Nova Sede do CAU/BR e IAB/DF: Livro e DVDs reúnem 210 propostas do Concurso Público

Publicação, impressa e digital, será distribuída entre faculdades de Arquitetura e Urbanismo


O Concurso Público de Arquitetura para escolha do projeto da nova sede do IAB-DF e do CAU/BR foi considerado um sucesso pelas duas instituições. Com 210 concorrentes e mais de 2.000 profissionais envolvidos, a licitação para contratação do projeto completo e complementares da obra pretende servir de referência para concursos de projetos em todo o Brasil.

Para divulgar entre a sociedade brasileira as vantagens do concurso de projetos, o CAU/BR e o IAB-DF lançam um livro especial com a íntegra dos 210 projetos concorrentes no certame, mostrando a variedade e diversidade de soluções que podem ser apresentadas em um concurso. A ideia é estimular cada vez mais gestores públicos a adotarem essa modalidade de licitação.

Além dos projetos e textos originais dos candidatos, a publicação traz ainda a íntegra do edital, artigos dos organizadores do certame e dois projetos antigos e originais para a sede do IAB-DF. O primeiro deles, feito por Oscar Niemeyer na década de 1960; e outro do arquiteto Aleixo Furtado, vencedor do primeiro concurso para a sede do IAB-DF, realizado em 1979. Nenhum dos dois projeto foi levado à frente.


A publicação terá dois formatos: impresso e digital. As cópias (300 de cada) serão distribuídas entre os CAU/UF e instituições de ensino superior de Arquitetura e Urbanismo, para que possam ser consultadas por estudantes e professores de todo o Brasil. O lançamento acontecerá no dia 15 de dezembro.

A função social do Arquiteto e do Urbanista

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Os Arquitetos e Urbanistas exercem papel importante na formação das cidades e espaços construídos com acessibilidade, beleza, sustentabilidade, economia, segurança e conforto. Neste processo de ordenamento de espaços úteis aos cidadãos, os arquitetos passam a assumir um papel muito importante, pois é preciso esclarecer que a Arquitetura serve às pessoas desde o berço ao túmulo, já que elas nascem em maternidades, moram em casas, estudam em escolas, se divertem em boates, frequentam restaurantes, veem peças no teatro, torcem nos estádios e assim, graças à Arquitetura, sempre têm os cenários corretos para as várias fases de suas vidas.
A Arquitetura não carece de grandes orçamentos ou tecnologias avançadas para servir ao ser humano. Em qualquer breve exame de exemplos arquitetônicos, é possível observar que a criatividade possibilita o fazer muito com pouco. À parcela com mais baixa renda da população, os arquitetos dispõem de todas as condições para criar moradias de qualidade, onde as famílias possam viver confortavelmente e também contarem com equipamentos urbanos que promovam desenvolvimento social e econômico tais como as creches, escolas, centros de comércio, praças e ginásios.
A cidade é o espaço em constante transformação, resultado de atividades e interesses diversificados, e tem se traduzido em um cenário caótico e desordenado devido à falta de planejamento e de critérios de gestão da paisagem.
Arquitetos e urbanistas, devido a sua formação acadêmica e de sua relação com outras profissões afins ou não, são responsáveis pela produção do espaço construído, é papel do arquiteto antes de tudo, ser um agente catalisador na transformação dos anseios de uma sociedade e em gerador de elementos construídos nos espaços habitados.
Exige-se do arquiteto e urbanista que o mesmo se debruce sobre sua cidade, compromissado com sua forma, seu conteúdo, encarando suas contradições não como defeitos, mas como temas propostos, que encare sua tarefa de projetar e reorganizar seus espaços com responsabilidade social, mais que individual. Por sua vez, o arquiteto deve exigir do Estado uma definição de uma política cultural de modo compatível com os anseios de participação da sociedade brasileira, como única forma de assegurar o atendimento de seus legítimos interesses e necessidades. Essa política não se legitimará se não incluir as questões atinentes à produção arquitetônica brasileira, em todos os níveis e modalidades, da simples concepção de uma moradia popular, passando por um complexo edifício de uso coletivo e culminando no planejamento e implantação de um projeto urbanístico que satisfaça as exigências culturais, tecnológicas e sociais das gerações presente e futuras.

Los Angeles sustentável: 3 exemplos de Políticas Públicas

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De 03 a 07 de outubro está ocorrendo a edição deste ano da Greenbuild Conference & Expo, promovida pelo USGBC e um dos dois maiores eventos de Construção Sustentável do mundo. Como você deve saber, cada ano o evento é realizado em uma cidade diferente, nos EUA. Este ano a escolhida foi Los Angeles. Mais conhecida por seus engarrafamentos e as celebridades que a habitam, Los Angeles também vem dando alguns exemplos em políticas públicas de incentivo à sustentabilidade na construção.

Poder econômico da cidade

Los Angeles é 2ª maior cidade dos EUA e capital econômica do Estado da Califórnia (a capital política é Sacramento), que é o mais rico e de maior renda per-capita do país. Trata-se de uma economia maior do que a do Brasil e, se fosse um país independente, seria o 6° do mundo em 2015.
Seria até compreensível que as pessoas, em geral, não tenham a conservação e o uso eficiente dos recursos como uma prioridade, não é mesmo?
Pois, na prática, o que ocorre é que as recentes crises da oferta de água em toda a Califórnia, relacionadas com as secas no regime hídrico local, mas também decorrentes do aumento do consumo, somadas ao aumento do custo da energia e pressões para reduções da poluição e das emissões de gases de efeito estufa, têm feito muitos hábitos mudarem.
Diferentemente da região norte do estado, liderada pelas iniciativas adotadas pioneiramente em São Francisco, a região sul da Califórnia, não tinha, até pouco tempo atrás, políticas públicas de incentivos à sustentabilidade e redução dos impactos ambientais. Algo precisava ser feito a respeito.

Políticas Públicas para a Construção Sustentável

Em resposta a estas questões, em abril de 2008, no “Dia da Terra”, o Los Angeles City Council aprovou de forma unanime uma nova legislação para a construção sustentável que trouxe uma mudança significativa em direção a uma política de regulamentação orientada ao mercado de forma econômica e ambientalmente viável.
A nova legislação prometia cortar em milhões de toneladas as emissões de poluentes na década seguinte. A lei exige que os novos edifícios comerciais e grandes empreendimentos residenciais com mais de 50.000 pés quadrados (aprox. 4.600 m2) atendam aos padrões LEED, incluindo paisagismo resistentes à seca, utilização de materiais reciclados e uso eficiente de energia para aquecimento, refrigeração e iluminação. Isso fez de LA a última das primeiras 14 cidades dos Estados Unidos que têm exigido de promotores privados atender práticas de construção mais sustentáveis.
Fonte e artigo completo: http://blog.gbcbrasil.org.br/?p=2317

Dificuldades e desafios para elaborar um “EPD” para a nova versão do LEED v4

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A obtenção de um rótulo ambiental, por si só, gera valorização da marca por externar a responsabilidade ambiental da empresa, encoraja o consumidor a escolher produtos menos impactantes, permite o acesso a novos mercados e induz a melhoria continua do processo.
Considerada como um dos principais selos para edificações, a certificação LEED para construções sustentáveis orienta e atesta o comprometimento de uma obra para com os princípios de sustentabilidade para a construção civil – antes, durante e depois de sua execução.
Coloca o país na quarta posição mundial quanto à preocupação com a construção sustentável, totalizando, hoje, mais de 380 empreendimentos brasileiros certificados, entre bancos, hospitais, escolas, laboratórios de saúde, prédios comerciais e corporativos, supermercados e outros, dentro de um universo de cerca de 1.200 obras cadastradas em processo de certificação.
A certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) é uma ferramenta voluntária que quantifica desempenhos e parâmetros, objetivando que as obras mantenham um consenso ambientalmente responsável na utilização de tecnologias, metodologias e práticas sustentáveis na construção das edificações.
Visando aumentar as exigências ao mercado, em sua nova versão (LEED v4), que se tornou obrigatória no dia 01 de novembro, são ampliados os padrões e critérios, em relação à versão anterior.
A versão 4 vem sendo desenvolvida há cerca de seis anos, em um processo de discussão e aprovação iniciado em 2.010, envolvendo milhares de profissionais voluntários de diversos países, passando por períodos de comentários públicos onde foram recebidos, analisados e considerados cerca de 22.000 comentários.
Essencialmente focada no Ciclo de Vida de toda a edificação, a versão 4 passa a solicitar do fabricante (fornecedor) a elaboração de uma Declaração Ambiental de Produto (DAP) ou Environmental Product Declarations (EPD).
As EPD’s devem fornecer informações relevantes e verificáveis de dados ambientais quantificáveis para que possa ser formada, em relação a seu desempenho ambiental, uma base comparativa e equitativa entre produtos similares.
Também podem refletir a melhoria ambiental continua dos produtos ao longo do tempo, resultando em vantagens várias, tanto para os produtores quanto para toda a cadeia produtiva.
O desenvolvimento da EDP deve ser feito em etapas: primeiramente deve-se definir uma PCR (Regras por Categorias de Produto), prosseguindo-se com um estudo de ACV (Avaliação do Ciclo de Vida) e a elaboração do documento EPD. Este deve ser auditado, verificado e validado por uma auditoria de terceira parte para obtenção da credibilidade, do registro efetivo e posterior publicação.
Por ser uma novidade no Brasil, a informação ainda não está disseminada de forma a facilitar o desenvolvimento de EPD’s, de modo que, para cada uma das etapas, encontram-se os mais diversos níveis de dificuldades.
Fonte e artigo completo: http://blog.gbcbrasil.org.br/?p=2348

O que são edifícios energia zero e como viabilizá-los?

pixel-bannerEdifícios Energia Zero são aqueles capazes de atender às demandas energéticas e conforto do usuário sem depender do fornecimento externo de energia elétrica, ou compensando seu consumo através de geração localizada de energia renovável. De uma forma ou de outra são autossuficientes energeticamente. Configuram-se como edificações de qualquer escala e tipologia, desde residências unifamiliares até grandes edifícios corporativos.
Um edifício como esse deve ser projetado para inicialmente reduzir ao máximo o consumo. Esse processo se inicia sem a inserção de elementos tecnológicos, mas apenas com boa arquitetura adaptada ao clima. Sem isso não se faz um edifício energia zero. A redução no consumo inicia-se através de um projeto arquitetônico que adote técnicas bioclimáticas eficazes como ventilação natural, fachadas de alto desempenho térmico e altos níveis de iluminação natural. Sistemas ativos eficientes de condicionamento e iluminação artificial devem ser explorados em segunda instância.
Apenas em terceira instância no processo de projeto, sistemas de geração de energia renovável autônomos ou integrados à rede devem se encarregar do restante da demanda energética do edifício. A aplicação de energias renováveis sem a atuação precisa na redução do consumo através da boa arquitetura será pouco ou nada eficaz na produção de edifícios energia zero.
Para que se viabilize a concepção de um edifício energia zero as equipes de engenheiros e especialistas devem assumir participação ativa e principalmente de natureza consultiva (não apenas executiva). Os mesmos devem ser envolvidos sempre no início do projeto conceitual junto aos arquitetos, podendo (e devendo) analisar criticamente e questionar decisões de projeto sempre que necessário para o atendimento das metas energéticas. Da mesma forma, o arquiteto deve ceder quando necessário, dividindo decisões chave com especialistas multidisciplinares.

Fonte e artigo completo: http://blog.gbcbrasil.org.br/?p=2434

Supermoderno é agora

Em meio à busca incessante por projetos cada vez mais sustentáveis e digitais, parece não existir um discurso coerente de forma e linguagem no Brasil. Tente responder à seguinte pergunta: quais são as principais características da arquitetura brasileira contemporânea? Difícil encontrar uma resposta imediata.
Há pelo menos três décadas estamos em busca de uma nova identidade. Enquanto muitas escolas de arquitetura continuam defendendo ideias corbusianas de 1930, o mundo ultrapassou o modernismo, o pós-modernismo e a hipermodernidade. Mas o próprio conceito do hipermoderno exposto há doze anos por Gilles Lipovetsky (1944-) parece estar superado. Vivemos a cultura do excesso, do sempre mais, e esse aspecto da supermodernidade, termo usado pelo próprio filósofo para definir os dias de hoje, verifica-se de maneira clara na arquitetura. No entanto, o fator Brasil, de entraves de acesso à tecnologia e mão de obra de formação empírica nos impõe, mais uma vez, a um fenômeno peculiar, todo nosso.
Supermoderno é agora. É o que está sendo produzido ao mesmo tempo que você lê este breve editorial. E as páginas desta edição são a prova de que esta nova identidade da arquitetura brasileira, pós-Niemeyer, é cibernética, conectada, sustentável e integra nossas raízes - modernas, é claro - a um cenário onde o efêmero e 0 mutante devem ser incorporados aos projetos. O entrevistado do mês é Guto Requena, um dos exemplos dessa nova geração de arquitetos que não dispensa a base científica da academia, mas consegue com maestria incorporar sentidos, sustentabilidade e tecnologia às suas criações. É o arquiteto ciborgue.

Começam neste mês as obras de restauração do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo


Intervenção se dá um ano após incêndio em edifício do século XIX e deve ser entregue em dois anos

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
12/Dezembro/2016
As obras de restauração do Museu da Língua Portuguesa, no bairro da Luz, área central de São Paulo, começarão ainda este mês e deverão ser concluídas em dezembro de 2018. Isso foi o que anunciou o governador do estado, Geraldo Alckmin. A reforma começa quase um ano após o incêndio que atingiu o prédio, em dezembro do ano passado.
A reconstrução custará R$ 65 milhões, sendo R$ 34 milhões da indenização do seguro contra incêndio e o restante de iniciativa privada. Desse total, R$ 3 milhões já foram investidos em ações emergenciais e R$ 2 milhões serão destinados ao primeiro ano de manutenção do museu. Entre os patrocinadores, estão a EDP, o Grupo Itaú e o Grupo Globo.
Enquanto as obras devem ocorrer até dezembro de 2018, a implementação da museografia começará no mesmo ano e tem prazo de conclusão para março de 2019. A data de inauguração só será definida após a conclusão dos projetos.

A Língua que Habitamos: IV Seminário Internacional – AEAULP

Evento acontece nos dias 25, 27 e 28 de Abril de 2017 em Belo Horizonte e no dia 26 em Inhotim

Com foco na importância da Arquitetura, do Urbanismo e do Design como Expressão Cultural, o Seminário Internacional da Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo de Língua Portuguesa, “A Lingua que Habitanos”,  será realizado nos dias 25, 27 e 28 de Abril de 2017 em Belo Horizonte e no dia 26 em Inhotim. 
 
À dimensão cultural e à língua comum, também se associam investigações sobre a Arquitetura, o Urbanismo e o Design em contexto expressivo, bem como os elos entre as realidades arquitetônicas, urbanas e o design e as diversidades no mundo lusófono. Ao explorar esta temática geral, o Seminário celebra nossas raízes comuns e os desdobramentos que nelas ocorreram, ao longo do tempo, nos diferentes países e regiões, nomeadamente os de Língua Portuguesa.

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Reunirá professores e investigadores de vários países em torno do tema geral da dimensão coletiva da Arquitetura, do Urbanismo e do Design, fundamental para as três disciplinas na nossa contemporaneidade. Os eixos temáticos que organizarão as comunicações estendem-se desde a Cidade do Futuro à diversidade cultural na Lusofonia, passando por temas tão atuais como o Turismo ou as Tecnologias, não esquecendo o Ensino, a Investigação e a Publicação. Haverá também conferencistas convidados entre arquitetos de renome, bem como mesas redondas e wokshops para professores e alunos.

As comunicações serão publicadas em livro indexado, sob a forma de capítulos de livro.

A organização está cargo da Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo da Língua Portuguesa (AEAULP) e da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (EA-UFMG)

Informações e atualizações http://aeaulp.com/alinguaquehabitamos/

 
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