Fazendas flutuantes podem ser uma alternativa para alimentar futuras populações

Cortesia de Forward Thinking Architecure                                                           Cortesia de Forward Thinking Architecure

Acione um comando no seu celular e vá para o chuveiro; desça a escada 15 minutos depois e terá uma caneca de café esperando por você. Este é um ritual que não é mais uma fantasia para muitas pessoas. O crescimento da Internet das Coisas permitiu-nos controlar ações com o simples tocar em uma tela. Até agora, a escala destes processos é limitada a dispositivos pessoais: qualquer coisa entre passar café pela manhã a ligar o carro. Mas e se pudéssemos cultivar alimento para milhares de pessoas com um simples botão? Este é o objetivo do projeto Smart Floating Farms [Fazendas Flutuantes Inteligentes], desenvolvido pelo Forward Thinking Architecture.

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Veja o vídeo: https://vimeo.com/139943711

O projeto do estúdio de Barcelona compreende uma barca agrícola de vários pavimentos que pode ser construída, levada ao mar e deixada operando quase que inteiramente sozinha. A fazenda foi concebida para operar em três níveis: um inferior com proteções contra as ondas, um tanque para cultivo de peixes, um frigorífico, um espaço para empacotamento e equipamentos de dessalinização da água do mar; um nível intermediário para cultivo de hidropônicos e aeropônicos; e uma cobertura com claraboias que iluminam os níveis abaixo e painéis fotovoltaicos que geram a energia necessária para o funcionamento da barca.
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A barca tem capacidade de produzir até 8,1 toneladas de vegetais e 1,7 tonelada de peixe por ano. Os arquitetos estimam que essa produção cubra as despesas do projeto em 10 anos. Por serem modulares, as barcas podem ser agrupadas para gerar alimento para comunidades inteiras, especialmente aquelas localizadas em regiões de solo não arável.

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Além de tornar o processo de cultivo autônomo, locar as estruturas na água permite que as fazendas se adaptem ao aumento do nível do mar, evitando, assim, problemas de inundação. Embora esta estratégia pareça extravagante demais, ela tem, na realidade, uma longa e bem sucedida tradição, sendo empregada há séculos por fazendeiros bangaleses para escapar das monções.
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No entanto, a verdadeira inovação no projeto é o emprego de técnicas de cultivo não tradicionais combinadas a tecnologias já existentes. A população mundial atingirá a cifra de 8,3 bilhões em 2030 e 9,1 bilhões em 2050. Até 2030 a demanda por alimentos deverá crescer 50%, e até 2050 o aumento será de 70%. Todavia, o maior desafio do setor agrícola não é necessariamente aumentar a produção em 70%, mas tornar esses 70% disponíveis a todas as regiões do planeta.

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Segundo os arquitetos, o projeto "não tem como objetivo solucionar todos os problemas relacionados à fome ou substituir a agricultura tradicional. O motor por trás do projeto é abrir uma nova iniciativa que pode ser complementar e compatível com outros métodos existentes de produção para ajudar a reduzir os problemas associados ao risco de fome em diferentes áreas do globo." Um único projeto não salvará o planeta, mas incorporar as tecnologias disponíveis é um grande começo em direção à solução dessas questões.
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Fonte: Lynch, Patrick. "Fazendas flutuantes podem ser uma alternativa para alimentar futuras populações" [These Floating Farms Could Be Key to Feeding Future Populations] 11 Out 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Romullo Baratto) Acessado 12 Out 2015. http://www.archdaily.com.br/br/774909/fazendas-flutuantes-podem-ser-uma-alternativa-para-alimentar-futuras-populacoes

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