelas consequências posteriores do ciclo cafeeiro para a transformação econômica do Estado e para sua industrialização em maior escala; pelo papel simbólico associado às ferrovias de ligação e articulação com o mundo exterior; pelo aspecto afetivo das numerosas famílias de ferroviários que mantêm essa identidade; pelo grande número de usuários que dela dependem para sua locomoção; pela escassez de edifícios daquele período de tal qualidade numa cidade que não poupou suas edificações no processo de transformação – pode ser considerada uma grande criação, depositária de numerosas estratificações do conhecimento e da memória coletiva.

Qualquer intervenção que nela seja feita deve, portanto, ser pautada pelo rigor dos procedimentos, levando em conta seus aspectos documentais, morfológicos, sua materialidade, suas várias estratificações e seus aspectos memoriais e simbólicos, valorizando-a como suporte físico do conhecimento e da memória para continuar a desempenhar papel da maior relevância na cidade de São Paulo.

Beatriz Mugayar Kühl é arquiteta, formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), com especialização e mestrado em preservação de monumentos pela Katholieke Universiteit Leuven, Bélgica, e doutorado pela FAUUSP. Desde 1998 é professora do Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da FAUUSP. E-mail: bmk@usp.br

Algumas Referências bibliográficas: 

CYRINO, Fábio R. Pedro. Ferro e argila. A história da implantação e consolidação da empresa The San Paulo Railway Company Ltd. através da análise de sua arquitetura. São Paulo: Landmark, 2004.

KÜHL, Beatriz Mugayar. Arquitetura do ferro e arquitetura ferroviária em São Paulo: Reflexões sobre a sua Preservação. São Paulo: Ateliê / FAPESP / Secretaria de Estado da Cultura, 1998.

MAZZOCO, Maria Inês Dias; SANTOS, Cecília Rodrigues dos. De Santos a Jundiaí: nos trilhos do café com a São Paulo Railway. São Paulo: Magma, 2005.

OBITUARY. Mr. C. H. Driver. The Builder, Londres, p. 423-424, 10 de novembro, 1900.

FOX, Daniel Makinson. Description of the Line and Works of the Sao Paulo Railway in the Empire of Brazil,Minutes of Proceedings of the Institution of Civil Engineers, Londres, v. 30, p. 29-77, 1870.

RAILWAY Station at São Paulo, Brazil. The Building News, Londres, v. 80, p. 5, 1901.

TOLEDO, Benedito Lima de. São Paulo três cidades em um século. São Paulo: Cosac & Naify, 2004.


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Baixe a versão digital do Manual do Arquiteto e Urbanista

Baixe a versão digital do Manual do Arquiteto e Urbanista
O Manual do Arquiteto e Urbanista, um guia para a vida profissional inspirado no Almanarq, publicação produzida pela Federação Nacional dos Arquitetos (FNA) pela última vez há 17 anos, foi lançado nesta terça-feira (15/12) pelo CAU/BR em Brasília. A primeira tiragem impressa é de 2.000 exemplares, com distribuição gratuita a ser realizada pelos CAu/UF a partir de 2016. Com informações claras sobre as normas e leis que orientam o exercício da Arquitetura e do Urbanismo, o material já está disponível para download gratuito

A secretaria de Mobilização e Inserção Profissional da FNA, Laisa Eleonora Stroher, explica que o manual dos Arquitetos tem como objetivo reunir vários conteúdos que influenciam o exercício profissional dos arquitetos - leis trabalhistas, regulações profissionais, leis urbanísticas - de forma simples e sintética, visando orientar, especialmente, os arquitetos e arquitetas recém formados. "A FNA ficou muito feliz por participar desse processo, que foi fruto de um trabalho coletivo de várias entidades que, durante um ano, revisaram o Almanarq publicado pela FNA em 1998", destaca.

A publicação resultou de um trabalho conjunto das entidades de arquitetura e Urbanismo ligadas ao Colegiado Permanente das Entidades Nacionais dos Arquitetos e Urbanistas (CEAU), composto pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) e a Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), com a colaboração da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA). 

Em 112 páginas, as principais informações que dizem respeito à prática legal da Arquitetura e do Urbanismo no Brasil desde o ensino, passando pela legislação trabalhista e até as normas que regem o bom execício profissional, como o Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), o Código de Ética e Disciplina dos arquitetos e Urbanistas e as Tabelas de Honorários de Serviços de Arquitetura e Urbanismo. Há ainda informações sobre Salário Mínimo Profissional, Normas da ABNT e legislações urbanas e ambientais. As ilustrações são do cartunista Paulo Caruso, arquiteto e urbanista por formação.


RIBA anuncia novo prêmio internacional de arquitetura global

Imagem: Philip Vile
Royal Institute of British Archtects (RIBA) anunciou o lançamento de seu novo prêmio de arquitetura global para o "melhor novo edifício do mundo"; a honraria se chamará RIBAInternational Prize. Aberto para arquitetos de todo o mundo, o novo prêmio será concedido a um edifício que "apresente um projeto inovador e visionário e, ao mesmo tempo, contribua de forma distinta com seus usuários e contexto físico."
O vencedor será escolhido por um júri presidido por  Richard RogersKunlé Adeyemi, and Philip Gumuchdijan e composto por outros membros notáveis. Rogers saudou  o prêmio, dizendo: "Estou muito feliz por presidir o júri do primeiro RIBA International Prize e estou ansioso para descobrir como a arquitetura está reagindo para resolver as questões colocadas pelas demandas de uma comunidade global."
RIBA International Prize é o novo prêmio mais importante da história do RIBA. Saiba mais sobre ele e faça sua inscrição aqui.

São Paulo será sede de grandes eventos de arquitetura

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Crédito/fonte da foto: Getty Images

Após o ano do centenário de dois marcos da arquitetura brasileira (Vilanova Artigas e Lina Bo Bardi)2016 será um ano especial para os apaixonados por construção e arte.
Três dos grandes eventos que ocorrem anualmente no mundo da arquitetura e urbanismo serão sediados na capital de São Paulo.
Para você não os perder e incluí-los na sua programação, informamos a você com antecedência. Confira!

11° Bienal de Arquitetura de São Paulo
Marcada para outubro desse ano, a bienal foi adiada para maio do ano que vem. Durante o mês de maio vai ocupar importantes espaços públicos de toda a cidade com exposições e instalações. Sempre com o intuito de refletir a arquitetura contemporânea, a 11° edição tem curadoria do arquiteto Guilherme Wiski.

Latin America in Construction: Architecture
A famosa Oca, no Parque Ibirapuera, recebe a maior exposição de arquitetura latino-americana, e que já foi realizada pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA). Os trabalhos de figuras ilustres como Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Paulo Mendes da Rocha, Vilanova Artigas, Gregori Warchavchik, Lina Bo Bardi e Affonso Eduardo Reidy integram o projeto.

Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo
O parque do Ibirapuera ainda receberá outro evento. Inédito na capital paulista, O Pavilhão Ciccillo Matarazzo – conhecido como Pavilhão da Bienal – projetado por Oscar Niemeyer, sediará apresentações de projetos, exposições de trabalhos acadêmicos e discussões. A edição terá a presença dos arquitetos espanhóis Ángela García de Paredes e Ignacio García Pedrosa como comissários do evento. O Departamento de São Paulo do Instituto de Arquitetos do Brasil também auxiliará nas atividades.

As datas dos dois últimos eventos ainda não foram divulgadas.

Fonte (texto): Galeria da Arquitetura



 
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