Edo Rocha lança livro sobre conforto em projetos

Crédito: Tanio Marcos
Redação Galeria da Arquitetura
O livro O conforto na arquitetura e no design é o novo trabalho do arquiteto Edo Rocha. Convidado pela Editora Essential Idea, o autor apresenta de forma didática as referências ao conforto que adota em seus projetos. O lançamento está previsto para o dia 17 de outubro, em São Paulo. 
Segundo o autor, o conceito do que é confortável depende de inúmeras percepções durante o desenvolvimento dos projetos, como sensibilidade, gosto e culturas. Na elaboração dos textos, Edo Rocha procura demonstrar como estas percepções ocorrem até que seja possível conceber um projeto que proporcione bem-estar aos usuários. 
Crédito: Divulgação/agênciamam


Projeto de iluminação pública: veja dicas de especialistas

Créditos: Vista aérea do município de Barcelona, na Catalunha, Espanha (kavalenkava volha/ Shutterstock.com)
Redação Galeria da Arquitetura
Projetos de iluminação pública assumem a responsabilidade de proporcionar segurança e acolhimento aos espaços. Para equilibrar essas demandas, é necessário que o nível de luminância seja compatível com a área e que a temperatura da cor garanta aconchego aos usuários, sobretudo em praças e parques.
Outro fator importante a ser considerado no projeto é a frequência de troca e reparo das lâmpadas. Nesse sentido, o LED leva vantagem. “A manutenção é otimizada, uma vez que sua vida útil é extremamente elevada se comparada com as convencionais”, diz Widimar Ligeiro, arquiteto e light designer.
Economia e sustentabilidade
Além de uma vida útil maior, a tecnologia LED também proporciona economia aos projetos de iluminação pública. Em artigo publicado no Portal AECweb, o engenheiro eletricista Marcos Santos explica que a troca de 200 lâmpadas a vapor de mercúrio por luminárias de LED é capaz de gerar uma economia de, aproximadamente, 30 megawatts anuais. “Isso representa um grande benefício para a cidade, cujo investimento pode ser usado para suprir outras demandas da população”, destaca.
Ainda de acordo com Santos, a iluminação pública é responsável por 25% das emissões de CO2 na atmosfera. “Por isso, a opção por LEDs se mostra não apenas a mais econômica, mas a que menos agride o meio ambiente”.
É importante ressaltar que a troca de luminárias na iluminação pública requer o cadastro e o diagnóstico da área, exigindo corpo técnico especializado principalmente para especificação e compra dos materiais.
Créditos: Praça vermelha, em Moscou, na Rússia, enfeitada para as festas natalinas (vvoe/ Shutterstock.com)

O desafio dos projetos de casas pequenas

Casa Solar da Serra, por 3.4 Arquitetura – Foto: Joana França
Redação Galeria da Arquitetura
Projetos de casas pequenas demandam certo cuidado adicional dos arquitetos. Afinal, inserir um programa com conforto e funcionalidade em uma metragem reduzida exige muita criatividade. Garantir a sensação de amplitude e aproveitar cada centímetro do imóvel são alguns dos obstáculos a serem vencidos.
Para entender quais são os principais cuidados que esse tipo de projeto demanda, conversamos com os arquitetos Fabrizio Lenci, do vapor 324, Diogo Santos, do 3.4 Arquitetura, e Diego Morera, do MAPA (MAAM+Studio Paralelo). Confira as dicas:
Entenda a necessidade de cada cliente
Para Lenci, o primeiro passo é definir quais ambientes são imprescindíveis e quais podem ser descartados do projeto arquitetônico. “Em um apartamento de 60 m², não há necessidade de dois banheiros”, afirma. No entanto, a proporção e o tamanho de cada área dependem das preferências dos moradores. Com isso em mente, é importante priorizar locais onde eles passam a maior parte do tempo.
Morera concorda: “conhecer as necessidades do cliente é fundamental, pois em um espaço reduzido, somente a personalização proporciona sentimento de domínio e vínculo com o projeto. Trata-se de otimizar ao máximo, descobrir o essencial e priorizá-lo”. Foi o que aconteceu na casa MINIMOD, de apenas 27 m². “Ao distribuir os espaços, privilegiamos as áreas de convívio, que são as mais utilizadas, compactando as de serviço.”
                                                          Casa MINIMOD, por MAPA (MAAM+Studio Paralelo) – Foto: Leonardo Finotti

10 Residências de baixo impacto ambiental

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Figurando principalmente em grandes metrópoles, as construções de baixo impacto ambiental apresentam ideias criativas e soluções eficientes para driblar o desperdício, sem deixar a estética de lado. Os modelos de casa sustentável a seguir mostram que sustentabilidade não significa apenas respeito ao meio ambiente, mas também qualidade de vida.
Blooming Bamboo Home (imagem do topo)
Criada para atender as necessidades de uma região assolada por enchentes frequentes, no Vietnã, a Blooming Bamboo Home é toda construída em bambu, material considerado um dos mais sustentáveis do mundo. A decoração interna, assim como o mobiliário, também é fabricada do mesmo material, afim de reduzir resíduos e promover durabilidade e economia. Em caso de enchentes, a casa é suspensa e flutua.
Earthships
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Com base de pneus antigos preenchidos com terra, a Eartships é considerada o modelo de casa mais sustentável do mundo. Projetada para captar total luminosidade e água da chuva, ela é completamente autônoma de fontes externas. Seu conforto térmico fica por conta da massa ecológica que reveste a construção, que ajuda a manter a temperatura à 22°C independente da condição do ambiente.
Industrial Moderno
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Economia com criatividade e design. O resultado dessa soma pode ser visto na casa de 31 containers, projetada pelo arquiteto Todd Miller. À primeira vista deve ser difícil imaginar como essa casa colabora com o meio ambiente e estreita a relação do morador com a natureza. Mas uma olhadela mais minuciosa revela: sua principal matéria-prima é um objeto reciclado e, o que não é feito de container é madeira de reflorestamento.  As janelas são propositalmente grandes, permitindo total entrada de luz natural.

FAU abre vaga para professor de arquitetura com salário de R$ 15 mil

Inscrições vão até abril de 2017

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP) está com uma vaga aberta para professor titular, no Departamento de Tecnologia da Arquitetura. A remuneração é de R$ 15.862,33.
Os interessados podem se candidatar, entregando o requerimento na Assistência Técnica Acadêmica da FAU, localizada na rua do Lago, 876 no bairro do Butantã em São Paulo, de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h00 e das 13h00 às 16h00, até o dia 7 de abril de 2017. O concurso ocorre devido à aposentadoria do professor Ricardo Toledo da Silva.
A etapa de seleção contará com três provas: o julgamento de títulos, com peso quatro; uma prova pública oral de erudição, com peso dois e uma prova pública de arguição, com peso quatro.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail academicafau@usp.br. Confira o edital do concurso, e a ficha de inscrição.

Poesias preenchem vazios em Portugal

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Crédito: Divulgação/Preencher Vazios
Redação AECweb
Preencher Vazios” é um projeto de intervenção que vai além de ocupar espaços cinzentos de fachadas onde não há azulejos. As instalações, que incorporam citações de escritores comoFernando Pessoa e Mia Couto, também provocam reflexões aos transeuntes.
O projeto foi criado por Joana Abreu que, após fotografar falhas em revestimentos de casas e edifícios na cidade de Porto, em Portugal, decidiu preencher os vazios com peças improvisadas — feitas em madeira com desenhos impressos em papéis com acabamento.
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Crédito: Divulgação/Preencher Vazios
As intervenções, também presentes nas cidades de Braga e Lisboa, jogam luz para um tema em voga no país: a conservação dos revestimentos azulejares. Isso porque o material é de alta relevância para a arquitetura portuguesa, sendo considerado patrimônio do país e reconhecido como uma arte secular mundo afora.
Apesar do valor, os azulejos são alvos de furtos, demolições e má conservação das fachadas portuguesas. “É o nosso património. É a nossa cultura. Os azulejos fazem parte da cidade. Da sua essência. Não os roubem, é um apelo”, defendia uma das publicações da página do “Preencher Vazios”.

Cubas para banheiro: especificação vai além da beleza

Foto: Jacek_Kadaj / Shutterstock.com
Foto: Jacek_Kadaj / Shutterstock.com
Redação AECweb
A escolha de uma cuba para banheiro deve considerar as características de seu uso, mas sempre partir dos atributos técnicos que definem a superfície onde ela será instalada. Também influenciam, na especificação, o caráter do ambiente, a frequência de utilização, a ergonomia e, claro, o quanto se está disposto a pagar.

Conjuntos habitacionais recém-construídos em São Paulo atestam a importância do projeto de arquitetura

Várzea do Carmo é o nome do primeiro conjunto habitacional de São Paulo, construído durante a década de 1940 no bairro do Glicério, região central da cidade. O residencial desenhado pela equipe do arquiteto Attilio Correa Lima conta com 480 apartamentos distribuídos em 22 edifícios, e previa em seu projeto original quatro prédios de uso comercial que nunca foram construídos, além de jardins comuns atualmente isolados por grades. O uso misto e a promoção do convívio e do lazer são algumas das premissas de um bom projeto de arquitetura e que estavam presentes em sua concepção, mas que, nas décadas seguintes, não foram adotadas nas grandes obras públicas de habitação social realizadas na capital paulista.
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Crédito: Nelson Kon / Conjunto Habitacional Heliópolis – Gleba G, Biselli Katchborian Arquitetos Associados
A produção em série de conjuntos habitacionais em São Paulo teve impulso a partir da década de 1950. O uso de materiais de baixo custo e qualidade, além da adoção de terrenos localizados em bairros periféricos, passaram a ser regra tanto em obras estaduais, como as da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), quanto nos recentes projetos federais realizados pelo programa Minha Casa Minha Vida, ou, ainda, nas construções feitas pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), a partir dos conjuntos erguidos pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab) ou do extinto programa conhecido como Cingapura.
Localização, aliás, é um dos principais elementos que diferenciam os apartamentos do Várzea do Carmo das outras 371,9 mil moradias populares construídas no estado de São Paulo. Um exemplo é a Cidade Tiradentes, maior aglomerado de conjuntos habitacionais do Brasil, que se situa a mais de 30 quilômetros do centro da capital paulista, enquanto o primeiro ocupa uma gleba a menos de dois quilômetros do marco zero da cidade. Além do lugar, que impõe a condição de bairro-dormitório à maioria das obras de habitação social paulistanas, outro fator que as caracteriza é a baixa qualidade do projeto arquitetônico, marcado pelo uso de pré-moldados de concreto, metragens que raramente chegam a 55 m², e ausência de um partido que valorize o conforto acústico, térmico e luminotécnico ou, ainda, a acessibilidade e o lazer.
Desde a gestão de Gilberto Kassab (PSD), porém, e durante o atual comando de Fernando Haddad (PT), a Prefeitura de São Paulo tem realizado licitações e concursos públicos entre escritórios de arquitetura que promovem a adoção de projetos autorais para a construção de novos conjuntos habitacionais. Além de aspectos estéticos e funcionais, eles assumem a missão de inserir os moradores no ambiente urbano e social. “Se não for feito dessa maneira, não podemos mais denominar a nossa organização de ‘sociedade’, porque isso só acontece quando há um acordo de convívio e de respeito às diferenças, inclusive de classe econômica”, afirma Gleuson Pinheiro, doMMBB Arquitetos, um dos escritórios responsáveis pelo projeto do Jardim Edite. O conjunto construído entre 2010 e 2013 na região da avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, área nobre da cidade, segue tais parâmetros recentes de qualidade arquitetônica.
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Crédito: Nelson Kon / Jardim Edite – MMBB Arquitetos e H+F Arquitetos

 
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Edited by Allan