Fechaduras sem chaves: mais segurança e conforto

Redação AECweb

Fechaduras eletromagnéticas, digitais e biométricas proporcionam mais segurança e conforto aos usuários, dispensando a necessidade de carregar chaves e minimizando o risco de manter pessoas trancadas do lado de fora. Além disso, elas também flexibilizam os acessos, permitindo que usuários consigam entrar em locais mesmo sem uma cópia física da chave.
“Outra vantagem é a possibilidade de controlar e monitorar o acesso aos ambientes, registrando os horários e as pessoas que entraram e saíram de determinado local”, acrescenta o engenheiro civil Roney Honda Margutti, gerente de tecnologia do Siamfesp (Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais Não Ferrosos no Estado de São Paulo).
Fechadura biométrica – Crédito Wittybear/Shutterstock
Fechadura biométrica – Crédito Wittybear/Shutterstock
Também existem outros exemplos de fechaduras que não requerem chaves, acionadas por tecnologia Bluetooth ou por aplicativos de celulares. Segundo Margutti, é necessário conhecer a finalidade de cada fechadura para especificar a melhor solução. “Para um acesso restrito, a melhor opção é a biométrica. Por outro lado, se o que se deseja é ficar livre de carregar chaves e há várias pessoas que precisam acessar o ambiente, talvez a melhor solução seja as digitais”, indica.

Pesquisa da USP utiliza pneus velhos para melhorar concreto

A borracha moída misturada à argamassa cimentícia proporciona mais tenacidade e capacidade de deformação

Dellana Wolney
Marcelo Scandaroli
Um projeto realizado na Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP), em Lorena (SP), está reciclando a borracha de pneus velhos e misturando ao concreto. O objetivo é facilitar o aparecimento de propriedades diferenciadas na argamassa cimentícia, pois com a adição da borracha, o material final adquire mais tenacidade e capacidade de deformação.
De acordo com Clodoaldo Saron, professor da USP, a pesquisa teve início há três anos e ainda está em fase de desenvolvimento detalhado para compreender melhor a quantidade exata de agentes compatibilizantes entre a borracha e o concreto, bem como a integração mais adequada entre os materiais.

"O ponto chave da pesquisa até o momento é este. Apesar de já ter existido estudos de outra natureza, eles não tiveram a preocupação de integrar de fato as propriedades da borracha à matriz de cimento, o que é fundamental, pois trata-se de materiais de naturezas químicas diferentes. Então, se houver simplesmente a mistura da borracha no concreto, não resultará nesse mesmo efeito ligante", acrescenta Saron.

Telhas zipadas são produzidas sob medida para coberturas de grande porte

Fixação do sistema acontece por meio de encaixes, o que elimina a necessidade de perfurações para passagem de parafusos

Redação AECweb / e-Construmarket
Telha Zipada-Abcem-01
Inicialmente usada em obras industriais, telhas zipadas começam a ser usadas em outras tipologias de projeto
(Crédito: Divulgação/Abcem)
Indicadas para obras que necessitam de elevados níveis de estanqueidade, as telhas zipadas são produzidas de forma contínua e sem nenhum tipo de emenda. O material, normalmente, é fabricado no próprio canteiro e sua fixação acontece por meio de encaixes, o que elimina a necessidade de perfurações para passagem de parafusos. “É comum que sejam projetadas já nos comprimentos das águas, evitando as sobreposições”, complementa o engenheiro Fulvio Zajakoff, vice-presidente de coberturas metálicas da Associação Brasileira da Construção Metálica (Abcem).
Há alguns anos, a solução era quase que exclusivamente usada em obras industriais. “Atualmente, o sistema de telhas zipadas já é aproveitado em obras de varejo, centros de distribuição, aeroportos, arenas esportivas, entre outras”, elenca o profissional. O material também está bastante presente em edificações que apresentam linhas arquitetônicas ousadas ou curvilíneas, pois sua flexibilidade facilita desde a concepção até a execução final do projeto. O sistema também pode ser especificado para ambientes com microclimas agressivos, como os encontrados próximos do mar, rodovias ou aeroportos.
As telhas zipadas têm como matéria-prima diferentes tipos de metais, sendo que os mais aproveitados são o aço galvanizado, galvalume ou alumínio - todos previamente pintados ou naturais. “Também é possível fabricá-las em cobre, zinco e aço inox”, afirma o engenheiro. A cobertura aceita receber elementos de isolamento térmico e acústico, como lã de PETpoliuretano (PUR) ou poliestireno expandido (EPS). Essas soluções precisam ser especificadas pelo projetista, já que o desempenho sonoro e térmico varia em função do tipo de material, espessura e densidade. “O especialista é o responsável por customizar a telha conforme as necessidades e especificidades técnicas de cada cenário”, diz.

Como projetar rampas

Regulado por uma norma técnica, o elemento de circulação responde à acessibilidade universal e é obrigatório em edifícios públicos

Redação AECweb / e-Construmarket
As rampas consomem muito mais área do que outras formas de circulação vertical, como escadas e elevadores, porque devem ter inclinação suave. Esse fator torna limitada a sua aplicação, pois não é todo projeto que dispõe de espaço suficiente. Nos edifícios públicos, são elementos da acessibilidade universal e devem cumprir exigências normativas. Já em espaços privados, como residências, podem ter inclinação mais acentuada. “O desenho das rampas deve nascer junto com o projeto, pois inseri-las posteriormente é quase impossível”, diz o arquiteto Pablo Emilio Robert Hereñú, titular do escritório Hereñú+Ferroni Arquitetos.
Há empreendimentos que se destacam, justamente, pelo uso desse recurso arquitetônico. As rampas do edifício da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), projetado por Vilanova Artigas, estão entre as melhores referências. “Todo esse prédio é organizado em meios níveis ligados pelas rampas, que se integram também a outros espaços, com eventos acontecendo nos seus giros. Constituindo mais do que um elemento de circulação, elas tornam o percurso mais agradável”, comenta.
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Os elementos construtivos mais frequentes para compor as rampas são concreto e aço (SantaGig/Shutterstock.com)
Exemplos menos felizes dessa solução arquitetônica são as rampas que dão acesso às passarelaspara pedestres sobre rodovias. São muitas, de percurso cansativo e burocrático. Trata-se de um jogo de rampas vertical, isolado. Segundo Hereñú, porém, é difícil pensar em outro desenho para elas. O ideal é que os patamares intermediários cheguem a ambientes como um pequeno bar ou uma banca de jornal, que dão um sentido mais urbano ao percurso. Ou que se integre com a topografia, como ocorre na passarela projetada também por Artigas, na Avenida 9 de Julho, em São Paulo. “Rampas são, portanto, projetos que exigem muita integração, seja com os espaços do edifício, seja com os espaços urbanos”, reafirma o arquiteto e urbanista.

As 10 cidades mais habitáveis do mundo

Publicação americana levou em consideração quesitos como moradia, transporte, sustentabilidade e cultura local


© Depositphotos.com / Nanisimova_sellOs aspectos sustentáveis integraram os quesitos que ajudaram a montar o ranking.
A revista Metropolis Magazine elegeu as 10 cidades mais habitáveis do mundo em 2016. Para chegar a esse resultado foram avaliados aspectos como moradia, transporte, sustentabilidade e cultura de cada país.
O processo de escolha se deu por meio de uma pesquisa minuciosa e uma análise corporativa. Ao final foi elaborado um ranking das cidades que devem ser consideradas exemplos de bem-estar. A grande vencedora foi a cidade de Copenhague, localizada na Dinamarca.
Confira abaixo o ranking completo com as dez cidades mais habitáveis do mundo em 2016. Aqui nós demos ênfase apenas aos projetos sustentáveis de cada cidade:
1 – Copenhague, Dinamarca
Copenhague é uma das cidades mais ecologicamente responsáveis do planeta e tem como principal objetivo ser a primeira capital livre de emissões de carbono até 2050. Possui mais de 400 km de ciclovias, sendo que cerca de 40 mil pessoas transitam por ela por dia. “Hoje quase 45% da população de Copenhague usa bicicletas, resultado dos esforços por parte da cidade para melhorar a infraestrutura”, informa o site da revista.
2 – Berlim, Alemanha
A cidade possui pequenas ações sustentáveis que fazem dela um local único. As hortas urbanas estão espalhadas por todo os cantos de Berlim, sacolas plásticas dão lugar para as caixas de papelão e bolsas de pano, a infraestrutura é toda planejada para favorecer as pessoas que andam de bicicleta, entre outras ações sustentáveis.
3 – Helsinque, Finlândia
Exemplo mundial de como ser sustentável, a cidade criou em 2002 o Plano de Ação em Sustentabilidade que trabalha para controlar a poluição, cuidar da natureza e da população. Um grande destaque é na área de transporte urbano com o sistema de compartilhamento de bicicletas, projeto muito usado nos últimos anos.
4 – Singapura, República de Singapura
Singapura foi considerada a cidade mais verde de seu continente. O local possui um grande comprometimento com o planejamento sustentável e, para tentar reduzir ao máximo as emissões dos gases poluentes, restringiu aquisições de veículos, resultando em menos poluição e menor trânsito.

Berlim transforma base petrolífera em bairro sustentável

O projeto erguerá 1.100 unidades de imóveis, sendo, inteiramente, construídos com base em conceitos sustentáveis


Ingenhoven ArchitectsNovo bairro será construído em uma área de mais de 29.000 metros quadrados.

O escritório alemão de arquitetura Ingenhoven, com o apoio de outros 32 escritórios, tem trabalhado em um grande projeto que promete mudar para sempre a rotina dos moradores do distrito de Charlottenburg, em Berlim. A criação de WerkBundStadt, nome dado à nova construção, refere-se ao novo bairro sustentável que está sendo erguido na capital alemã.
O local onde antes existia a antiga base petrolífera da cidade, tem passado por grandes transformações desde o ano passado, quando o projeto do bairro saiu do papel. Contando com uma área de mais de 29.000 metros quadrados e o auxílio de funcionários do distrito, proprietários da área, do Senado e, principalmente, da comunidade local, a iniciativa tem conquistado grande repercussão em todo o país.
De acordo com os responsáveis pelo projeto, a estimativa é de que um total de 1.100 unidades sejam construídas em WerkBundStadt, sendo que 330 destes imóveis devem ser disponibilizados para locação. A ideia principal do planejamento criado para a área é o aproveitamento ecologicamente correto do terreno, através da utilização de técnicas de construção com foco em sustentabilidade.
Para mais informações, acesse o site da Ingenhoven.

Empresa desenvolve projeto que pode aumentar em 300% a oferta de energia solar

O principal objetivo desse equipamento é baratear o custo da energia solar e diminuir o valor cobrado pela eletricidade

Reprodução / Facebook – V3SolarEquipamento produz 20 vezes mais energia do que os painéis tradicionais.

Ouve-se falar repetidamente sobre as energias sustentáveis, derivadas de fontes renováveis e limpas e com quase nenhuma ou nada de emissão de CO2 e gases do efeito estufa. Uma dessas fontes é a energia solar, sistema no qual a luz do sol é aproveitada e convertida para gerar calor e eletricidade em casas, apartamentos, empresas e outros projetos.
Diversas empresas vêm tentando encontrar soluções e uma forma de desenvolver novas tecnologias com esse tipo de fonte alternativa, porém alguns obstáculos são encontrados quando os assuntos são custos e eficiência.
Felizmente a empresa V3 Solar superou alguns obstáculos e projetou uma nova tecnologia rotacional avançada batizada de Spin Cell. O produto é uma placa solar de tamanho pequeno e forma de cone, que promete diminuir de forma significativa os gastos energéticos, o impacto ambiental e ainda aumentar a eficiência na produção de energia.
A sede da V3 Solar está localizada na Califórnia e é a empresa responsável por toda a pesquisa realizada para o desenvolvimento dessa nova tecnologia. O intuito é baratear o custo desse tipo de energia em 300%, já que o equipamento possui maior eficácia no aproveitamento de luz do sol e produz 20 vezes mais energia utilizando a mesma quantidade de silício que os painéis tradicionais.

Brasileiros conquistam primeiro lugar em concurso latino-americano de arquitetura em aço

Edição é a primeira em que duas equipes são declaradas vencedoras. Prêmio será dividido com chilenos

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
 SLIDE SHOW      http://www.au.pini.com.br/au/solucoes/galeria.aspx?gid=16793                                                                                                                                                    
A equipe brasileira vencedora do 9º Concurso para Estudantes de Arquitetura do CBCA acaba de conquistar também, ao lado da equipe chilena, o 9º Concurso Alacero de Diseño en Acero para Estudiantes de Arquitectura 2016. É a primeira vez que dois grupos alcançam, juntos, a primeira colocação.
Os estudantes André Mesquita Britto, Caio Ferraz de Almeida Prado, Kamal Yazbek e Pedro Fagundes Herman, da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), venceram a competição juntamente com os alunos da Universidade de Santiago do Chile. O projeto brasileiro teve a orientação do professor Francisco Barros e coorientação da professora Stella Tedesco.
A premiação de R$ 10 mil foi dividida entre as equipes e a Menção Honrosa foi destinada ao grupo representante do Instituto Politécnico Nacional, no México.

A proposta do concurso era planejar um Centro Cultural que utilizasse o aço como material construtivo e trouxesse melhoria de qualidade de vida para a população, por meio da criação de um novo espaço de convivência.

 
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Edited by Allan