10 dicas para os estudantes de arquitetura e urbanismo se prepararem para o mercado de trabalho



Umas das principais dificuldades encontradas pelos estudantes na busca por uma vaga de estágio é lidar com a falta de experiência profissional. Tal fato não deixa de ser um paradoxo, já que quem se candidata a vaga de estagiário muitas vezes nunca trabalhou na área escolhida. Sendo assim, é fundamental investir na formação acadêmica e também conhecer a diversidade cultural e patrimonial que esteja acessível. A seguir, são apresentadas 10 dicas que servem como orientações aos alunos que pretendem incrementar o currículo e que participam de processos seletivos de emprego:

1. AMPLIE O SEU NETWORKING

Via startup101.com.br
Via startup101.com.br

Networking é uma palavra em inglês que significa a capacidade de estabelecer uma rede de contatos ou uma conexão com algo ou com alguém. Serve como uma ferramenta de marketing pessoal, cuja eficiência dependerá de uma comunicação autêntica, de uma postura proativa e da habilidade de cultivar bons relacionamentos interpessoais. Além disso, funciona como um sistema de colaboração mútua de compartilhamento de serviços e de informações entre indivíduos que têm interesses em comum. Por exemplo, ser informado a respeito de uma oportunidade de vaga de estágio por meio de um colega. Por isso, é importante participar de grupos de redes sociais vinculadas às áreas de interesse e também manter contato regular com as pessoas que possam contribuir com o seu desenvolvimento profissional e pessoal. Sem dúvidas, ajudar e ser ajudado é uma experiência gratificante, que resulta em parcerias benéficas para todos os envolvidos.

2. FAÇA TRABALHOS VOLUNTÁRIOS

Via Gazeta do Povo
Via Gazeta do Povo

Existem inúmeras ONGs (organizações não governamentais) que propõem ações conjuntas com os voluntários e a comunidade situada no local de intervenção, visando cumprir um objetivo específico (a missão). As atividades realizadas estimulam o trabalho coletivo e a importância de exercer a cidadania. Além disso, é uma oportunidade de desenvolver suas habilidades técnicas e, ao mesmo tempo, conhecer realidades díspares e contribuir na transformação do espaço e das pessoas que ali vivem.

3. PARTICIPE DE GRUPOS DE ESTUDOS

Se no seu curso existem grupos de estudos, procure frequentar as reuniões deles. Geralmente, nelas são discutidos textos sobre temas atuais e/ou pertinentes à área. Além disso, podem ser promovidas sessões de documentários ou filmes que retratam as problemáticas e realidades do universo arquitetônico. Caso ainda não tenha, organize com os colegas a criação de um grupo e peça também o apoio dos professores para que possam sugerir referências de leituras e indicação de filmes/ documentários relacionados com os conteúdos das disciplinas ministradas por eles. A troca de informações e opiniões com os colegas é uma prática que contribui diretamente na formação do senso crítico de qualquer profissional.

4. INVISTA EM CURSOS COMPLEMENTARES

Apenas frequentar as aulas da graduação não é suficiente para quem busca se destacar profissionalmente. É necessário complementar o aprendizado por meio de cursos específicos que correspondam às áreas de interesse. Existem diversas opções oferecidas pelas instituições de ensino pública e privada, dentre elas: cursos de EAD (ensino a distância), cursos técnicos profissionalizantes, cursos de curta duração e cursos de capacitação técnica.

5. FREQUENTE EVENTOS DA ÁREA

Via Expo Revestir
Via Expo Revestir

Mantenha-se atualizado sobre o calendário de eventos da sua área de interesse (arquitetura, urbanismo, design, paisagismo e da construção civil), incluindo as feiras internacionais, fóruns, simpósios, congressos, mesas redondas, semana da arquitetura e urbanismo, encontros regionais/ nacionais/ internacionais de estudantes de arquitetura e urbanismo, etc. Dentre as opções existentes, escolha qual delas irá participar.

6. PARTICIPE DE CONCURSOS NA CATEGORIA ESTUDANTIL

Participar de um concurso significa atender plenamente todas as exigências dispostas no edital, cujo trabalho será avaliado por um júri habilitado e capacitado tecnicamente. É fundamental que o projeto seja apresentado na formatação solicitada, pois qualquer não atendimento implica na sua desclassificação. Toda essa experiência é válida, mesmo que o projeto não seja premiado, já que se exige do candidato muita atenção, disciplina, trabalho em equipe e organização para que sejam cumpridas todas as etapas. Além disso, o projeto desenvolvido pode ser incluído no portfólio (ver dica 10) e também mencionado no currículo.

7. CONHEÇA PESSOALMENTE AS REFERÊNCIAS ARQUITETÔNICAS

Edifício Copan. © Rhcastilhos - via wikimedia commons
Edifício Copan. © Rhcastilhos - via wikimedia commons

Pesquisar sobre os projetos arquitetônicos e urbanísticos que foram ou são relevantes para a sociedade permite que o estudante de arquitetura amplie seu repertório de projetos. Contudo, conhecer pessoalmente os locais de estudo é uma experiência insubstituível na formação do arquiteto urbanista. Vivenciar o lugar estimula os sentidos do corpo humano, pois é possível sentir odores, ruídos, sabores, texturas e paisagens distintas ao mesmo tempo. Além disso, o fato de observar as pessoas interagindo com o espaço projetado proporciona uma análise crítica sobre o papel do arquiteto na tomada de decisão. Se no momento não for possível viajar, procure conhecer a história e as referências arquitetônicas de sua própria cidade ou até mesmo do seu bairro. Existem diversos lugares interessantes a serem visitados e em muitos deles os acessos são gratuitos. Ah... sempre tenha em mãos um caderno de anotações para registrar suas impressões e ideias.

8. PARTICIPE DE ALGUM PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Participar de um programa de iniciação científica é o ponto de partida para quem tem interesse em se aprofundar em um assunto específico ou seguir carreira acadêmica. Em geral, o aluno interessado integra-se em algum grupo de pesquisa da própria instituição e desenvolve um projeto junto com o professor orientador que, por sua vez, o incentiva a participar de congressos e seminários, bem como a publicar artigos em jornais e revistas. Além disso, é possível obter bolsas de estudos na modalidade IC (iniciação científica) por meio do envio do currículo lattes e do plano de pesquisa, cuja relevância será avaliada pela comissão técnica da instituição pleiteada.

9. FAÇA INTERCÂMBIO

Florença. © Irene Grassi, via Flickr. CC
Florença. © Irene Grassi, via Flickr. CC

Um profissional que já participou de um programa de intercâmbio se destaca no mercado de trabalho pois a experiência adquirida está associada a uma série de desafios superados, dentre eles: lidar com a distância da família e amigos; aprender os costumes locais; adaptar-se a realidade de um novo país e, acima de tudo, comunicar-se em outra língua. O intercambista aprende a trabalhar em equipe e tem contato com a diversidade cultural do país; faz novas amizades; promove o networking (ver dica 1); adquire novos conhecimentos, responsabilidade e independência e, por fim, pode se tornar fluente em um idioma estrangeiro. Existem diferentes programas de intercâmbio, sendo que parte deles oferece bolsas de estudo e auxílios de moradia e alimentação. É importante pesquisar minuciosamente as informações e analisá-las para definir qual destino e tempo de estadia se enquadram no seu orçamento.

10. ELABORE UM PORTFÓLIO

O portfólio é uma espécie de “vitrine”, cujo objetivo principal é divulgar a qualidade dos projetos concluídos pelo profissional. Os estudantes que estão planejando suas carreiras devem reunir seus trabalhos realizados, tanto nas disciplinas como nas participações em concursos estudantis (ver dica 6), de maneira que o resultado do portfólio seja criativo, organizado e padronizado. É fundamental mantê-lo atualizado.
Conhece alguma outra dica que pode ajudar os estudantes de arquitetura e urbanismo a se prepararem para o mercado de trabalho? Compartilhe suas ideias na seção de comentários a seguir.

Artigo escrito por Tarsila Miyazato, Mestre em arquitetura e urbanismo - FAUUSP. Atualmente é professora nos cursos de arquitetura e urbanismo e de engenharia civil naUniversidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL) e atua como arquiteta na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Hoje, vale a pena ser arquiteto?

Texto de 

Image de Hoje, vale a pena ser arquiteto?
Foto: DR


Um arquiteto é uma pessoa que pode sempre sonhar, mesmo depois de 20, 30, 40 anos de carreira, acredita que pode surgir “aquele projeto”, a tal encomenda, aquele sonho de desenhar a obra mais bela que as pessoas já viram. E qualquer arquiteto aspira a projetar até ao fim dos seus dias. Um arquiteto, mesmo que esteja a fazer o que quer que seja, será sempre, sempre, arquiteto.


Segundo sei, esta semana saiu um ranking meio estúpido do ministério da educação. E saiu agorinha em julho para que a rapaziada jovem saiba quais são os cursos que dão emprego e quais os que têm mais gente inscrita no Centro de Emprego (ou será Centro do Desemprego?). Consta que nesse ranking os “piores” cursos são os de arquitetura, que lidera a lista, logo seguida da engenharia. Pois bem, a arquitetura, uma área de excelência em Portugal (em especial no Porto), referência em todo o mundo, pimba! Está em descrédito. Esfumou-se o sonho do jovem que admira o Siza Vieira, o Souto de Moura, a Hadid, o Koolhaas, etc. E estragou-se a admiração daquele rapazito que nas aulas de educação visual se apaixonou pela casa de linhas modernas que o professor do liceu, que é arquiteto, está a desenhar. Ou do outro que na telenovela viu um arquiteto “pintarolas”, cheio de classe e cultura. Agora habituaram-se a ouvir o pai, a mãe e o resto da família a contar a angústia do primo que é arquiteto e está desempregado, da filha do vizinho que é arquiteta e trabalha a vender apartamentos, dos outros que dizem que os arquitetos cá ganham mesmo mal e por isso emigraram para a Suíça, Inglaterra, África, Brasil, etc. Assim, neste estado de coisas, possuir um bacharelato em informática ou em análises clínicas é mais aliciante que sofrer cinco anos para ser arquiteto. Obter um título, mesmo que seja em administração pública e recursos humanos, em turismo, teologia ou línguas orientais é um caminho mais seguro e tendencialmente mais próspero do que ser arquiteto. Pois permitam-me que diga uma coisa aos pais, aos tios, aos consultores pedagógicos e a quem quiser ouvir: Não há memória de os livros de história falarem de uma profissão como falam dos arquitetos.
Há milhares e milhares de arquitetos que ficaram registados nos livros das gerações futuras, nas fotografias que se tiram nos centros históricos. Mesmo alguns mais anónimos. Quando viajamos e nos fotografamos junto a um conjunto de belo enquadramento em Itália, em França, na Alemanha ou em Inglaterra, por detrás daqueles edifícios está o nome e o trabalho dos arquitetos, uns mais conhecidos, outros menos, mas todos partilharam essa dádiva que foi deixarem a sua obra para lá da sua vida. O desemprego sempre teve uma relação próxima com a arquitetura. E sempre houve desemprego entre arquitetos. E sempre houve arquitetos a fazer outras coisas para sobreviver. Mas mesmo com isso continua a estar apto a cumprir o seu sonho de desenhar uma casa como fazia o seu professor do liceu. Nem que seja ao fim de semana ou em cima da mesa de jantar à noite. Existem muitos arquitetos, que poucas obras construíram na vida. Alguns quase nenhumas. E mesmo assim estão na memória.
Por isso um arquiteto é uma pessoa que pode sempre sonhar, mesmo depois de 20, 30, 40 anos de carreira, acredita que pode surgir “aquele projeto”, a tal encomenda, aquele sonho de desenhar a obra mais bela que as pessoas já viram. E qualquer arquiteto aspira a projetar até ao fim dos seus dias. Um arquiteto, mesmo que esteja a fazer o que quer que seja, será sempre, sempre, arquiteto. Ser arquiteto não é só uma profissão, é pertencer à classe das coisas únicas no mundo que tocam os nossos sentimentos. E gostar de arquitetura é também um ato de amor à humanidade. Por isso digo aos que querem ser arquitetos e ouvem os conselhos dos que vos demovem da intenção – NÃO DESISTAM! Porque podem não só estar a ouvir um mau conselho, como também a destruir o vosso sonho. E se me perguntarem por que vale a pena ser arquiteto hoje? Sempre valeu e houve alturas piores.
Imagem de perfil de Avelino Oliveira
Avelino Oliveira nasceu no Porto, em 1970. Estudou Arquitetura na U. Porto (até 1995) e em Inglaterra, onde foi bolseiro. Estagiou na C.M.Porto e ingressou como técnico na C.M.Vila do Conde. Ainda como estudante fundou a Oval, empresa em que apostou as suas energias e que se mantém até hoje. De 1999 a 2004, dividiu a sua atividade entre a produção de arquitetura, a docência no curso de arquitetura da U.F.Pessoa e os Estudos Pós-Graduados na UPC em Barcelona. Doutorou-se em 2012 e desde dezembro de 2013 exerce funções de Secretário da Comissão Executiva da Área Metropolitana do Porto. É membro do conselho científico de revistas internacionais em Portugal, Brasil e Letónia. É também Investigador-colaborador do CAPP – Centro de Investigação do ISCSP. Como arquiteto possui obra construída em Portugal e publicada em vários países.

Fonte: http://www.porto24.pt/opiniao/hoje-vale-pena-ser-arquiteto/

AD Brasil Entrevista: Brasil Arquitetura


O escritório paulistano Brasil Arquitetura é o entrevistado da vez em nossa seção AD Brasil Entrevista. Fundado em 1979 por cinco arquitetos recém-formados pela FAU-USP, um ano após ser inaugurado eram três os sócios e, a partir de 1995, o permaneceram apenas Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.
Nestas mais de três décadas de história, passaram pelo escritório mais de cinquenta colaboradores, entre arquitetos e estagiários, que atuaram projetos no Brasil e no exterior. Em 1986 os arquitetos criaram a marcenaria Baraúna, destinada a executar mobiliário e objetos em madeira projetados no escritório.
Conscientes da importância e do impacto de suas obras no ambiente urbano, os arquitetos mostram preocupação com a reflexão acerca das cidades – este “artefato humano mais fantástico” –, reconhecendo o alto custo e envolvimento social que tem a arquitetura.
Reveja, a seguir, alguns projetos do Brasil Arquitetura que temos publicados em nossa página.

Teatro Erotídes de Campos - Engenho Central / Brasil Arquitetura

O conjunto formado pelo Engenho Central é "marca da terra" de Piracicaba. Num dos mais belos e antigos de todos os galpões, projetamos o Teatro do Engenho. Uma arquitetura que vai pelas entranhas do edifício transformando vazios em hall público, salas acusticamente equipadas, plateia, palco, restaurante, camarins, salas técnicas e de apoio, tudo que um teatro carece para funcionar em sua plenitude.

Villa Isabella / Brasil Arquitetura

Para nós, é impossível pensar na arquitetura moderna brasileira sem a forte influência da Finlândia através da obra genial de Alvar Aalto. Quando buscamos nossas raízes, ou melhor, nossas matrizes referenciais, deparamo-nos com estruturas, concepções de espaço, lógicas construtivas, apropriação de materiais e relação com o ambiente natural e urbano oriundas da experiência finlandesa na arquitetura.

Museu do Pão - Moinho Colognese / Brasil Arquitetura

No final do século XIX e inicio do século XX, o Brasil recebeu uma grande quantidade de imigrantes, vindos dos mais diversos países, como Alemanha, Japão, Itália, Líbano, Ucrânia, Polônia, etc. Tratava-se de uma tentativa do governo brasileiro de "branquear" um país essencialmente mulato, recém saído de séculos de escravidão de negros africanos.

Praça das Artes vence Icon Award em Londres

O projeto Praça das Artes , de autoria de Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci ( Brasil Arquitetura) e Marcos Cartum, venceu o Icon Awards em Londres, nesta última quinta-feira, na categoria Edifício do Ano.







Empresa espanhola desenvolve turbinas eólicas sustentáveis e sem hélices

Protótipos utilizam efeito aerodinâmico para produzir energia elétrica com até 40% de economia

Kelly Amorim, do Portal PINIweb
Divulgação
A empresa espanhola Vortex Bladeless desenvolveu um projeto de construção de turbinas eólicas sem hélices, que prometem ser mais eficientes e sustentáveis na obtenção de energia eólica. A proposta consiste no uso da vorticidade, efeito aerodinâmico que utiliza correntes de vento e instabiliza a torre, de forma que faça oscilar a sua parte superior.
A energia cinética é convertida em elétrica por meio de indução na base da torre. De acordo com a empresa, por não haver contato entre as peças móveis, não é necessário o uso de lubrificantes ou reposição de peças, o que reduz o custo de manutenção. Para provar a eficácia dos protótipos, a empresa diz ter realizado "dezenas" de testes em túneis de vento.
Apesar de terem 30% de captação de energia a menos quando comparado ao método tradicional, as torres reduzem em 40% o custo de geração de energia e em até 40% a pegada de carbono. Entre as vantagens, também está a diminuição dos ruídos e da não agressão aos pássaros da região.

A companhia desenvolveu os modelos Vortex Mini (de 4kW) e Gran (de 1MW), que podem ser utilizados, respectivamente, para a geração de energia doméstica e em larga escala. Visite aqui a página do projeto: http://vortexbladeless.com/technology.php
 
IAB Tocantins Copyright © 2009 Blogger Template Designed by Bie Blogger Template
Edited by Allan