Divulgados os vencedores do concurso que pretende revitalizar a Praça Feira-Mar

Chamada pública trouxe projetos para uma obra pública

Praça Feira-Mar
Equipe do projeto vencedor é de Porto Alegre. Autores: Elisa Martins, Bernardo Magalhães, Camila Thiesen, Cássio Sauer e Diogo Valls.
Foram divulgados os projetos ganhadores do Concurso de Ideias de Arquitetura que pretende revitalizar a Praça Feira-Mar (Praça Romildo Gonçalves Pereira), em Antonina, no litoral do estado. A sessão solene para a revelação do resultado foi realizada na noite desta sexta-feira (dia 1º) na Sala João Batista Vilanova Artigas – o auditório da sede do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), em Curitiba.

Promovido pela Associação de Defesa do Meio Ambiente de Antonina (ADEMADAN) e viabilizado pelo Edital de Chamada Pública de Apoio Institucional do CAU/PR, o certame recebeu 32 propostas realizadas por arquitetos e urbanistas de diferentes regiões do país – individualmente ou em grupo – com memorial descritivo ou texto explicativo, plantas, croquis e perspectivas do projeto.

“A arquitetura é um trabalho intelectual que deve ser contratado pelo critério de qualidade e a maneira mais democrática de realizar esse processo é o concurso público. Por isso, para o CAU/PR foi muito importante patrocinar este certame”, afirmou o presidente do Conselho, Jeferson Dantas Navolar.

Cerimônia de Premiação
O presidente do CAU/PR, Jeferson Dantas Navolar, participou da mesa de abertura da sessão solene que divulgou o resultado do Concurso de Ideias de Arquitetura.
Já a diretora técnico-científica da ADEMADAN, Eliane Beê Boldrini, ressaltou a atuação dos arquitetos e urbanistas no planejamento urbano. ” O centro histórico de Antonina é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e a Praça Feira-Mar está dentro de uma unidade de conservação. A experiência do concurso foi fantástica e os moradores conseguiram perceber a importância desses profissionais para a cidade, que apresentaram soluções com cuidados inclusive para a questão da sustentabilidade do local”.

Fonte e informativo completo:  http://www.caubr.gov.br/?p=57754

Estudante da PUCRS ganha Prêmio José Albano Volkmer, do IAB-RS

Proposta de Pedro Terra Oliveira mostra uma possível requalificação da área central da cidade gaúcha de Mostardas

Da redação da PINIweb
O Departamento do Rio Grande do Sul do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS) divulgou na última semana os vencedores do Prêmio José Albano Volkmer, que reconhece o melhor Trabalho Final de Graduação (TFG) produzido em 2015 por formandos das faculdades de arquitetura e urbanismo do Rio Grande do Sul. A premiação recebeu a inscrição de 33 projetos.
O grande ganhador foi o trabalho “Infraestrutura da Paisagem - Valorização Cultural e Turística de Mostardas/RS”, de autoria de Pedro Terra Oliveira e orientação a arquiteta Maria Dalila Bohrer, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Segundo Oliveira, a ideia de seu projeto é mostrar uma possível requalificação da área central da cidade, através da integração e normatização da ocupação, ajustando as relações entre espaços abertos e espaço construído, além de regulamentar as relações das fachadas com os espaços públicos.

“O projeto propõe inserções respeitosas nas áreas de preservação como o Parque da Lagoa do peixe, buscando contribuir na valorização da observação das aves, e ainda proporcionar às pessoas um bom momento de lazer com as práticas de esportes e trilhas”, explicou o vencedor.

Edifício que será o mais alto da região Centro-Oeste passa por ensaio em túnel de vento no IPT

Arranha-céu terá 52 pavimentos e 175 metros de altura no bairro Nova Suíça, em Goiânia

Luísa Cortés, do Portal PINIweb

O Centro de Metrologia Mecânica, Elétrica e Fluidos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que abriga o túnel de vento de camada limite atmosférica, realizou uma série de ensaios sobre esforços de vento para o projeto do Kingdom Park Residence, um edifício de 175 metros de altura. O arranha-céu da Sim Engenharia e Empreendimentos será o mais alto da região Centro-Oeste.
Divulgação: IPT
A edificação, localizada no bairro Nova Suíça, em Goiânia (GO), é formada por uma torre única de 52 pavimentos, que incluem dois subsolos, térreo, dois mezaninos (garagem e área de lazer), duas coberturas duplex e 45 pavimentos tipo.
De acordo com Gabriel Borelli Mertins, pesquisador do IPT, a construção de edifícios cada vez mais altos implica em uma série de cálculos na concepção estrutural, como os ensaios em túnel de vento que determinam a ação do vento das fachadas e na cobertura das edificações. “Os ensaios na edificação foram realizados a fim de fornecer os coeficientes de pressão”, afirma Mertins. “Estes testes permitem prever o comportamento da estrutura face aos efeitos do vento de maneira mais próxima da realidade, levando em conta o formato do prédio, a topografia e as construções existentes no entorno”, continua.
Para a execução dos ensaios, foram simuladas as características do vento no bairro em que o edifício será construído. A referência para os testes foi a norma NBR 6123, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ela estipula as condições exigíveis na consideração das forças devidas à ação estática e dinâmica do vento, para efeito de cálculo de edificações.
Pela norma, a rugosidade do terreno é classificada em cinco classes e o terreno escolhido para a construção do conjunto residencial foi considerado como pertencente à categoria IV. Isso significa que é coberto por obstáculos numerosos e pouco espeçados, em zona florestal, industrial ou urbanizada.

Cidades dispersas dificultam a ascensão social de moradores das zonas periféricas

 

Com o crescimento das cidades, zonas desconectadas dos centros urbanos se tornaram comuns – consequência da expansão desordenada e da falta de planejamento. A perspectiva de aumento exponencial da população urbana no mundo inteiro enfatiza a importância de voltar o planejamento urbano à conexão, com redes de transporte sustentável que permitam aos habitantes o acesso à própria cidade. Afinal, nos últimos anos, a experiência prática e científica tem ressaltado os impactos positivos e negativos, bem como diretos e indiretos, da dispersão urbana e da forma como se acessa as áreas metropolitanas.
Favela em Pachuca, México - (GoVeganGo - WikiCommons - CC)
Favela em Pachuca, México – (GoVeganGo – WikiCommons – CC)
No Brasil, o ritmo do crescimento populacional foi um fator determinante para que a dispersão ocorresse. O que, segundo este estudo sobre a urbanização dispersa e a mobilidade no contexto metropolitano da cidade de Natal, impediu a melhoria da qualidade de vida de parte da população ao mesmo tempo em que criou injustiça social. Causando, dessa forma, “a superexploração da força de trabalho, aumentando, assim, a segregação socioespacial da população citadina, impedindo o acesso aos bens de consumo produzidos na cidade e dificultando o acesso à própria cidade e ao uso de bens, serviços e espaços público”, afirma a pesquisa do sociólogo Ricardo Ojima, do arquiteto Felipe Ferreira Monteiro e do geógrafo Tiago Carlos Lima do Nascimento.
A dispersão de uma cidade não é caracterizada apenas pelo uso do solo, mas pelas características e o contexto social de seus cidadãos. A conclusão do estudo citado anteriormente enfatiza que as políticas urbanas deveriam seguir princípios que favoreçam uma visão integrada e sistêmica da cidade para o indivíduo, para que se recupere a função social dela. Dessa maneira, o descompasso entre o espaço de vida urbano e o espaço de vida social seria atenuado.

Dicotomia centro-periferia/rico-pobre

A valorização imobiliária das áreas centrais em detrimento das periféricas resulta no direcionamento da população de renda mais baixa em direção aos bairros afastados, onde a moradia tem custo menor. No entanto, conforme ressalta a publicação do WRI Brasil Cidades Sustentáveis,Desenvolvimento Orientado pelo Transporte Sustentável – DOTS, essa dinâmica resulta em uma precária atenção às necessidades básicas da vida urbana para essas áreas. Em linhas gerais, o DOTS destaca como a promoção de um crescimento mais compacto, conectado e coordenado das cidades é fundamental para o acesso a serviços, trabalho, educação e lazer, e estabelece um conjunto de “recomendações concretas de desenho urbano e gestão de fácil compreensão e implementação baseadas nos elementos da mobilidade sustentável, aplicáveis em projetos novos ou de renovação urbana”.

Como o comportamento das pessoas afeta o tempo perdido no transporte coletivo

  


Metrô em São Paulo (Foto: Mariana Gil / WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
Metrô em São Paulo (Foto: Mariana Gil / WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
Aquele clássico pedido de “um passinho a frente, por favor”, que tantas vezes vem do cobrador do ônibus, pode realmente fazer a diferença no dia a dia de quem usa o transporte coletivo. Assim como medidas públicas devem ser tomadas para melhorar os serviços para as pessoas, os próprios usuários também precisam pensar em seu comportamento na hora de compartilhar o espaço.
Em Londres, por exemplo, algumas tradições começaram a ser revistas. Com sobrecarga de usuários no metrô, cujo número de passageiros aumenta 4% ao ano, é comum ver estações lotadas. É o caso da estação de Holborn, que recebe 56 milhões de passageiros por ano e que tem escadas rolantes de 23,4 metros.
É lá que está sendo feito um estudo para incentivar as pessoas a utilizarem os degraus das escadas rolantes lado a lado nos horários de pico. Assim, todo o espaço seria preenchido, questionando a tradição de deixar o lado esquerdo livre para quem quiser passar, o que causaria filas e obstruções no fluxo de passageiros.
O teste, realizado durante três semanas, concluiu que o congestionamento é reduzido em 30% com a medida. Ou seja: ocupar bem o espaço pode reduzir a espera e melhorar a experiência dos usuários.
E esse é apenas um exemplo. Outras atitudes, como a de esperar que as pessoas saiam dos vagões antes de tentar entrar também serve para manter o processo em ordem. Afinal, é muito mais fácil ocupar um espaço que já está vazio do que disputa-lo.
Uma imagem da internet ajuda a explicar de maneira fácil:
Reprodução

Azulejaria de Belém do Pará ganha destaque em publicação

Azulejaria em Belém do Pará - Inventário - Arquitetura Civil e Religiosa - Século XVII ao XX


Ao contemplar a beleza da capital paraense é possível deslumbrar-se com a variedade de cores, desenhos, texturas e tamanhos dos seculares azulejos que constroem a narrativa histórica e cultural da cidade. Destacando a riqueza e a diversidade dessas peças que decoram as fachadas das edificações de Belém, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lança o livroAzulejaria em Belém do Pará - Inventário – Arquitetura civil e religiosa – Século XVII ao XX. O pré-lançamento ocorrerá no dia 06 de julho, durante o Seminário Belém 400, na sede do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), no Rio de Janeiro (RJ). 
Azulejaria de Belém do Pará  
Inspirado no inventário da Azulejaria de Belém do Pará, o livro Azulejaria em Belém do Pará - Inventário – Arquitetura civil e religiosa – Século XVII ao XX, publicado em comemoração aos 400 anos da fundação de Belém (PA), é a súmula do banco de dados levantado por três gerações de servidores e profissionais do patrimônio cultural, sob a influência e orientação dos seus idealizadores e pioneiros, os arquitetos Pedro e Dora Alcântara, em 1971. 
De autoria de Dora Monteiro e Silva de Alcântara, Stella Regina Soares de Brito e Thaís Alessandra Bastos Caminha Sanjad, a publicação permite uma visão de conjunto sobre a evolução da azulejaria em Belém, e fortalece “a convicção de que o azulejo, uma das heranças dos colonizadores portugueses, marca as etapas da história do Brasil em diferentes pontos de seu extenso território. E que com sua linguagem colorida, feito de barro esmaltado, tornou-se um documento digno do nosso apreço”, destaca Dora Alcântara.
Elaborado a partir da identificação de técnica de decoração dos azulejos, o livro também traz planilhas com tipologias dos padrões e guarnições, revelando a diversidade e padrões da azulejaria da cidade.
Aplicativo também apresenta azulejos de Belém  
Além da publicação que promove e destaca a relevância da azulejaria para arquitetura civil e religiosa de Belém, um grupo de pesquisadores do núcleo de pós-graduação em Ciência da Computação da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveu o software nomeado como Azulejar, que mapeou 20 pontos da cidade e apresenta dados sobre história, fabricante, origem entre outros. 
O objetivo é divulgar o Patrimônio de Belém por meio de uma narrativa que desperte no público o sentimento de apropriação deste importante acervo, visando a preservação deste patrimônio cultural. Os textos foram elaborados pela professora Mariana Batista Sampaio, que contou com a ajuda do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Pará (Iphan-PA) na pesquisa.
O patrimônio de azulejos em Belém conta com peças dos séculos XVIII, XIX e XX que passam pelos períodos Barroco, Neoclássico, Art nouveau, Art déco, Modernismo até acervos contemporâneos dispostos em igrejas, palácios e residências. Por meio deste acervo é possível contar a história da cidade, onde os azulejos são documentos importantes que possibilitam narrativas sobre os modos de vida de cada época. 

A resiliência climática urbana como parte essencial do desenvolvimento das cidades

  

(Estação de ônibus próxima ao Mercado Público de Porto Alegre. Foto: Benoit Colin/WRI)
(Estação de ônibus próxima ao Mercado Público de Porto Alegre. Foto: Benoit Colin/WRI)
Lar de mais de metade da população do mundo, as cidades estão entre os lugares mais vulneráveis aos impactos de um planeta mais quente. Porém, em muitos sentidos, elas ainda não estão equipadas para lidar com os desafios trazidos pelas mudanças climáticas.
Enquanto mais de 450 cidades se comprometeram a reduzir as suas emissões, como parte doCompacto de Prefeitos, poucas áreas urbanas têm planos de adaptação ou resiliência estabelecidos. Mesmo em cidades com iniciativas de adaptação, em muitos casos esses planos são tratados como algo separado, não integrado ao núcleo de decisões do planejamento das cidades, como o transporte e uso do solo.
Por isso o 100 Resilient Cities (100RC) e o WRI Ross Center for Sustainable Cities estão se unindo para ajudar as cidades a enxergar o planejamento urbano pelo olhar da resiliência. A parceria serve para garantir que as cidades podem construir resiliência desde a sua base, aprendendo com os sucessos de adaptação dos seus pares e incorporando a adaptação nas operações da cidade e nas decisões de planejamento. A parceria também funciona para abrir rotas para financiar projetos de resiliência climática nas cidades.
Já é possível ver algumas cidades liderando esses dois assuntos, oferecendo lições poderosas para outros centros urbanos. Veja:
Tornando a resiliência mainstream
Um planejamento cuidados e com um olhar sobre o clima pode fazer uma cidade mais resiliente. A resiliência é necessária não apenas para a adaptação às mudanças climáticas, mas para manter a integridade social, econômica e de infraestrutura das cidades.
O planejamento da adaptação e da resiliência não atingirá os impactos pretendidos se forem considerados problemas menores. Em vez disso, essas medidas precisam se tornar parte da narrativa regular das cidades, incorporando projetos adaptados localmente em todos os aspectos do desenvolvimento urbano, desde o planejamento do uso do solo até decisões na área de transporte e habitação.
Porto Alegre é uma cidade que já está alcançando progressos nessa área. O município lançou umaEstratégia de Resiliência para integrar esse conceito em todos os aspectos do planejamento. Construído com o suporte do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, Porto Alegre também desenvolveu uma estratégia integrada de resiliência, com objetivos como a melhoria da regularização fundiárias, aumento do acesso a opções de mobilidade sustentáveis, e a inclusão do orçamento participativo.

Três cidades brasileiras dão exemplo de priorização aos pedestres

 

(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
Todos somos pedestres. Alguns de nós durante poucos instantes do dia, outros por horas. Por opção ou por necessidade, 22% da população brasileira se desloca exclusivamente a pé até seus destinos diários. Esse número poderia ser ainda maior se as condições para a prática fossem mais favoráveis nas nossas cidades. Boas iniciativas devem, no entanto, ser contadas e replicadas. São Paulo, Curitiba e Joinville merecem ser lembradas pela adoção de políticas que incentivam o caminhar.

Em São Paulo, reduções de velocidade e ruas remodeladas

Mudanças na forma com que a cidade promove a mobilidade são determinantes para a segurança dos cidadãos. Uma das medidas importantes para isso, que pode ser vista em prática em São Paulo, é a redução do limite de velocidade nas vias urbanas. A legislação brasileira ainda permite que veículos motorizados trafeguem em uma velocidade alta para centros urbanos, pensada apenas para eles e não para os outros ocupantes dos espaços públicos. No entanto, a tomada de decisão para mudar essa realidade está nas mãos de cada município.
A capital paulista apresentou uma redução de 24,5% no número de mortes de pedestres em um ano. O levantamento, realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) da cidade, mostra dados da comparação entre janeiro e dezembro de 2014 com o mesmo período de 2015. Esse número é um reflexo da implantação de novos limites de velocidades em importantes vias. Desde julho do ano passado, nas pistas expressas de ambas as marginais Tietê e Pinheiros, o limite de velocidade é de 70km/h no caso de veículos leves e 60km/h para veículos pesados. Em pistas de acesso local das marginaiso limite é de 50km/h para todos os tipos de veículos. Diversas outras avenidas também tiveram os limites reduzidos.
“A redução de velocidade é uma política chave pra a caminhabilidade porque incentiva que todos os usuários da via convivam melhor, dá mais valor à vida das pessoas. São Paulo tem sido líder nesse assunto no país, o que é ótimo, já que é uma das mais importantes cidades do Brasil e da América Latina e serve de exemplo para todas as outras”, ressalta Paula Santos Rocha, Coordenadora de Mobilidade Urbana e Acessibilidade do WRI Brasil Cidades Sustentáveis.
Com a aprovação de mais de 50% da população da cidade, São Paulo segue com o Programa de Proteção à Vida (PPV), conjunto de medidas criadas para melhorar a segurança viária. A redução de velocidades também é aplicada através do projeto Áreas 40. A iniciativa, que começou a ser implantada em outubro de 2013, também busca aumentar a segurança de pedestres e ciclistas, os usuários mais vulneráveis no trânsito. Segundo a CET, todas as regiões da cidade já possuem Áreas 40, que somam 12 implantações.
(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
Bairro de São Miguel. (Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
Velocidades mais baixas resultam em mais tempo para condutores, pedestres e ciclistas verem uns os outros, o que reduz a possibilidade de atropelamentos e colisões. O estudo “Impactos da Redução dos Limites de Velocidade em Áreas Urbanas”, desenvolvido pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis, traz dados que respaldam a decisão da prefeitura paulista. A publicação mostra como uma redução de 5% na velocidade média dos veículos pode resultar em 30% menos acidentes fatais.
No entanto, não basta mudar apenas a sinalização das vias. O desenho delas influencia diretamente o comportamento dos motoristas que circulam no local. Ruas devem ser literalmente remodeladas para proteger os pedestres e ciclistas através de projetos amplos. “No início do projeto das Áreas 40, a prefeitura de São Paulo reduziu as velocidades, colocou placas, mas apenas isso não basta. A cidade agora está investindo na mudança do desenho urbano”, conta Paula. O bairro de São Miguel, na região leste da cidade, será o primeiro a receber medidas de redesenho das vias dentro do projeto das Áreas 40. O projeto é uma parceria entre a prefeitura da cidade, a Iniciativa para a Segurança Viária Global da Bloomberg Philanthropies, o WRI Brasil Cidades Sustentáveis, o ITDP Brasil e aNacto.
Concurso Áreas 40, também organizado pelo WRI Brasil Cidades Sustentáveis, em parceria com a Bloomberg Philanthropies, incentivou arquitetos e engenheiros a elaborar projetos de requalificação em três regiões da capital paulista: Brás, uma região mais comercial, com predominância do fluxo de pedestres; Lapa, de característica mais mista, com espaços residenciais e comerciais, e com grande fluxo para integração modal; e Santana, também de uso misto, com grande fluxo de pessoas jovens. O concurso, segundo Paula, foi uma importante ferramenta de incentivo para começar  a pensar de forma ampla o aspecto de redesenho de vias em pontos de maior fluxo de pedestres.

Em Joinville, a caminhabilidade é um compromisso definido no Plano de Mobilidade

(Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
Joinville. (Foto: Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis)
Joinville, o município mais populoso de Santa Catarina, é conhecido desde a década de 1970 como a “Cidade das Bicicletas”. Na época, 30% dos deslocamentos diários eram realizados por bicicleta, número que hoje é de apenas 11,14%. Os deslocamentos a pé correspondem a 23%. A meta doPlano de Mobilidade da cidade é manter os deslocamentos a pé acima de 20% e ampliar para 20% aqueles feitos por bicicletas até 2025.
Recentemente, a cidade catarinense assinou o decreto que institui o Plano Diretor de Transporte Ativo (PDTA), que engloba o Plano Diretor Cicloviário e o Plano Diretor Caminhabilidade. O documento, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento para o Desenvolvimento Sustentável de Joinville (IPPUJ), toma como referência o Manual de Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável (DOTS), do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, principalmente no desafio de mapear centralidades. O DOTS é um modelo de planejamento e desenho urbano voltado ao transporte público, que constrói bairros compactos e de alta densidade que favorecem a integração de serviços e espaços públicos.
 
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