Entenda o conceito da Sociobiodiversidade

De acordo com o governo brasileiro, a sociobiodiversidade é o conceito que expressa a inter-relação entre diversidade biológica e a diversidade de sistemas socioculturais. Ou seja, são os mais variados produtos agrícolas que um país consegue produzir respeitando e integrando processos de agricultores locais (serviços) que possuem modos diferentes e/ou adaptados de cultivo.

Sociobiodiversidade

Foto: culturamix

O conceito da Sociobiodiversidade é ligado à sua cadeia produtiva, que consiste em um sistema integrado, constituído por atores interdependentes e por uma sucessão de processos de educação, pesquisa, manejo e produção, beneficiamento a distribuição, comercialização e consumo de produtos e serviços da sociobiodiversidade, com identidade cultural e incorporação de valores e saberes locais, que asseguram a distribuição justa e equitativa dos seus benefícios.

Entende-se por biodiversidade a variedade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; envolvendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.

E nesse quesito, o Brasil é excelente por natureza. Somos considerados um país muito diversificado por integrar o grupo dos 20 países que, juntos, possuem mais de 70% da biodiversidade do planeta em apenas 10% da superfície. Apresenta uma natureza exuberante de espécies e paisagens com características peculiares e intrínsecas a cada Bioma: a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga, a Mata Atlântica, a Zona Costeira Marinha e o Pampa.

Por sua vez, toda essa riqueza biológica também está associada a uma grande diversidade sociocultural, que pode ser representada por mais de 200 povos indígenas e por inúmeras comunidades tradicionais, como quilombolas, extrativistas, pescadores, agricultores familiares, entre outras.

Artesanato

Foto: turismobahia

Estas comunidades são as detentoras de todo o conhecimento associado a esses agroecossistemas, podendo ou não, serem valorizadas nas questões que envolvem o manejo e a preservação de toda essa biodiversidade.

O governo brasileiro desenvolve essa área integrando ações voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas e à consolidação de mercados sustentáveis para os produtos oriundos da sociobiodiversidade brasileira, dentro da Secretaria de Agricultura Familiar.

Além disso, o governo também implementou, em 2008, o Plano Nacional da Sociobiodiversidade para a promoção das cadeias de produtos, agregação de valor socioambiental, geração de renda das famílias e a segurança alimentar de povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/entenda-conceito-sociobiodiversidade/

Cidades Sustentáveis: Um especial sobre iniciativas inovadoras

Toda semana você vai acompanhar uma matéria especial sobre projetos municipais sustentáveis.

PUBLICADO PORJOICE VIANA
Especial Cidades Sustentáveis
Gerenciamento do lixo, diminuição das emissões de gases de efeito estufa, melhorias na mobilidade urbana, energias limpas, construções sustentáveis, educação de qualidade para todos; estas são algumas das principais ações encontradas por cidades do mundo inteiro para trazer qualidade de vida à população e garantir um futuro melhor para o nosso planeta, atendendo aos três pilares da sustentabilidade – econômico, ambiental e social –, além de cuidar melhor do nosso meio ambiente.
Observando estas questões, que são do interesse de toda a sociedade, o Pensamento Verde preparou umEspecial que vai mostrar as principais iniciativas de oito municípios ao redor do mundo – escolhidos pela importância, grandiosidade e inovação de seus projetos – que se tornaram Cidades Sustentáveis.
Durante dois meses você vai acompanhar uma série de oito matérias com fotos, vídeos e informações esclarecedoras sobre os projetos e planejamentos feitos por cada uma destas cidades, todas com objetivo de trazer melhorias para a população local e para o meio ambiente através da implantação de ciclovias, ampliação de áreas verdes, despoluição de rios e até mesmo a criação de novos municípios, totalmente baseados no conceito da sustentabilidade.

Curitiba
A cidade, no Paraná, vencedora do Prêmio Global Green City Award, entregue durante a Rio+20 em 2012, pela implementação de iniciativas verdes como Programa Câmbio Verde e o planejamento urbano orientado pela sustentabilidade, abriu a a série do especial Cidades Sustentáveis no dia 18 de setembro.
Curitiba

Masdar City
Localizada no emirado de Abu Dhabi, Emirados Árabes, é uma smart city construída do zero, projetada para ter emissão zero de carbono, objetivo que poderá ser alcançado através das alternativas renováveis que serão implantadas em toda a estrutura da cidade, desde o transporte até a produção de energia solar em uma fazenda fotovoltaica.
Masdar City

Bogotá
A prefeitura desta cidade da América do Sul, capital da Colômbia com mais de 7 milhões de habitantes, melhorou a qualidade de vida da população local com transporte público eficiente, ciclovias, criação de espaços verdes, além de diminuir a criminalidade e o tráfico de animais na região.
Bogotá

Songdo
Esta nova cidade do continente asiático, mais precisamente na Coréia do Sul, com capacidade para 40 mil habitantes, é mais uma smart city que busca a qualidade de vida dos moradores e a preservação do meio ambiente. Através de um sistema inteligente, toda a sua estrutura será administrada e monitorada por redes sem fio, além de contar com transportes públicos elétricos e aquáticos.
Songdo

Cidade do México
Conheça a transformação da capital mexicana que já teve o título de mais poluída do mundo em 1992. Com uma estratégia de gestão ambiental eficiente, a cidade criou um “Plano Verde” que visa melhorar setores como mobilidade, qualidade do ar, gestão de resíduos sólidos, entre outros, que já estão rendendo premiações e transformando-a em exemplo a ser seguido.
Cidade do México

Estocolmo
Vencedora do prêmio Capital Verde da Europa em 2010, a capital sueca busca zerar a utilização de combustíveis fósseis até 2050, diminuindo ainda mais o seu índice de emissão de CO2 per capita, que hoje já está abaixo da média europeia. Além disso, tem como principais destaques o gerenciamento de resíduos sólidos; melhoria da qualidade da água; mobilidade; energia sustentável e transformação de uma área industrial em um bairro “verde”.
Estocolmo

Copenhagen
Este município europeu, capital da Dinamarca, é reconhecido no mundo inteiro como a Cidade das Bicicletas, pela quantidade de pessoas que utilizam este meio de transporte para trabalhar, ir à escola, ao supermercado, entre outras atividades do dia a dia. Além de contar com uma grande extensão de ciclovias, a prefeitura pretende aumentar este espaço até 2015. Além disso, a cidade conta com uma fazenda eólica que produz cerca de 20% de toda a energia gerada. Estas e outras iniciativas contribuem com o objetivo de combater as mudanças climáticas.
Copenhagen

Londres
A charmosa cidade de Londres tem uma vila chamada BedZED, no bairro de Sutton, como a sua maior alternativa para combater os impactos negativos provocados pelo Homem no meio ambiente. Preservar os recursos naturais e ter emissão zero de carbono são os principais objetivos deste projeto que começou em 2002. A vila conta com um sistema de aquecimento solar, de reutilização da água, climatização de ambiente e carros elétricos, tudo visando a eficiência energética, diminuição dos impactos ambientais e da emissão de CO2.
Londres

Agora, toda semana você poderá acompanhar mais uma nova cidade e descobrir o que cada uma delas está fazendo para melhorar a vida de sua população e ajudar na preservação do planeta, servindo de exemplo para que outros municípios sigam o mesmo caminho em busca do futuro que queremos.
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http://www.pensamentoverde.com.br/colunistas/cidades-sustentaveis/

Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br/sustentabilidade/cidades-sustentaveis-especial-iniciativas-inovadoras/

Entenda o conceito de cidades inteligentes e saiba quais são elas

Hong Kong, Boston e Copenhagen se destacam não só por modelos sustentáveis, mas pela grande oferta de educação e boa utilização das tecnologias de informação

© Depositphotos.com / efiredHong Kong.

Em uma sociedade que aumenta de tamanho de maneira exponencial, o melhor aproveitamento de recursos naturais, a organização municipal, a utilização da tecnologia para a melhor acomodação do ser humano e a sustentabilidade, são fatores essenciais para o desenvolvimento. Deste modo, um dos conceitos que vem cada vez mais tomando a atenção é o das cidades inteligentes, porém, ainda existem algumas divergências sobre o termo. A World Foundation for Smart Communities, por exemplo, define que as Cidades Inteligentes devem ser baseadas em um crescimento inteligente e planejado, por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Já político italiano, expoente no assunto, Andrea Caragliu indica que uma Cidade Inteligente é o investimento em capital humano-social e incentiva a utilização de tecnologias avançadas das TICs como viabilizador para um crescimento econômico sustentável e uma melhora na qualidade de vida, uma boa gestão de recursos naturais e energéticos, com participação atuante do governo e estado. Fica claro que ainda existe alguma falta de consenso dos estudiosos quanto ao conceito das Smart Cities. Porém, dá para perceber que existem termos convergentes em várias partes, como a sustentabilidade na utilização de recursos, a organização, a utilização da Tecnologia da Informação para a interligação de vários setores diferentes. O climatologista, com Phd na área, Boyd Cohen, colaborador do site Co.Exist, resolveu ranquear algumas das cidades com desenvolvimento mais avançado no mundo. Para isso, ele analisou o status da economia, população, meio ambiente, governo, mobilidade e qualidade de vida, dando grande valor aos aspectos criativos, inclusivos, limpos, integrados e conectados de cada uma dessas categorias. Os resultados foram organizados por regiões. As três cidades que mais se destacaram foram Hong Kong (China), Boston (Estados Unidos) e Copenhagen (Dinamarca). Na Ásia, Hong Kong se destacou – principalmente – por abrigar diversas universidades públicas e um bom desenvolvimento nas tecnologias de informação e a utilização do “Octopus”, um sistema de cartão integrado, com o qual os habitantes podem pagar escola, transporte, estacionamento e outros itens.

© Depositphotos.com / rudi1976Boston.

Na América do Norte, o destaque foi Boston, casa de mais de 70 universidades. Além disso, o ambiente empresarial é apoiado pelos projetos da prefeitura, que instigam a inovação. A Europa vê em Copenhagen, capital dinamarquesa, seu maior expoente. O grande número de ciclistas e a grande preocupação com o meio ambiente, o que reflete muito até na economia do país, são os dois maiores motivos para que a cidade fosse considerada a mais evoluída no conceito de Cidade Inteligente.

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Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br/sustentabilidade/entenda-o-conceito-de-cidades-inteligentes-e-saiba-quais-sao-elas/

Quais as cidades planejadas do Brasil?

Criadas a partir de projetos detalhados, as cidades planejadas têm como principal objetivo minimizar problemas comuns ao processo de urbanização

O crescimento desordenado das cidades, que marcou o processo de desenvolvimento das sociedades desde os primórdios, trouxe consigo problemas que comprometem a qualidade de vida nos centros urbanos. Para tentar corrigir os efeitos negativos deste processo, foram criadas as chamadas “cidades planejadas”, pensadas a partir de um modelo estratégico, focado em aspectos que asseguram um funcionamento harmonioso e sustentável.

urbanização

Foto: Veebruar

Acredita-se que as primeiras cidades planejadas tenham surgido no Vale do Rio Indo, berço da civilização indiana. O crescimento e organização destas cidades revelam a preocupação com o planejamento urbano, como a disposição dos assentamentos e a hierarquia das ruas, que dividiam-se em avenidas comerciais e vias residenciais, distanciando a população de problemas como a poluição sonora e a criminalidade.

A construção de uma cidade planejada envolve questões referentes às configurações estruturais e organizacionais, tais como saneamento, transporte, vias públicas, policiamento e inúmeras outras, que são analisadas e estabelecidas através da criação de um projeto, ou Plano Diretor. Esse documento se preocupa, basicamente, em criar as condições necessárias para garantir a qualidade de vida aos cidadãos.

No Brasil são consideradas cidades planejadas, Salvador, fundada em 1549; Teresina; Aracaju; Belo Horizonte; Goiânia; Brasília; Palmas e Curitiba, que embora não tenha sido planejada, passou por um processo de reestruturação que se tornou referência mundial. Apesar do planejamento inicial, o crescimento que se verificou nestas cidades não acompanhou o que previa o projeto, tornando os problemas da urbanização parte da realidade destes locais.

Conheça um pouco sobre a criação das cidades planejadas do Brasil:

Salvador

Foi a primeira cidade planejada do país, fundada em 1549. Projetada pelo arquiteto Luís Dias, foi criada para ser a primeira capital do Brasil, por isso a preocupação em aliar sua função administrativa e militar.

Salvador

Foto: martinmontingelli

Teresina

Fundada no período imperial, em 1852, Teresina foi projetada por José Antônio Saraiva e João Isidoro França. Na estruturação da cidade, houve a preocupação em concentrar em áreas separadas as atividades da esfera política e em outro lado o centro econômico, com a construção do mercado velho.

Teresina

Foto: cidadeverde

Aracaju

Em 1855, Sergipe mudou sua capital de São Cristóvão para Aracajú, construída para este intuito. Planejada pelo engenheiro Sebastião José Basílio Pirro, a capital foi projetada em forma de tabuleiro de xadrez. Apesar das dificuldades impostas pelo solo pantanoso, a cidade prosperou graças a sua localização estratégica no estado.

Aracaju

Foto: eniotrevizani

Belo Horizonte

Projetada por Aarão Reis, Belo Horizonte foi fundada em 1897 e, a partir de então, tomou o lugar de Ouro Preto como capital de Minas Gerais. O planejamento da cidade recebeu grandes influências européias, especialmente francesas, com características modernas para a época, como: criação de grandes boulevards e divisão das zonas central, suburbana e rural da cidade.

belo horizonte

Foto: delubio

Goiânia

O planejamento prévio da capital foi influenciado pelo modelo de cidade-jardim proposto pelo urbanista Ebenezer Howard, com a valorização de praças, parques e outras áreas verdes. A cidade, que recebeu o título de Capital Verde do Brasil, foi projetada pelo urbanista Atíllio Corrêa Lima e inaugurada em 1935.

Goiania

Foto: Mundi

Brasília

A criação de Brasília se deu após décadas de estudo e planejamento, que tinham como objetivo buscar um local adequado para interiorizar a capital do Brasil. Foi somente no governo de Juscelino Kubistchek que o projeto passou a fazer parte do plano de metas de desenvolvimento e foi colocado em prática. O auto do Plano Piloto  de Brasília foi o urbanista Lúcio Costa e o projeto arquitetônico foi dirigido por Oscar Niemeyer. A construção, de bastante complexidade, se estendeu por 4 anos e custou cerca de 1 bilhão de dólares.

Brasília

Foto: ariellopez

Palmas

Criada há apenas 23 anos, Palmas foi planejada do zero pelos arquitetos Luiz Fernando Cruvinel Teixeira e Walfredo Antunes de Oliveira Filho. Construída de modo semelhante à Brasília, a capital de Tocantins apresenta ótimos índices de desenvolvimento, destacando-se nas áreas da saúde, educação e segurança.

Palmas

Foto: crato

Curitiba

Apesar de não ter ocorrido um planejamento inicial, anterior à sua construção, Curitiba passou por um processo de reestruturação urbana, que envolveu aprimoramentos contínuos em todas as áreas, com destaque ao sistema de transporte público. As mudanças realizadas na capital paranaense se tornaram referência de desenvolvimento no Brasil e no mundo.

Curitiba

Foto: jaimebatistadasilva

  Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br/arquitetura-verde/quais-as-cidades-planejadas-do-brasil/

Cidade alemã de Freiburg é considerada a mais sustentável do mundo

Para obter baixa emissão de CO2, município de 220 mil habitantes possui 1.800 painéis solares, disponibiliza linhas de bondes elétricos e 500 quilômetros de ciclovias

Freiburg

Freiburg , Alemanha. Foto: ison21

Embora tenha surgido no século XII, no sudoeste da Alemanha, a cidade de Freiburg pode ser considerada a metrópole do futuro, ou pelo menos figura entre as áreas urbanas mais desenvolvidas em termos de sustentabilidade no mundo inteiro. Como? Utilizando a energia solar para atender a demanda da população e expandindo rotas de ônibus elétricos e ciclovias por suas ruas e avenidas.

Após a Segunda Guerra Mundial, o município do estado de Baden-Württemberg precisou ser reconstruído e incluiu medidas de preservação ambiental e conservação de recursos naturais. Em 1986 foi criado um plano para proteção climática, revisado em 1996. Porém, já na década de 70, os moradores de Freiburg protestaram contra a implantação de um complexo atômico no centro urbano, algo que prejudicaria a agricultura da região. Ou seja, a parceria entre governo e população fez com que a consciência ecológica chegasse às próximas gerações.

Grande parte dos imóveis dos 220 mil habitantes são adeptos do conceito de “casa passiva”, no qual a construção possui isolamento térmico, algo que mantém a temperatura constante, e janelas amplas com três lâminas de vidro e sacadas projetadas para iluminar os ambientes sem prejudicá-los por raios de Sol em demasia. Edificações deste tipo são 10% mais caras em relação a obras comuns, porém consomem apenas 10% do que gastariam as regulares.

Freiburg

Freiburg , Alemanha. oto: ison21

Numa cidade com 500 km de ciclovias e 200 mil bicicletas, medidores de poluição são espalhados só para evidenciar o baixo nível de emissão de CO2. Como em Freiburg circulam cerca de 100 mil automóveis, ou seja, metade da frota de bikes, o governo determina que os veículos atinjam apenas 30 km por hora e cobra até R$ 50 mil em vagas para estacionar carros. Entretanto, transporte não parece ser problema para a “metrópole mais sustentável do mundo”, pois o local possui diversas linhas de bondes elétricos de instalação barata e adaptados para receber os ciclistas.

Freiburg aproveita suas 1.800 horas de Sol a pino com aproximadamente 1.800 painéis fotovoltaicos espalhados por 400 metros. Até o Mage Solar Stadium, campo de futebol do time da cidade, fornece um serviço de primeira: funciona como usina solar e abastece 9 mil residências.

Vauban: um bairro ecologicamente correto

O estilo de vida sustentável dos alemães ficou ainda mais visível após a construção do bairro de Vauban, no município de Freiburg, projeto do arquiteto Rolf Disch, referência em obras que utilizam energia do Sol. Anteriormente, o terreno pertencia a uma base militar francesa no período da Segunda Guerra Mundial, desativada após a queda do muro de Berlim, em 1989. Entre 1997 e 2006 foram concluídas as construções das 2 mil moradias da vila, lar de 5 mil pessoas atualmente.

Os imóveis de Vauban contam com estruturas térmicas similares as de Freiburg, porém, possuem placas solares em seus telhados, que suprem ao menos 20% da eletricidade demandada pela população local. As casas são planejadas para funcionarem como usinas, isto é, a energia excedente é repassada à rede pública, tal ação reduz os preços impostos pela companhia energética. Portanto, com tantos benefícios à disposição, o Brasil também poderia aderir à causa, afinal não faltam horas ensolaradas.

Freiburg

Freiburg , Alemanha. Foto: blogdacomunicacao

Fonte: http://www.pensamentoverde.com.br/sustentabilidade/cidade-alema-freiburg-considerada-sustentavel-mundo/

Redução de impostos para painéis solares deve reduzir em 60% preço da produção

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) deve aprovar a desoneração de tributos e contribuições incidentes sobre painéis geradores de energia solar. De acordo com o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Estado do Piauí, Luís Coelho, o órgão deve baratear em até 60% o preço da produção e energia solar e consequentemente, viabilizar investimentos na indústria.

“Atualmente o maior problema da energia solar é o preço da produção, exatamente por conta dos painéis solares. Com esse incentivo, as empresas vão ter condições reais de produzir energia solar e, inclusive, contribuir para a geração de energia em pequena quantidade para escolas, casas e prédios públicos”, destacou o gestor ao jornal O Dia.

A desoneração dos painéis se dará de duas formas: de um lado, os estados deixarão de cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); de outro, a União deixará de arrecadar as contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e do Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Indústria
Para Luís Coelho, a desoneração nos painéis solares deve influenciar o surgimento de uma indústria de painéis solares. “Antes, só a Alemanha produzia, hoje a China a Coreia podem produzir também, com isso, pode haver também a viabilidade da produção dos painéis solares aqui no Brasil”, projetou o secretário.

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Essa possível desoneração tende a melhorar os modestos números brasileiros quando o assunto é energia solar: em três anos, apenas 409 residências instalaram painéis fotovoltaicos no País. Nos EUA, são 400 mil. A cada três minutos uma nova instalação solar é feita. Não é à toa: nas condições atuais, o investimento necessário para o consumidor do Brasil adotar a tecnologia é de cerca de R$ 20 mil.

Via: Eco D

Fonte: http://www.ecoguia.net/noticias/reducao-de-impostos-para-paineis-solares-deve-reduzir-em-60-preco-da-producao

Manual ensina técnicas para sobreviver à crise hídrica

O manual fala da origem do problema e das possíveis soluções.
O manual fala da origem do problema e das possíveis soluções.


A crise hídrica que atinge diversas partes do Brasil, inclusive grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, tem gerado mobilizações em prol da conscientização. Para ajudar a informar e educar os cidadãos sobre a preservação deste recurso, a Aliança pela Água criou o “Manual de Sobrevivência para a Crise”.
A publicação, disponível gratuitamente on-line, aborda desde a origem do problema até as possíveis soluções para lidar com a crise. A Aliança pela Água, responsável pela elaboração do material, é uma rede formada por mais de 40 entidades da sociedade civil da cidade de São Paulo. O grupo acredita que o grave momento vivido na região sudeste pode servir como oportunidade para mudar a gestão sobre os recursos naturais.
O primeiro capítulo do Manual fala sobre as causas do problema. O desperdício, o desmatamento, a falta de investimentos em tecnologia e o atraso nas medidas governamentais são os principais motivos apontados para que a crise tivesse as proporções que teve.
Enquanto a cidade vive um período de escassez, é necessário se preparar para emergências. Possuir uma reserva segura é essencial. Então, uma das primeiras medidas é ter uma caixa d’água que armazene o suficiente para, pelo menos, três dias, períodos em que pode haver rodízios municipais. Para isso, o ideal é que seja possível contar com uma reseva de 500 litros por morador.
Guardar água potável não é a solução para os problemas. É preciso economizar. Este é o tópico trabalho no terceiro capítulo do manual. Reduzir e reutilizar são palavras-chave. Evite o desperdício. Não deixe chuveiros e torneiras abertas sem necessidade e jamais utilize a mangueira como vassoura. Se possível, capte e armazene a água da chuva, ela é ideal para ser reutilizada na limpeza, rega de jardins e descargas.
O capítulo quatro traz diversas soluções para um possível colapso. Para sobreviver com pouca água é necessário muitas mudanças e adequações. Reservar a água apenas para utilizar em situações vitais é um dos primeiros cuidados. Além disso, caso o cenário fique realmente crítico, chuveiros, descargas e lavagens com água precisam ser repensadas e drasticamente reduzidas.
Para evitar que a situação chegue neste nível é necessário mudar agora. Aproveitar fontes alternativas como a água da chuva, poços artesianos e preservar as nascentes são soluções que já podem ser aplicadas para reduzir a dependência das redes de distribuição de água potável. Acima de tudo, é necessário haver conscientização para combater um dos maiores problemas: o desperdício.

Clique aqui para acessar o manual completo.

Redação CicloVivo
Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/manual-ensina-tecnicas-para-sobreviver-a-crise-hidrica

Energias renováveis ultrapassam combustíveis fósseis em novos investimentos

Em dois anos a capacidade de produção renovável aumentou 143 GW.

Em dois anos a capacidade de produção renovável aumentou 143 GW.

As energias renováveis já venceram o petróleo na disputa pelo mercado mundial. Esta é a conclusão do relatório anual de Mercado em Novas Energias feito pela Bloomberg (BNEF). Segundo a análise, a mudança é fruto de um processo que vem ocorrendo desde 2013.

Nos últimos dois anos o mundo aumentou em 143 gigawatts sua capacidade de produzir energia renovável. No mesmo período, as novas usinas que queimam combustíveis fósseis adicionaram 141 gigawatts. De acordo com a Bloomberg, esta tendência tem a continuar e em 2030 o mundo deve ter mais do que quatro vezes a sua capacidade atual renovável.

“O sistema elétrico está se deslocando para fontes limpas”, explicou Michael Liebreich, fundador da BNEF, em declaração oficial. O especialista garante que o novo mercado deve crescer mesmo que o petróleo e o carvão sejam comercializados com menores custos.

Com o passar dos anos, as opções renováveis têm estado cada vez mais baratas. A energia solar tem sido o destaque em popularização. Atualmente as placas fotovoltaicas respondem por 1% do mercado de energia elétrica. Mas, segundo a Agência Internacional de Energia, o modelo poderia garantir sozinho toda a demanda mundial já em 2050.

Os investimentos em energia limpa são necessários para reduzir a dependência mundial de combustíveis fósseis e impedir que a temperatura global continue a subir devido às emissões de gases de efeito estufa.

Redação CicloVivo

Fonte: http://ciclovivo.com.br/noticia/energias-renovaveis-ultrapassam-combustiveis-fosseis-em-novos-investimentos
 
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