Sebastian Irarrazaval propõe solução urbana para problemas geopolíticos na África

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Continente com a população que mais cresce no mundo, as fronteiras da África se tornarão em breve áreas atrativas para assentamentos urbanos, porém, o potencial de conflitos das fronteiras coloniais pode inibir o crescimento econômico necessário. O legado colonial continua espalhar conflitos relacionados aos limites arbitrários estabelecidos por nações europeias nos séculos XIX e XX, que não levaram em consideração as diferenças étnicas, linguísticas e religiosas no continente. Essas decisões resultaram na divisão de comunidades culturais dentro de cada país e na criação de fronteiras políticas que geralmente não refletem os interesses comuns. Consequentemente, a África sub-saariana passou por longos conflitos nos anos que seguiram a independência, resultando na diminuição do potencial de desenvolvimento econômico futuro em muitas regiões. Atualmente, disputas territoriais levaram ao surgimento de movimentos separatistas em diversos países, mas os governos africanos estão hesitantes em abandonar os limites coloniais para evitar outros conflitos.

Ao passo que abordagens políticas a essa questão continuam a ser extremamente controversas, uma intervenção arquitetônica em escala urbana proposta por Sebastian Irarrazaval Arquitectos pode ser a chave para um futuro cultural e econômico próspero na África. Em sua proposta para uma cidade africana ideal, Sebastian Irarrázaval e sua equipe conceberam sua solução como uma rede de cidades transfronteiriças. Esse conjunto de "entidades urbanas bi-nacionais" servirá para suprimir as antigas fronteiras coloniais e "reintegrará o continente como era antes da dominação europeia, quando as trocas culturais e econômicas prosperavam."

Descubra como a proposta visa abordar alguns dos problemas sociais e políticos mais antigos da África, a seguir.

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A proposta de Trans-frontier Cities é uma oportunidade não apenas de integração territorial, mas também um meio de abordar muitos desafios antigos do continente. Por exemplo, integração social de grupos multi-étnicos, aumento do capital humano, e aumento dos padrões sanitários são algumas das principais questões que as cidades africanas em desenvolvimento devem enfrentar se visam promover o crescimento e coesão social. Levar essas questões em consideração é algo importante para o desenvolvimento da proposta, que resultou em um esquema em forma de "pente" que alterna faixas de infraestrutura urbana e rural.

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A natureza alternada do esquema permite que os habitantes experienciem uma vida urbana vibrante, ao passo que desfrutam dos benefícios físicos e mentais de estar em contato com a natureza. Esse aspecto da proposta funciona como uma estrutura organizacional global que permite a divisão dos espaços baseada no programa e na relação com o ambiente. Assim, o eixo principal recebe o transporte público e a infraestrutura de purificação da água incorporada a uma paisagem artificial que conecta o aeroporto e a estação de trem. Esse eixo será futuramente definido por praças públicas que proporcionarão sombras e espaços para feiras externas e encontros comunitários. O eixo secundário abriga a infraestrutura educacional e conecta importantes instituições públicas, com a biblioteca em uma extremidade e o estádio em outra.

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Os elementos separados do padrão urbano permitem a auto-organização de comunidades com fronteiras claras para reforçar as identidades étnicas perdidas no contexto das nações coloniais. No centro de cada uma dessas comunidades haverá uma rua comercial para pedestres, cercada por uma rua para carros e estacionamentos no perímetro. O comprimento máximo de cada faixa urbana é ditado pela escala humana e limitado para garantir que a caminhada mais longa até o eixo de transporte público seja de 20 minutos.

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Como visto na volumetria do ambiente construído, o padrão urbano de cada faixa será inspirado nas tradicionais geometrias encontradas em artesanatos em todo o continente. A extrusão desses padrões revela várias configurações que compartilham de longos perímetros para permitir fachadas duplas e ventilação cruzada. Essa é apenas uma das muitas considerações climáticas para a cidade, bem como promover o conforto térmico adequado no clima tropical.

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As faixas rurais, por outro lado, são retratadas como terrenos vazios a serem usados para produção agrícola, organizadas tanto por um sistema de canais de irrigação  que se estendem a partir do eixo principal, como por vias perpendiculares que conectam cada faixa. Todas as formas de infraestrutura são vistas como oportunidades para criar novos espaços públicos convidativos, e por não causar os mesmos riscos à saúde como as usinas de energia causavam, as fonte renováveis serão localizadas no centro de cada cidade, ao longo do eixo de água. Essa nova paisagem urbana de chaminés ecológicas servirá para sinalizar e orientar os cidadãos.

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A proposta também inclui ideias preliminares de zoneamento, com plantas para seu desenvolvimento nas próximas décadas. Os territórios afastados ocupados pelas cidades transfronteiriças serão considerados Zonas Econômicas Especiais, com acesso através de estradas com postos de controle, estações ferroviárias e aeroporto internacional. Como resultado de sua relevância geopolítica e importância econômica, todas as propriedades permanecerão sob domínio do estado, com concessões privadas de 70 a 90 anos.

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Fonte:Rawn, Evan. "Sebastian Irarrazaval propõe solução urbana para problemas geopolíticos na África" [Sebastian Irarrazaval Proposes Urban Solution to Political Turmoil with Trans-Border African Cities] 02 Jan 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Romullo Baratto) Acessado 3 Jan 2015.  http://www.archdaily.com.br/br/759646/sebastian-irarrazaval-propoe-uma-solucao-urbana-para-manifestacoes-politicas-na-africa

A cidade e suas múltiplas leituras

Quando se pauta a revisão do Plano Diretor,forma-se uma expectativa generalizada, como se fosse a “salvação da lavoura” a ser legislada. Pauta legítima que ainda ignora sua alma mater, já que a essência do debate acaba sendo conduzida pelo pensamento hegemônico, fixado na estratégia tecnocrata do que é concreto, com apelo economicista. O subjetivo e o invisível não são copercebidos, muito menos os seus custos, não sendo assim planejados e, portanto, gestionados. Por estarem atreladas a um processo cognitivo, as leituras da cidade são múltiplas, e é aí que se descortina um cenário de oportunidades. Revelam-se outras urgências!

Este tradicional modelo de planejamento passa a ser contrariado por formas heterodoxas de copercepção do território. O conjunto dessas formas é o maior ativo intelectual possível: a conversa significativa entre áreas do conhecimento interconectadas que, por não ser propositada, ocasiona a prática fragmentada; entretanto, a cidade, ao ser considerada como um todo orgânico, passa a ser tratada como um corpo sistêmico, dinâmico, desequilibrado, vulnerável e em constante crise existencial, pois sempre se transforma com as conexões sociais e materiais que emergem e que, a priori, deveriam ser neutralizadas pelas intervenções públicas a favor do cumprimento da sua função social.

Admite-se a existência do quarto setor caracterizado pelas relações de empoderamento, onde a cocriação é a maneira de se romper tais modelos tradicionais?

A consciência que surge da inteligência coletiva compartilhada é a força comunitária e empreendedora que conduz a busca da verdade e a interlocução entre os diversos grupos, se assim representantes da sociedade civil organizada, ou até mesmo pela força dos indivíduos, atores que se livram dos seus papéis institucionais e mantêm laços espirituais que os fortalecem como ser humano e como protagonista social. O indivíduo não é o anfitrião que deveria ser desse processo, pois é conduzido pela cegueira frente ao mecanicismo da sua sobrevivência.

A jornada que insiste pela manutenção de uma “receita” metodológica sistematizada e orçada por temas “da vez”, validada pelas inúmeras audiências públicas, expõe o senso crítico, pois os preceitos das conversas significativas que revelam as vísceras e os potenciais humanos e sociais são mascarados pelos interesses desalinhados, ora do Estado, ora do mercado, ora das ONGs, e que se distanciam dos propósitos mais divinos de um lugar e do seu povo. O discurso se torna repetitivo, voltado à representação imagética, e nada inovador. Não se atenta ao chamado da construção das raízes futuras que possam, na sua plenitude, revolucionar e transformar aqueles que mais necessitam: os que permanecem na sua alienante zona de conforto ou os que estão à margem de todo esse sistema antropofágico. Basta andar pelos cantos mais remotos da cidade, ou pelos cantos mais destacados pela impessoalidade do “não lugar”: efêmero, sem identidade, terra de ninguém. A lavoura não está salva, pois não há colheita.

Mapeamos os “não lugares”, receptivos ao nosso imaginário e à nossa pertença, para que possamos descobrir a verdade enigmática da sustentabilidade e dos seus valores e significados culturais.

Plano Diretor de Curitiba: decifra-me ou te devoro!

Ou, te espero daqui a mais dez anos.

Carlos Nigro

Carlos Nigro, arquiteto e urbanista, é conselheiro do Instituto de Arquitetos do Brasil e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná, decano da Escola de Arquitetura e Design da PUCPR e autor do livro (In)Sustentabilidade Urbana.

Ana Rosa Chagas desenvolve instalação temporária em Maceió e consegue transformar o espaço urbano com colaboração das pessoas locais

Por Camila Berto Tescarollo Fotos Luis Eduardo Vaz

 

"Até hoje eu nunca participei de nada", "ninguém nunca me convidou para fazer isso", "eu tenho conhecimento suficiente?". Essas foram algumas colocações que a arquiteta Ana Rosa Chagas Cavalcanti ouviu quando se propôs a criar a Passagem Pop-Up, uma instalação colaborativa feita com materiais sustentáveis em Maceió. As pessoas que se envolviam com a execução da instalação começavam questionando a si mesmas e, após semanas de trabalho e trocas de conhecimento, sentiam que tinham a capacidade de intervenção nos espaços.

Inspirada em sua experiência com alguns coletivos da Europa para produção coletiva, a arquiteta iniciou sozinha a produção em Maceió, com objetivo de repensar a forma com que se discute a cidade e sua apropriação. O mês de janeiro de 2014 foi inteiro dedicado ao projeto, e a execução durou de fevereiro a março deste ano.

"Como eu queria fazer a integração entre arquitetura, espaços e as pessoas, teria que pensar em algo que instigasse nas pessoas a vontade de participar", explica Ana Rosa. A arquiteta escolheu quatro itens de ação que pudessem ser compartilhados - bancos com livros para serem trocados, mesa para jardinagem, horta e uma bicicleta sustentável que gera energia elétrica. A partir das pedaladas, a energia mecânica se transformava em elétrica pelo alternador, e era então armazenada em uma bateria que, por sua vez, alimentava o poste de luz feito por um tubo de PVC.

Após regulamentar junto ao CAU/ AL o projeto paisagístico e elétrico, a arquiteta começou a montagem ainda sozinha. Não demorou, porém, para que vizinhos e frequentadores da área contribuíssem com o espaço, trazendo ou levando materiais, propondo soluções e interagindo com as estruturas.

A intervenção temporária tomou forma na avenida Aristeu de Andrade, envolvida por uma grande estrutura de metal, semelhante a um biombo, e com espaços internos voltados aos pontos de ação. Tudo foi feito com materiais doados, reciclados ou reutilizados. A armação metálica, por exemplo, foi fabricada por seu Beto, um serralheiro que após os dois meses que durou a instalação reaproveitou o material em outros trabalhos.

Nesta experiência em Maceió, a arquiteta conta como recebeu sugestões diversas dos colaboradores do espaço: uma forma criativa de usar determinado material, uma disposição diferente dos espaços, uma saída para girar os pedais das bicicletas automaticamente com ímãs - esta última não concretizada, por dificuldade em encontrar os materiais. "O rapaz que deu essa ideia ficou de testá-la na casa dele, estou curiosa para saber se ele a realizou", acrescenta.

A construção colaborativa delineia seus contornos próprios, e isso é o mote da arquiteta: pensar global, agir local. Ana Rosa destaca as discussões que têm sido feitas, principalmente nas grandes cidades, sobre o direito e a posse à cidade: "Isso é global. Já o meio local tem suas especificidades e se apropria desses discursos de formas distintas".

Ainda que em Maceió persista um contexto social de exclusão e de privação de uso do espaço bastante acentuado, a experiência da Passagem Pop-Up na cidade reforça tanto o caráter coletivo da arquitetura quanto a possibilidade que ela tem de proporcionar mudanças positivas feitas em conjunto com quem usufrui desses locais.

Nesse aspecto, destaca a contribuição das pessoas de origem mais simples, que estão mais acostumadas a uma dinâmica de participação e ajuda mútua em espaços como o das favelas. "O trabalho da arquitetura não é ensimesmado. As pessoas têm conhecimentos sobre os espaços que não são restritos aos arquitetos, mas são válidos e devem ser ouvidos", sacramenta a arquiteta.

Fonte:http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/244/ana-rosa-chagas-desenvolve-instalacao-temporaria-em-maceio-e-consegue-318062-1.aspx

"Trazer a comunidade para o processo de arquitetura": palestra do arquiteto chileno Alejandro Aravena é um dos destaques do TED Talk em 2014

Fundador do escritório Elemental também explica a importância do poder de síntese dos projetos arquitetônicos na era da urbanização

Kelly Amorim, do Portal PINIweb

Reprodução

No encerramento de 2014, a Revista AU indica a palestra “Minha filosofia de arquitetura? Trazer a comunidade para o processo”, do arquiteto chileno Alejandro Aravena, realizada pelo TED (Technology, Entertainment and Design) Talk, evento que reúne palestras curtas em todo o mundo.

No vídeo, que tem pouco mais de 15 minutos de duração, o fundador do escritório Elemental fala sobre a necessidade de sintetizar e simplificar seus projetos citando três de suas obras executadas no Chile: a habitação social Quinta Moroy, que abriga 100 famílias; O Centro de Inovação Anacleto Angelin; e o plano diretor para a reconstrução de uma costa após um terremoto em 2010.

Em análise aos desafios globais de urbanização, Aravena enfatiza a importância da participação da comunidade em seus projetos. "Nunca resolveremos os problemas a menos que usemos a capacidade das próprias pessoas de construir”, explica.

Durante a palestra, o arquiteto menciona diversas vezes o poder da síntese nos projetos arquitetônicos, explicando que, por causa da grande movimentação de pessoas em direção às cidades, o conceito de síntese se faz muito necessário para a utilização eficiente dos recursos urbanos. “Dos três bilhões de pessoas que vivem em grandes cidades hoje, um bilhão está abaixo da linha da pobreza. Esse número vai aumentar para dois bilhões em 2030, e isso significa que temos que organizar os espaços para que as pessoas não vivam em favelas e assentamentos informais”, diz.

Para assistir à palestra na íntegra, clique aqui.

Fonte: http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/noticias/trazer-a-comunidade-para-o-processo-de-arquitetura-palestra-do-335386-1.aspx

Urbana Arquitetura propõe estufas de biomas artificiais em Inhotim

Vista externa. Image Cortesia de Urbana Arquitetura      Vista externa. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

Desde que Inhotim extrapolou os limites da arte e se transformou em jardim botânico, o caráter educativo e científico tem se tornado prioridade para o Instituto. No intuito de ampliar o acervo botânico, e aliando esta atividade à sua vocação original de parque aberto ao público para visitação com enfoque em arte, lazer, educação e meio ambiente, foi concebido o Projeto Âmbar, a cargo do escritório Urbana Arquitetura. Na forma de uma grande galeria verde, o espaço irá abrigar plantas do Brasil e de todas as partes do mundo.

O complexo do Projeto Âmbar abrangerá as áreas de botânica/paisagismo, ambientes técnicos, de apoio, comércio e serviços, e entretenimento.

Estufa equatorial. Image Cortesia de Urbana Arquitetura Acesso. Image Cortesia de Urbana Arquitetura Vista geral do parque. Image Cortesia de Urbana Arquitetura Implantação. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

A área de botânica/paisagismo se estenderá por duas estufas (para recriação de condições climáticas inexistentes no local) e por biomas a céu aberto. A primeira estufa foi planejada para abrigar espécies de clima quente e úmido, típicas de uma floresta equatorial. A segunda estufa deverá abrigar espécies de clima frio, encontrados em floresta temperada. Na área externa está prevista a exposição de espécies de biomas ocorrentes no Brasil, e também um complexo de lagos para abrigar jardins aquáticos.

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Estufa temperada. Image Cortesia de Urbana Arquitetura           Estufa temperada. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

DESAFIOS

A primeira questão, e o principal desafio na elaboração do projeto, foi como aliar a preservação da paisagem com a inserção de um elemento construído de escala gigantesca (30 mil m², com pé-direito que alcança os 36 metros de altura). O terreno escolhido, com mais de 300 mil m² de área, apresenta topografia irregular, cursos d’água e matas ao redor.

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Implantação. Image Cortesia de Urbana Arquitetura       Implantação. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

Outra questão crucial era a necessidade de que as estufas recebessem o máximo de luz solar durante todo o ano, desta forma as estufas foram direcionadas à encosta voltada ao norte. Nesta encosta, buscou-se no relevo uma condição propícia à implantação das estufas de forma a compensar a altura necessária para o desenvolvimento das plantas de grande porte. E lá estavam, duas depressões que poderiam acomodar as estufas e proporcionar o pé-direito necessário no interior, com menor impacto visual no exterior.

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Foyer. Image Cortesia de Urbana Arquitetura       Foyer. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

O passo seguinte foi a definição da geometria destes dois grandes elementos. Inicialmente, o contorno das estufas foi desenhado de maneira a adaptar-se às sinuosidades do terreno natural. Em seguida, procurou-se adotar uma forma autoportante que proporcionasse economia do ponto de vista estrutural e possibilitasse os grandes vãos necessários sem apoios intermediários.

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Vista geral do parque. Image Cortesia de Urbana Arquitetura       Vista geral do parque. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

A estrutura básica das estufas é formada por três elementos: embasamento em concreto, estrutura em perfis metálicos, e fechamento em membrana de ETFE.

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Diagramas da estrutura. Image Cortesia de Urbana Arquitetura        Diagramas da estrutura. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

A cobertura em estrutura metálica apresenta uma malha com uma geometria conhecida como “cairo tiiling”, e sua modelagem partiu de ensaios de deformação computacional e desenhos paramétricos que simulam a força da gravidade. A partir deste conceito, a forma apresenta um comportamento autoportante que tem como consequência a diminuição dos elementos e da seção da estrutura metálica (padronizado por parametrização), diminuindo os custos e simplificando a execução.

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Corte A. Image Cortesia de Urbana Arquitetura         Corte A. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

EQUIPE TÉCNICA:

Escritório: Urbana Arquitetura
Autores: Pedro Doyle Cesar e Alessandra Guimarães Carvalho
Colaboradores: André de Almeida Resende e Luisa Soares da Cunha Guimarães
Consultores: Pedro Nehring (paisagismo), Pablo Cabrera Jauregui (modelagem paramétrica) e Atelier One (estrutura)

Vista externa. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Vista externa. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Estufa equatorial. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Estufa equatorial. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Acesso. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Acesso. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Vista geral do parque. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Vista geral do parque. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Implantação. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Implantação. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Foyer. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
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Estufa temperada. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
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Vista geral do parque. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Vista geral do parque. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Vista geral do parque. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
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Planta 1 - Estufas. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Planta 1 - Estufas. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Planta 2 - Foyer. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
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Planta 3 - Mezanino. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Planta 3 - Mezanino. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Planta 4 - Acesso. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Planta 4 - Acesso. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Corte A. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
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Corte B. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Corte B. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Diagramas da estrutura. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Diagramas da estrutura. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Diagramas de implantação. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Diagramas de implantação. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Diagramas de análise. Image Cortesia de Urbana Arquitetura
Diagramas de análise. Image Cortesia de Urbana Arquitetura

 

Fonte:Romullo Baratto. "Urbana Arquitetura propõe estufas de biomas artificiais em Inhotim" 31 Dec 2014.ArchDaily Brasil. Acessado 1 Jan 2015.  http://www.archdaily.com.br/br/759603/urbana-arquitetura-propoe-estufas-de-biomas-artificiais-em-inhotim

Exposição “Latin America in Construction: Architecture 1955–1980” no MoMA

© Marcel Gautherot  © Marcel Gautherot

Em 1955 o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA) promoveu a exposição "Latin American Architecture since 1945", um levantamento sem precedentes da arquitetura moderna da América Latina. No 60° aniversário desse importante marco, o MoMA revisita a região para oferecer um complexo panorama das posições, debates e criatividade arquitetônica do México e Cuba ao Cone Sul entre 1955 e o início da década de 1980.

Esse período de auto-questionamento, exploração e complexas mudanças políticas também viu o surgimento da imagem da América Latina como uma paisagem em desenvolvimento em que todos os aspectos da vida cultural eram coloridos, de uma forma ou de outra, por essa nova atitude que emergiu como o “Terceiro Mundo”. E exposição de 1955 apresentava o resultado de uma única série fotográfica; por outro lado, "Latin America in Construction: Architecture 1955–1980" reúne uma grande variedade de materiais originais que nunca antes haviam sido compilados e, em sua maioria, são raramente expostos mesmo em seus países de origem.

A exposição conta com desenhos arquitetônicos, modelos, fotografias de época e registros audiovisuais, além de maquetes e fotografias recentes. Embora a exposição foque no período de 1955 a 1980 na maioria dos países da América Latina, ela é introduzida por um vasto prelúdio sobre as três décadas precedentes de desenvolvimento arquitetônico na região, apresentando a construção de diversas universidades importantes em cidades como Cidade do México e Caracas, além de expor o desenvolvimento de Brasília. Os arquitetos da época abordaram esses desafios com inovações formais, urbanísticas e programáticas, muitas das quais ainda relevantes para os desafios de nosso tempo; um tempo em que a América Latina continua mostrando respostas arquitetônicas e urbanísticas vibrantes e desafiadoras às questões de modernização e desenvolvimento, embora em contextos econômicos e políticos bastante diferentes daqueles considerados na grande retrospectiva apresentada na exposição.

A exposição vem acompanhada de duas grandes publicações: um catálogo e uma antologia de textos seminais traduzidos do português e do espanhol.

  • Organizado por Barry Bergdoll, Curador, e Patricio del Real, Assistente de curadoria, Department of Architecture and Design, The Museum of Modern Art; Jorge Francisco Liernur, Universidad Torcuato di Tella, Buenos Aires, Argentina; e Carlos Eduardo Comas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil; com o apoio de um comitê consultivo da América Latina
  • Colaboradores no Brasil: Igor Fracalossi, Rafael Saldanha Duarte e Carlos Castro.
  • Apoio principal: The International Council of The Museum of Modern Art.
  • Financiamento adicional: The Reed Foundation e MoMA Annual Exhibition Fund

Latin America in Construction: Architecture 1955–1980

  • Data: de 29 de março a 12 de julho de 2015
  • Local: Museum of Modern Art - MoMA
  • Endereço: 11 West 53 Street  New York, NY, EUA
  • Título: Exposição “Latin America in Construction: Architecture 1955–1980”
  • Website: http://www.moma.org/
  • Organizadores: MoMA
  • De: 29 de Março de 2015, 00:00
  • Até: 12 de Julho de 2015, 00:00
  • Onde: MoMA
  • Endereço: 11 West 53rd Street, Nova Iorque, NY 10019, EUA

 

Fonte:Romullo Baratto. "Exposição “Latin America in Construction: Architecture 1955–1980” no MoMA" 01 Jan 2015. ArchDaily Brasil. Acessado 1 Jan 2015.  http://www.archdaily.com.br/br/757289/exposicao-latin-america-in-construction-architecture-1955-nil-1980-no-moma

The Guardian elege as melhores infraestruturas para o ciclismo urbano

Perth, Austrália. © Zhonde para Witness The Guardian     Perth, Austrália. © Zhonde para Witness The Guardian

Um antigo túnel ferroviário convertido no túnel mais longo do mundo para ciclistas, uma ciclovia construída em torno de um aeroporto e rotas que margeiam rios urbanos são alguns dos casos que o jornal britânico The Guardian destacou como as melhores infraestruturas para o ciclismo urbano.

Diferente de outras listas, esta foi elaborada a partir de imagens que os próprios leitores enviaram com a infraestrutura que consideram segura e que poderia servir de exemplo para outras cidades do mundo.

Na continuação, veja 13 bons exemplos de infraestrutura cicloviária:

Amberes, Bélgica

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Amberes, Bélgica. © riotgibbon para Witness The Guardian      Amberes, Bélgica. © riotgibbon para Witness The Guardian

O túnel Santa Ana foi construído entre 1931 e 1933 para conectar o centro antigo aos novos bairros de Amberes. A estrutura foi construída a 32 metros de profundidade, abaixo do rio Escalada, e com um diâmetro pensado para que uma ambulância ou outro veículo de emergência possa trafegar.

No interior do túnel podem circular pedestres e ciclistas - estes últimos devem obedecer a um limite de velocidade de 5km/h.

Amsterdã, Países Baixos

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Amsterdã, Países Baixos. © MotherGaia para Witness The Guardian        Amsterdã, Países Baixos. © MotherGaia para Witness The Guardian

Uma das imagens mais comuns de Amsterdã é a de seus estacionamentos repletos de bicicletas. E segundo dados oficiais, na capital dos Países Baixos há 881 mil bicicletas, uma cifra três vezes maior que os 263 mil automóveis existentes.

Bangkok, Tailândia

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Bangkok, Tailândia. © blackadder55 para Witness The Guardian      Bangkok, Tailândia. © blackadder55 para Witness The Guardian

Em março deste ano, o aeroporto de Suvarnabhumi inaugurou uma ciclovia de 23,5 quilômetros, construída em seus arredores. Como a ciclovia é administrada pela Autoridade Aeroportuária da Tailândia, o único requisito é que um ciclista por grupo apresente uma cópia de seu passaporte.

Bath, Reino Unido

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Bath, Reino Unido. © mannand para Witness The Guardian   Bath, Reino Unido. © mannand para Witness The Guardian

Em 2007 o grupo Bath Two Tunnels começou a pensar como poderia transformar um antigo túnel ferroviário em um passeio para pedestres.

Após alguns anos trabalhando a ideia com as comunidades e conseguindo as permissões necessárias, os túneis de 1672 metros de comprimento foram inaugurados em 2013 como infraestruturas habilitadas para pedestres, ciclistas e pessoas com mobilidade reduzida.

Além disso, estes túneis deram origem a um circuito de 20 quilômetros que conecta o centro com Midford e Monkton Combe, ao sul de Bath, passa pelo aqueduto Dundas, uma construção histórica que foi iniciada em 1797, e se une a duas rotas nacionais (Nº 4 e Nº24).

Brisbane, Austrália

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Brisbane, Austrália © Bob Russell para Witness The Guardian      Brisbane, Austrália © Bob Russell para Witness The Guardian

O River Loop é uma das rotas mais conhecidas de Brisbane para andar de bicicleta. No total, tem 36 quilômetros de comprimento e a maioria foi construída ao redor do rio Brisvane. Além disso, permite chegar à praia Streets Beach, a única praia da Austrália localizada no centro de uma cidade, e aos cafés e restaurantes de South Bank.

Calgary, Canadá

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Calgary, Canadá. © pimpal para Witness The Guardian    Calgary, Canadá. © pimpal para Witness The Guardian

A cidade de Calgary é atravessada pelos rios Bow e Elbow, nos quais as mais de 60 pontes que os atravessam cumprem uma função essencial para a mobilidade de seus cidadãos. Na imagem pode-se observar a ponte Southland que une os bairros de Acadia, Riverband e Southland Drive.

Glasgow, Escócia

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Glasgow, Escócia. © Oldtymer para Witness The Guardian     Glasgow, Escócia. © Oldtymer para Witness The Guardian

Este túnel, com um percurso para pedestres e uma ciclovia, se encontra na passarela de pedestres que une o Centro Escocês de Conferências e Exposições a uma estação ferroviária.

Hamburgo, Alemanha

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Hamburgo, Alemanha. © Boo Guy para Witness The Guardian   Hamburgo, Alemanha. © Boo Guy para Witness The Guardian

Alguns vagões do Metrô de Hamburgo contam com um rack para bicicletas. Segundo o leitor que enviou esta foto ao The Guardian, esta opção “é ideal quando chove”.

Perth, Austrália

Em setembro deste ano, o site Mother Nature Network (MNN) elegeu as 10 cidades mais adequadas para o uso da bicicleta segundo a qualidade da infraestrutura para ciclistas e o respeito dos motoristas em relação aos ciclistas. Nesta lista, Perth ficou em sexto lugar.

Mas os planos municipais pretendem melhorar essa situação, já que está sendo desenvolvido um plano para outros 100 km de vias, que se somarão à rede existente.

Província Holanda do Sul, Países Baixos

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Rotterdã, Países Baixos. © RotenbergAPhotos para Witness The Guardian        Rotterdã, Países Baixos. © RotenbergAPhotos para Witness The Guardian

Na rota para bicicletas de Zoetermeer até Bleiswijk, na Província de Holanda do Sul, há três túneis construídos embaixo de autoestradas, entre os quais se destaca o da imagem, “Catedral Bike”.

Seu nome se deve ao fato de ser o maior dos três, com 16 metros de largura, 6,5 metros de altura e 53 metros de comprimento.

San Sebastián, Espanha

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San Sebastian, Espanha. © Ander Gortazar Balerdi para Witness The Guardian     San Sebastian, Espanha. © Ander Gortazar Balerdi para Witness The Guardian

Com dois quilômetros de comprimento, este túnel para ciclistas se trasnformou no maior do mundo em 2009. A isto se acrescenta que foi permitido recuperar parte da antiga linha de trens Bilbao-San Sebastián e, assim, conectar Amara e Ibaeta, dois bairros onde não se podia chegar de bicicleta.

Sydney, Austrália

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Sidney, Austrália. © domschuster para Witness The Guardian       Sidney, Austrália. © domschuster para Witness The Guardian

A partir do centro de Sydney, os ciclistas podem percorrer 26 quilômetros através de ciclovias - compartilhadas e segregadas - para chegar ao início da rota margeia o rio Parramatta. Esse caminho é usado por aqueles que visitam a Reserva Eric Primrose ou o Parque George Kendall, lugares que criam uma atmosfera mais natural ao percurso.

Uma vez no subúrbio de Meadowbanl, pode-se pegar uma balsa com a bicicleta e retornar ao centro de Sydney.

Vancouver, Canadá

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Vancouver, Canadá. © BobBiker para Witness The Guardian     Vancouver, Canadá. © BobBiker para Witness The Guardian

Apenas no período entre 2008 e 2011, os trajetos de bicicleta em Vancouver aumentaram em 40%. Por este motivo o município lançou um plano para construir uma infraestrutura mais segura para os ciclistas, como ciclovias segregadas dos veículos motorizados e sinalizações nos cruzamentos.

Via Plataforma Urbana. Tradução Arthus Stofella, ArchDaily Brasil.

 

Fonte:Constanza Martínez Gaete. "The Guardian elege as melhores infraestruturas para o ciclismo urbano" 01 Jan 2015. ArchDaily Brasil. Acessado 1 Jan 2015.  http://www.archdaily.com.br/br/759597/the-guardian-elege-as-melhores-infraestruturas-cicloviarias-urbanas

 
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