Nove livros sobre cidades para ler em 2017

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Nove livros sobre cidades para ler em 2017, © Ninocare/Pixabay, via The CityFix Brasil
© Ninocare/Pixabay, via The CityFix Brasil
Com a virada do ano, a rotina se atenua e podemos ler os livros que deixamos de lado durante o ano. Em tempos de crescimento das áreas urbanas e do aumento da representatividade das cidades para a sustentabilidade do planeta, é fundamental que busquemos entender melhor o lugar que escolhemos para viver a fim de, assim, construir uma melhor convivência para todos. Separamos algumas indicações de leitura para que sigamos alinhados nos debates sobre cidades sustentáveis.

Morte e Vida nas Grandes Cidades – Jane Jacobs

“Jacobs é mundialmente conhecida pelos princípios de desenvolvimento urbano que defendeu no livro “Morte e vida de grandes cidades”, publicado em 1961. Na obra, a especialista analisa a fundo as práticas de planejamento e remodelagem urbana que nortearam o desenvolvimento das cidades ao longo dos anos 50 nos Estados Unidos. As funções dos espaços públicos, os aspectos que contribuem para a segurança e o bem-estar, os elementos que levam determinados locais a se tornarem áreas vivas e pulsantes da cidade enquanto outros acabam esquecidos e degradados e a importância vital da diversidade de usos são alguns dos pontos explorados pela autora no livro que, décadas depois de publicado, ainda é um guia para planejadores urbanos em todo o mundo” – Trecho do post Cem anos de Jane Jacobs: lições da jornalista que mudou a forma como pensamos as cidades.

Cidades para Pessoas – Jan Gehl

“Na minha opinião, nós precisamos fazer bairros ou centros de cidades muito melhores, baseados na ideia de pessoas caminhando muito mais e pedalando muito mais quando isso for possível. Muitas cidades decidiram fazer isso. Na minha cidade, Copenhague, 45% das pessoas vão ao trabalho ou à escola de bicicleta, mas não era assim 20 anos atrás. Quanto mais infraestrutura, mais seguro se torna e mais pessoas pedalam, pois é bom para o clima, é bom para você, bom para a economia, bom para a poluição, é bom para o barulho. É realmente muito bom” – Trecho da entrevista concedida por Jan Gehl ao TheCityFix Brasil, disponível no post “Defensor de cidades mais humanas, Jan Gehl provoca em entrevista: “O que você está esperando, Brasil?”

Operações Urbanas

As Operações Urbanas são instrumentos de intervenção pública, reguladas pelo Plano Diretor e aprovadas mediante lei municipal, que estabelecem regras urbanísticas específicas e incentivos ao adensamento populacional e construtivo para uma determinada área da cidade, com perímetro previamente definido. Têm por objetivo alcançar metas de qualificação para os territórios que abrangem, por meio de um conjunto de diretrizes urbanísticas, como estabelece o Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257 de 2001). As áreas de interesse para Operações Urbanas Consorciadas em São Paulo são previstas no Plano Diretor Estratégico – PDE, aprovado pela Lei nº 16.050 em 2014, dentro da Macroárea de Estruturação Metropolitana.

O perímetro de uma Operação Urbana é favorecido pela possibilidade de flexibilizar limites estabelecidos pela lei de zoneamento vigente, mediante o pagamento de contrapartida financeira à Prefeitura. Este dinheiro será usado em intervenções e melhorias urbanísticas realizadas na própria região, pelo Poder Público. A lei da Operação Urbana pode prever, também, incentivos não onerosos, como estímulo adicional a investimentos privados na região.
Os recursos das contrapartidas financeiras, nas Operações Urbanas Consorciadas, são antecipados pela venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção – CEPAC. Assim, para participar da Operação Urbana Consorciada, utilizando seus benefícios, os empreendedores podem adquirir área adicional de construção e alteração de outros limites da lei de uso e ocupação do solo, mediante o pagamento em CEPAC.
As Operações Urbanas sempre têm um conselho deliberativo e consultivo – chamado Grupo de Gestão ou Comissão Executiva, no caso da OU Centro – que conta com a participação da sociedade civil, garantindo controle social. Cada grupo de gestão tem suas características, composição e atribuições próprias e todos acompanham o andamento da implementação da respectiva operação urbana e decidem sobre a aplicação dos recursos arrecadados.

Baixe aqui o Caderno Geral sobre a Gestão das Operações Urbanas
Conheça mais cada uma das Operações Urbanas de São Paulo:

Prefeitura de São Paulo publica guia de boas práticas para os espaços públicos da cidade


Prefeitura de São Paulo publica guia de boas práticas para os espaços públicos da cidade, via Gestão Urbana SP
via Gestão Urbana SP
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e a São Paulo Urbanismo, acaba de disponibilizar o “Guia de boas práticas para os espaços públicos da cidade de São Paulo” para consulta e download aqui no Gestão Urbana.
O objetivo é difundir e propor boas práticas de desenho urbano, de ordenamento ou de reordenamento da paisagem, tanto no âmbito das experiências implantadas na cidade, quanto das referências e possibilidades de soluções de desenho. Esse último abrange os espaços de uso do pedestre, como calçadas, ampliações de calçadas e espaços de fruição.
Faça o download do guia aqui

Valorização Profissional: Guia divulga versatilidade do arquiteto e urbanista

Há uma reclamação recorrente entre profissionais: a sociedade desconhece a importância e o alcance do trabalho dos arquitetos e urbanistas.
O CAU/SP contribuiu para resolver esse problema com a publicação de um guia que esclarece, com riqueza de detalhes, a atuação dos profissionais em suas várias atribuições.
O guia “Mas o que faz um arquiteto?” foi editado em formato de folder juntamente com outros materiais que integram um conjunto de ações de valorização profissional.
O folder está disponível na sede central e nas dez sedes regionais, e deve ser regularmente distribuído nos eventos afins à Arquitetura e Urbanismo apoiados pelo Conselho.
Para a sociedade, é importante saber quais os campos de atuação dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo. No folder, há uma descrição completa:
  • Concepção e execução de projetos de Arquitetura e Urbanismo;
  • Arquitetura de Interiores;
  • Arquitetura Paisagística;
  • Projeto e soluções tecnológicas para restauro, conservação e reabilitação de obras do Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico;
  • Planejamento Urbano e Regional (saneamento básico e ambiental, infraestrutura, sinalização, sistema viário, tráfego e trânsito urbano e rural, inventário urbano e regional, assentamentos humanos);
  • Topografia (elaboração e interpretação de informações topográficas);
  • Tecnologia e Resistência dos Materiais;
  • Conforto Ambiental;
  • Meio Ambiente (estudos de impacto e licenciamento ambiental, Utilização Racional dos Recursos e Desenvolvimento Sustentável).
O guia também está disponível em meio digital. Baixe aqui o folder “Mas o que faz um arquiteto?”

Critérios de sustentabilidade para construir mais e melhor

Atender a demanda da sociedade por edifícios mais ecológicos exige que os arquitetos trabalhem sem fórmulas prontas

POR JULIANA NAKAMURADivulgação: Cloc Marina Residence
Atender à demanda da sociedade por edifícios mais sustentáveis exige que os arquitetos trabalhem sem fórmulas prontas, mas com base em muito conhecimento e criatividade para chegar às soluções mais adequadas, levando em conta as particularidades e necessidades de cada projeto.
O percurso começa pelo entendimento da sustentabilidade como algo abrangente, que cerca o ciclo de vida da edificação, desde o início de sua construção à sua reciclagem ou demolição, incluindo todo o período de uso e operação. Também passa por uma abordagem que inclua soluções integradas para maximizar a eficiência no aproveitamento de recursos, e a escolha de suprimentos e materiais mais ecológicos. 'De pouco adianta inserir dispositivos com apelo verde se o edifício em si consome água e energia indiscriminadamente', diz o arquiteto Rafael Lazzarini, gerente do departamento de Novos Negócios da Unidade de Sustentabilidade do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE). Da mesma forma, de pouco vale uma construção erguida com baixa geração de resíduos e econômica do ponto de vista energético se não atender às necessidades de seus ocupantes.

PEDRAS NO CAMINHO
Para chegar a resultados que equilibrem conforto e respeito ao meio ambiente, os projetistas precisam superar, no dia a dia, a resistência dos contratantes em investir em sistemas que agreguem eficiência aos edifícios - principalmente porque isso pode exigir investimentos iniciais mais elevados. Também precisam encarar a própria dificuldade para realizar um trabalho complexo cujos parâmetros de desempenho mudam constantemente, especialmente por conta da tecnologia.

Piscinas biológicas substituem cloro por plantas

A alternativa é totalmente natural, saudável e não requer o uso de químicos.

Piscinas biológicas substituem cloro por plantas
As piscinas biológicas se integram melhor à paisagem. | Foto: Biopiscinas

Nada melhor do que mergulhar em uma piscina em um dia de calor, não é mesmo? Nem sempre. A quantidade de agentes químicos e cloro na água pode estragar toda a empolgação de um banho refrescante. Essas substâncias são usadas para eliminar as bactérias e fungos, mas podem ser substituídas por plantas aquáticas.
Trata-se de um sistema de filtragem que utiliza micro-organismos e plantas. Para isso, as chamadas piscinas biológicas são divididas em duas partes: área de natação e área de plantas. A divisão é importante, principalmente, para o banhista não mergulhar entre as plantas, que podem conter insetos e girinos.

Foto: Biopiscina
As plantas são responsáveis por produzirem biomassa, através da fotossíntese, que será consumida pelos micro-organismos. Estes, por sua vez, transformam a matéria orgânica em substâncias inorgânicas (dióxido de carbono, água e sais minerais – nitratos, fosfatos, sulfatos, entre outros) – que são necessárias para o crescimento das plantas e, consequentemente, forma um ciclo de trocas de matéria e energia.

Florianópolis ganha ônibus elétrico abastecido por energia solar

O veículo com tecnologia brasileira começou a rodar na última semana no trajeto entre os campus da UFSC.

Florianópolis ganha ônibus elétrico abastecido por energia solar
A geração de energia elétrica é realizada por intermédio de módulos solares fotovoltaicos integrados. | Foto: Thiago Terci / Divulgação


O primeiro ônibus 100% elétrico com tecnologia brasileira de baterias alimentadas por energia solar (fotovoltaicas) e desenvolvido com tecnologia brasileira começou a rodar em Florianópolis, SC, esta semana.
O veículo foi desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC e passou a rodar no trajeto de 25,3 quilômetros entre dois campus da UFSC, no Sapiens Parque, em Canasvieiras, no norte da ilha, e o Campus Central. Segundo o professor da UFSC, Ricardo Rüther, o objetivo é demonstrar como é viável e sustentável aliar a tecnologia limpa e proporcionar sensível ganho de tempo e eficiência quando se faz uso de transporte coletivo inteligente.
Alternativa para o transporte coletivo na próxima década
A modernidade do projeto não está somente na adoção de tecnologia limpa e sustentável, mas também na aplicação do deslocamento produtivo. “Com mesas de reunião, wi-fi, tomadas de energia e saídas USB, é possível, durante a viagem, trabalhar e, consequentemente, ser mais eficiente e produtivo. O nosso objetivo é tornar esta realidade mais clara e concreta para a população”, enfatiza o professor.

Saúde, bem-estar e produtividade: as iniciativas internacionais para escritórios inovadores

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Olhos lacrimejados, sensação de cansaço, dor de cabeça, absenteísmo e desânimo são apenas alguns dos efeitos que podem ser ocasionados pelas características dos projetos e materiais escolhidos para constituir ambientes de escritório.
Nesse sentido, um número cada vez maior de empresas tem criado seus próprios requisitos para garantir um padrão de saúde, bem-estar e qualidade dos seus escritórios, a fim de aumentar a retenção, o conforto e a produtividade de seus colaboradores.
Samsung, Google, Apple, Facebook, Loreal e Goldman Sachs são apenas alguns dos exemplos de empresas que criaram diretrizes para garantir espaços inovadores, onde os colaboradores estão em primeiro lugar. Dentre os conceitos aplicados, destacam-se a biofilia, a restrição de componentes químicos e a qualidade lumínica, térmica, acústica e do ar.
Me fale quem tu és que eu direi se te especifico
Alinhado aos conceitos de transparência e da certificação Cradle to Cradle adotada como referência para a análise de toxicidade de materiais pelo LEED v4, a Google desenvolveu uma metodologia própria para a análise de todos os produtos que são utilizados em seus escritórios. O intuito primeiro do projeto é conhecer os materiais e, portanto, seu potencial de impacto positivo ou negativo na qualidade dos ambientes internos.
Para realizar tal trabalho, a maior companhia de tecnologia do mundo criou uma ferramenta de comunicação que trabalha de forma confidencial, onde os fabricantes podem inserir estudos, declarações, laudos laboratoriais e a composição de seus produtos para fazer parte, assim, de um banco de dados internacional de fornecedores da Google. Nenhuma informação fornecida é publicada e o fabricante escolhe o nível de profundidade dos dados que irá disponibilizar.
Esta iniciativa está balizada na preocupação em garantir um ambiente salubre e livre de substâncias químicas prejudiciais à saúde humana e do meio ambiente, bem como em criar um mecanismo fácil e padronizado de receber dos fabricantes as características técnicas e químicas dos produtos.
Pode-se dizer que este programa é o estado da arte das empresas privadas na busca pelo conhecimento sobre os materiais utilizados em seus escritórios.

Fonte e artigo completo: http://blog.gbcbrasil.org.br/?p=1484
 
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