CAU/SC: Abre hoje a exposição de arquitetura “Destaque das Bienais”
Conheça o “Domus - Procel Edifica “, o software de simulação higrotérmica e energética de edificações
Em virtude do enfoque em emissão de etiquetas de eficiência energética para edificações, lembrando-se que elas são responsáveis por cerca de 48% da energia elétrica total consumida no País, no mês passado a Eletrobras lançou o software Domus-Procel Edifica, por um investimento de R$ 1,75 milhão , e através de uma parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), o Ministério de Minas e Energia e o Inmetro.
“A Eletrobras patrocinou essa ferramenta de grande qualidade, com potencial expressivo para redução de energia, contribuindo, assim, para que a sociedade brasileira usufrua conforto e promova sustentabilidade”, afirmou a superintendente de Eficiência Energética da Eletrobras, Renata Leite Falcão.
O Domus – Procel Edifica é um software de simulação higrotérmica e energética de edificações que fornece perfis de temperatura e umidade nas paredes para qualquer intervalo de tempo, além de apresentar valores de temperatura e umidade relativa para cada zona de uma ou mais edificações, considerando não apenas o transporte de calor, mas, também, de vapor e de líquido através do envoltório da edificação. Pode-se também obter e visualizar a ENCE de acordo com o RTQ-C, tanto pelo método prescritivo quanto pelo método de simulação.
Na época das crises mundiais no abastecimento de petróleo, aconteceram grandes perdas em diversos setores da atividade humana, inclusive os elevados preços de energia. Sabendo-se que um projeto energicamente eficiente pode apresentar diminuição substancial de consumo de energia, pesquisas voltadas a eficiência energética foram feitas para o setor de construção civil. Além dos benefícios econômicos, as edificações de alta performance contribuem positivamente para o meio ambiente,reduzindo as emissões e consequentemente atenuando os efeitos do aquecimento global. Desta forma, o Domus-Procel Edifica foi desenvolvido, principalmente para utilização racional de energia e obtenção de um melhor equilíbrio entre Economia, Energia e Meio Ambiente.
Voltado para profissionais de engenharia e arquitetura, o software analisa diversos parâmetros, como conforto térmico, risco de crescimento de mofo e dimensionamento de sistemas de climatização. Uma das características deste software é sua aplicação didática e sua interface amigável, de fácil uso, possibilitando que o profissional da área de energia determine os ganhos térmicos de forma muito mais rápida e precisa, evitando o superdimensionamento de um equipamento. Além de permitir também avaliar de forma simples, alternativas de climatização passiva.
Modelado para simular e analisar parâmetros como conforto térmico e consumo de energia em edificações, o software pode ser considerado de grande importância para melhorar a qualificação de projetos residenciais, comerciais e industriais, tornando viável uma maior eficiência energética destes projetos, sem diminuir os índices de conforto dentro da edificação.
Dentre diversos benefícios da ferramenta computacional, tal como suporte didático a alunos de cursos de Engenharia e de Arquitetura, espera-se que este programa contribua de forma expressiva para a difusão da cultura da eficiência energética em edificações e, consequentemente, para a redução do consumo de energia elétrica em edificações novas e já existentes.
Segundo dados da Eletrobras Procel, o potencial de conservação de energia desse setor é expressivo. A economia pode chegar a 30% para edificações já existentes, se passarem por uma reforma ou atualização, enquanto nas novas edificações, ao se utilizar tecnologias energeticamente eficientes desde a concepção inicial do projeto, a economia pode superar 50% do consumo.
Perrone diz ainda que “Essa poderosa ferramenta computacional promovida pela Eletrobras e referência brasileira de simulação para o processo de etiquetagem de edificações vem propiciar o atendimento ao mercado de profissionais de engenharia e arquitetura, projetistas de climatização, entre outros agentes da cadeia da construção civil brasileira e internacional”, finaliza.
Para saber mais sobre o software “Domus-Procel Edifica”, acesse o Portal da Domus, e encontre disponível o material didático, inclusive vídeos demonstrativos para download e tutorial.
CAU/DF: Pedido de reconhecimento de autoria de projeto arquitetônico e urbanístico cresce no Distrito Federal
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal – CAU/DF detectou, no mês de abril, um aumento considerável de profissionais que o procuraram para reivindicar o reconhecimento de autoria de projetos arquitetônicos e urbanísticos no Distrito Federal. Em média, duas denúncias por semana foram cadastradas pelo departamento de Fiscalização do CAU/DF. O caso mais comum foi o de reforma em imóveis, no qual o arquiteto responsável técnico pelo projeto original não foi consultado previamente.
Segundo o artigo n° 16 da Lei n° 12.378/2010, “alterações em trabalho de autoria de arquiteto e urbanista, tanto em projeto quanto em obra dele resultante, somente poderão ser feitas mediante consentimento por escrito da pessoa natural titular dos direitos autorais, salvo pactuação em contrário.”.
Recentemente, o arquiteto e urbanista Sérgio Parada – autor de diversos projetos importantes e premiados no Brasil e no Exterior – denunciou ao CAU/DF sobre reformas realizadas no Terminal de Passageiros do Aeroporto Internacional da Brasília Juscelino Kubitscheck. Na época, o profissional solicitou ao Conselho da época que a Infraero consultasse o autor do projeto para as devidas modificações, o que não foi feito. Ao contrário, a empresa contratou, via licitação, uma empresa de Recife para executar as intervenções no projeto de Sérgio Parada.
O processo foi reaberto no CAU/DF em 1° de fevereiro de 2013. Após ser discutido durante sua última Reunião Plenária em 18 de abril, ficou decidido que a Infraero será novamente notificada, visto que o direito moral do projeto do arquiteto e urbanista Sérgio Parada não foi respeitado. Além disso, o CAU/DF também irá encaminhar a denúncia ao Ministério Público da União para que sejam tomadas as providências legais cabíveis.
“Temos uma lei que trata de direitos autorais de projetos arquitetônicos e urbanísticos que deve ser cumprida com rigor. O papel do CAU/DF é, além de fazer cumprir a legislação, fiscalizar e orientar a iniciativa pública e privada para que as premissas legais sejam devidamente cumpridas”, reforçou o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU/DF), Alberto de Faria.
O arquiteto e urbanista lembra ainda que existe um canal de denúncias no Serviço de Comunicação do CAU – SICCAU na internet, onde o profissional que se sentir lesado nos seus direitos morais (patrimoniais e autorais) pode solicitar providências ao Conselho. “Todas as denúncias que chegam ao CAU/DF são investigadas pelos nossos profissionais técnicos e pelo nosso departamento jurídico, para que possamos resolvê-las da melhor forma para as partes envolvidas”, reforçou Alberto de Faria.
Fonte:
Ele lembra que nem sempre, as denúncias resultam em processos na Justiça comum. Foi o caso recente de uma revista na área de Arquitetura que publicou uma matéria sobre a reforma de um imóvel, dando os créditos de autoria do projeto original da casa ao profissional responsável técnico pela reforma. “Na maioria das vezes, um simples acordo entre os envolvidos ainda na esfera do Conselho já é o suficiente para solucionar o caso. Neste caso, solicitamos ao veículo de comunicação que fizesse uma errata na próxima edição, concedendo os créditos de autoria do projeto original do imóvel ao seu verdadeiro autor”, afirmou o presidente do CAU/DF, Alberto de Faria.
Fonte: CAU/DF e http://www.caubr.org.br/?p=9938
Abertas as inscrições para Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade
Este ano a premiação celebra os 120 anos de nascimento do modernista Mário de Andrade
Conferência Municipal das Cidades de Palmas / TO
Wilson de Carvalho Oliveira
Conselheiro Titular do IAB - TO.
Seminário discute projetos de lei sobre Arquitetura e Urbanismo
Evento organizado pelo CAU/BR reúne arquitetos e parlamentares para revisar projetos em tramitação no Congresso Nacional e elaborar uma agenda para o futuro
Atualmente existem 52 projetos de lei que dizem respeito a área. Além de discutir a motivação e o formato deles, o Seminário pretende ainda colocar em pauta cerca de dez temas considerados importantes pelo CAU//BR. “O objetivo é intensificar parcerias com órgãos governamentais nos três poderes, visando dotar a Arquitetura e o Urbanismo de uma legislação moderna, aderente à ética e as boas práticas profissionais, atuando em estreita parceria com as entidades profissionais da área”, afirma Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR.
O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), arquiteto de formação, representa a Câmara dos Deputados como o parceiro na realização do Seminário. Ex-presidente do IAB-BA, ele foi um dos deputados que mais atuou para a aprovação da Lei 12.378/2010, que criou o CAU/BR. Para ele, a Câmara dos Deputados não trata a questão da Arquitetura e do Urbanismo no Brasil com a prioridade que ela deveria ter. “Nós temos a maioria da população vivendo em cidades. Pessoas que precisam de casas e espaços para fazer suas atividades”, explica. “Precisamos deixar clara a função social do direito à propriedade, distinguir o direito de construir e do direito à propriedade, construir uma política que concilie esses dois pressupostos”.
O deputado, relator do Estatuto da Metrópole, acredita que o Seminário Legislativo será uma grande oportunidade para sensibilizar arquitetos e urbanistas para a importância dos processos legislativos para assegurar direitos como o da moradia e aos servicos essenciais nas cidades. “O CAU/BR é resultado de um processo político de afirmação da categoria, conquistamos uma lei. O Congresso é um espaço de construção de novos direitos, e os profissionais devem se aproximar desses processos”, afirma.
Segundo Daniela Demartini, assessora parlamentar e institucional do CAU/BR, o Seminário pretende fazer com que conselheiros federais e presidentes estaduais do CAU, entidades de Arquitetura e Urbanismo e parlamentares participem da revisão da legislação que afeta a área e da elaboração de uma agenda legislativa para 2013/2014.
A Recuperação da Calçada no Desenho da Cidade
Imagem via plataformaurbana.cl
O principal tipo de espaço público nos Estados Unidos é a rua. Por muito tempo ela se demonstra como o suporte para a economia, servindo de cenário para o intercâmbio e interação entre clientes, comerciantes e empresários. Sob o ponto de vista de que as ruas e as cidades não são estáticas, tampouco completas, e com base de que é na calçada que surge a ideia da criação de valores, estas continuam crescendo como facilitadoras da vida urbana. Como nos rios, estes pontos de contato com a “margem” criam diversas atividades. Portanto, na medida em que nossas ruas recebem carros mais rápidos e maiores, o rio torna-se o caminho para separar a atividade que dá origem às calçadas.
As calçadas são frequentemente ignoradas. Antes de serem instaladas nas cidades, simplesmente eram as áreas que não estavam definidas pelos limites da rua. Com a mudança de necessidades, pouco a pouco a poluição e o congestionamento das ruas são eliminados. Eventualmente, sobre as calçadas novos elementos foram sendo acumulados em camadas como árvores, bancos, sinalização, quiosques, iluminação, postes, bicicletários e assim sucessivamente. Conforme a cidade gera espaço aos automóveis e cria políticas de apoio, as calçadas passam a ser eliminadas e cria-se um contexto novo em menor densidade, convertendo-se num ponto de interação ativo entre os transeuntes e as pessoas que ali estão.
Imagem via plataformaurbana.cl
Mas com o tempo, as calçadas apresentaram uma relação de qualidade e desenho fora das subdivisões. As cidades e subúrbios simplesmente não viram o valor que outorgaram para estas calçadas através de um autodesenvolvimento e sim viram como uma distração para o tráfego. Assim, foram eliminadas. Grande parte do desenvolvimento dos anos 60, 70 e 80, nos Estados Unidos, pode ser visto sem nenhuma calçada ou, no melhor dos casos, com um mosaico rompido de calçadas segmentadas.
Fonte e reportagem completa: Delaqua , Victor . "A Recuperação da Calçada no Desenho da Cidade" 19 May 2013. ArchDaily. Accessed 20 May 2013. http://www.archdaily.com.br/114684/a-recuperacao-da-calcada-no-desenho-da-cidade/?utm_source=ArchDaily+Brasil&utm_campaign=f8ddfd89c9-Archdaily-Brasil-Newsletter&utm_medium=email&utm_term=0_318e05562a-f8ddfd89c9-407774757
CAU/PR lança Projeto Arquiteto Empreendedor
Um dos objetivos é transformar os arquitetos em empreendedores
O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), Jeferson Dantas Navolar, e o conselheiro do CAU/PR e coordenador do Núcleo de Empreendedorismo e Sustentabilidade do CAU/PR (NESC-CAU/PR), Jucenei Gusso Monteiro, apresentaram o Projeto Arquiteto Empreendedor a parceiros a agentes de fomento do Núcleo. Em sua apresentação, o presidente do CAU/PR ressaltou que um dos objetivos do Núcleo é “transformar os arquitetos em empreendedores para que esses profissionais deixem a informalidade e, como pessoas jurídicas, tenham acesso a fontes de financiamento, possam participar de licitações e tenham benefícios sociais como direito a aposentadoria”.
Navolar também apresentou números dos profissionais e das empresas que hoje atuam no Estado. O Paraná tem em torno de sete mil profissionais pessoas física e apenas cerca de mil empresas. “Esta é uma realidade que precisa mudar. Nesse sentido o projeto Arquiteto Empreendedor surge para auxiliar o profissional de arquitetura e urbanismo a montar sua empresa e vir a se tornar agente transformador dentro da sociedade”, afirma Navolar.
Já para Jucenei Gusso Monteiro, o arquiteto pode interferir diretamente na qualidade financeira de cada município. “Sabemos que há recursos do Governo Federal para as administrações municipais que muitas vezes não são utilizados por falta de projetos. Por isso, a intenção do Núcleo é orientar e preparar os profissionais para que eles possam auxiliar na captação dessas verbas, promovendo assim o desenvolvimento regional”, completa Monteiro.
Municípios
A qualificação dos profissionais e a possibilidade de atuação deles junto aos municípios são vistas com bons olhos pelo gerente regional da Caixa Econômica Federal, Marques Calixto. “Acho que a iniciativa da criação do Núcleo é de extrema importância, porque a valorização dos profissionais de arquitetura traz com certeza um benefício maior para toda a sociedade. E nós estamos cada vez mais precisando de profissionais competentes, com esclarecimento e com conhecimento suficiente nos municípios do Estado do Paraná, principalmente os que não têm nenhuma assistência”, afirma Calixto. O gerente disse que os municípios precisam de projetos e planos de execução de trabalhos para receber fundos do Governo Federal e o Núcleo pode contribuir ajudando as prefeituras a viabilizá-los.
O técnico de Relações Institucionais da Fomento Paraná, Elson Teixeira, vê com otimismo a iniciativa do Conselho. Para ele, o CAU pode vir a ser dos grandes fomentadores do crescimento e da sustentabilidade junto a empresários formais e informais e aos profissionais da área. “A Fomento realmente pode se considerar parceira dessa iniciativa, em função da sinergia que é construída através das iniciativas tanto da agência quanto do CAU”, diz Teixeira. O técnico ressalta que ações como essa do CAU/PR, qualificando os arquitetos como agentes da sociedade, irão fazer com que mais recursos cheguem aos municípios.
Para conhecer mais sobre os trabalhos do Núcleo, estavam na apresentação representantes da Embracon, da Nobre Seguradora, do Fundo de Assistência Social dos Arquitetos e Urbanistas (Funsau), da Berkley, da Fomento Paraná, do Call Center Paraná, da Caixa Econômica Federal, da Aliança Nosso Paraná Sustentável, da Associação Comercial do Paraná e da Revista Geração Sustentável. O Sebrae embora não tenha participado dessa reunião já é parceiro do NESC-CAU/PR. E será o responsável pelos cursos de qualificação dos profissionais da arquitetura e urbanismo.
Fonte: CAU/PR e http://www.caubr.org.br/?p=9777





